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Com este número 138 do nosso GS-58, estamos encerrando a sua publicação, como já encerramos os nossos encontros anuais, com o 57º Encontro do GS-58, online, em janeiro deste ano de 2021.
Isto um dia deveria acontecer. Se esta nossa Revista e os nossos Encontros Anuais são de um grupo (os Sacerdotes que terminaram o Curso Teológico em Mariana, em 1958), quando este grupo acabasse, a revista também acabaria.
Editor Mons. Raul Motta de Oliveira

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Published by MOBON, 2022-01-15 07:20:15

GS-58 - Grupo Sacerdotal de 1958

Com este número 138 do nosso GS-58, estamos encerrando a sua publicação, como já encerramos os nossos encontros anuais, com o 57º Encontro do GS-58, online, em janeiro deste ano de 2021.
Isto um dia deveria acontecer. Se esta nossa Revista e os nossos Encontros Anuais são de um grupo (os Sacerdotes que terminaram o Curso Teológico em Mariana, em 1958), quando este grupo acabasse, a revista também acabaria.
Editor Mons. Raul Motta de Oliveira

Keywords: GS-58

Conversando com os amigos

Com este número 138 do São José, nosso 1º Encontro
nosso GS-58, estamos en- em Aparecida (1953), o jor-
cerrando a sua publicação, nalzinho, depois revista do
como já encerramos os nos- GS 58, com sua caminhada
sos encontros anuais, com o até hoje. Depois, coloquei a
57º Encontro do GS-58, on lista de todos os 30 membros
line, em janeiro deste ano de do GS, vivos e falecidos, com
2021. sua Diocese e datas: nasci-
mento, ordenação e, para 24
Isto um dia deveria acon- colegas, a data de seu faleci-
tecer. Se esta nossa Revista e mento.
os nossos Encontros Anuais Em seguida, reproduzi a lista dos 57
são de um grupo (os Sacerdotes que Encontros do GS: fizemos 12 Encon-
terminaram o Curso Teológico em tros em Mariana; 3 em Juiz de Fora e
Mariana, em 1958), quando este gru- 3 em Angra dos Reis (na praia); 2 em
po acabasse, a revista também acaba- Barbacena, em Caldas, em Caratinga,
ria. em Cruzília, em Ponta da Fruta, em
Três Corações, em Atibaia, em Apare-
Dos 30 membros do GS-58, somos cida e em Belo Horizonte; e 1 Encon-
hoje ainda 6 vivos: três exercendo o tro em: Recreio, Tiradentes, Itamon-
ministério (Mons. João Faria, Mons. te, Pouso Alegre, Aiuruoca, Montes
Geraldo Vicente e eu) e três que o Claros, Viçosa, Taubaté, São Louren-
deixaram (Juarez Augusto, Olau e Sa- ço, Terra Santa e Roma, Cachoeira do
muel). Todos nós bem idosos. Já fiz 92 Campo, Formiga, São João del Rei,
anos, em junho. Ouro Preto, Araxá, Santa Luzia (Co-
queiro d’Água), Retiro das Rosas; e o
Comecei a publicação do GS-58, em último, este ano, on line.
agosto de 1965. Há mais de 56 anos Neste número, estamos também
que ele existe, sem interrupção. Cum- encerrando aquele tão interessante
priu sua missão de nos unirmos. Mas, Estudo Bíblico do Mons. Terra, nos-
agora, chegou a hora de parar. Não so professor de Sagrada Escritura; o
aguento mais este trabalho prazeroso, artigo do Pe. Luís Duque; e colocan-
mas difícil. do muitas fotos do nosso Seminário
Maior São José, para ativar a memó-
Nestes 63 anos de nosso sacerdócio, ria e podermos realizar aquele verso
fizemos 57 Encontros, normalmente 1 de Virgílio, que nos lembra o Salão de
em cada ano. Acho que não existe ou- Festas do nosso Seminário Menor de
tro grupo sacerdotal, no Brasil e mes- Mariana: “HAEC OLIM MEMINISSE
mo no mundo, que fez esta façanha. JUVABIT”.
Graças ao nosso órgão de imprensa, Meu abraço a todos vocês, membros
que nos uniu e nos abriu para outros e amigos e amigas do GS-58.
contemporâneos, amigos e amigas. Em Jesus e Maria,
Mons. Raul Motta de Oliveira-
Temos então é que agradecer muito
a Deus, pela existência do nosso grupo
GS-58 e por tudo o que ele realizou!

Imaginei fazer um último número
da revista, lembrando a história do
nosso GS: desde o nosso Seminário

2

HISTÓRIA DO “GRUPO SACERDOTAL 1958”

A turma de 1958, ainda Diáconos, no Seminário Maior São José

I. A TURMA DO GS-58, AINDA NO SEMINÁRIO
SÃO JOSÉ, EM MARIANA (1958)

No nosso 4º ano de Teologia (1958), tes, Argemiro, Lélio, Samuel, Paiva e
em Mariana, os 29 colegas combina- Amaury. Faltam três: Bueno, Juarez e
mos fazer um Encontro da nossa Tur- Lourival.
ma, em Aparecida do Norte, quando
fizéssemos 5 anos de Padres. Pe. Moacir Matias Marques, irmão
do Pe. Maurílio, era do nosso Curso,
Veja acima, na foto (da esquerda mas teve de se afastar um ano, para
para a direita): 1ª fila: Mauro, Olau, tratamento de saúde. Sempre parti-
Raul, Lobo, Jair, Otávio, Natalino; 2ª cipou conosco, sendo o grande Maes-
fila: Vicente Gomes, Marciano, Mau- tro do Coral GS. Foi reintegrado ofi-
rílio, Vicente Carvalho, Arimateia, cialmente, como membro do GS 58,
Pogeto, Faria; 3ª fila: Torres, Geraldo em 1980. Tornou-se Monsenhor, em
Vicente, Geraldo Lopes, Benedito, No- 1999. O Grupo GS58 passou, em en-
gara, Renato; 4ª fila (de trás): Aran- tão, a ter 30 sacerdotes.

3

II. O 1º ENCONTRO DO GS 58, EM APARECIDA
(1963)

O Grupo Sacerdotal de 1958, em Aparecida (12/12/1963),
após a Missa na Basílica antiga

A turma de Pouso Alegre (10), por mais cedo, é só dizer que faz parte do
estar mais próxima, ficou encarregada Grupo dos “29” e será logo recebido.
de preparar o nosso 1º Encontro, em – Combinei, também, a Missa Sole-
Aparecida. Pe. Poggetto nos escreveu, ne, que será às 9 da manhã ou às 4 da
em junho de 1963, lembrando-nos do tarde, do dia 12, dependendo ainda de
nosso compromisso de Seminário: “No uma comunicação que receberei de lá.
final do 1º lustro de nosso Sacerdócio, – Procurei, também, conseguir o coro
haveríamos de nos reunir, todos, aos da Basílica, para cantar a Missa; mas
pés de Nª Sª Aparecida”. E marcou a encontrei um pouco de dificuldade,
data: 11, 12 e 13 de dezembro. por ser dia de semana e as cantoras
não poderem comparecer. Segundo
Dia 7 de novembro, nos escreveu de opinião dos Padres de Aparecida e do
novo: “Acabo de chegar de Aparecida, Organista, que é amigo da gente, fica-
onde fui providenciar hospedagem, ria mais solene e mais simbólico nós
garantir horário de Missa Solene, mesmos cantarmos a Missa. Resolvi,
etc. – Esforcei-me por arranjar hos- então, depois de conversar com outros
pedagem gratuita, mas, infelizmente, colegas, que cantaríamos a Missa “Tre
não foi possível, por estarem ainda, voci” de Perozzi. Se você tiver ou con-
naquela época, os alunos dos dois Se- seguir partitura, é bom trazer. – Faço-
minários, em período de exames. Em -o ciente de que a hospedagem será de
vista disso, providenciei hospedagem 1.800,00 (mil e oitocentos cruzeiros) a
para todos nós (29), no HOTEL CEN- diária. (Não se assuste... não será por
TRAL, ali mesmo, na Praça da Basíli- isso que você vai deixar de compare-
ca. O ambiente é muito bom e, além do cer). - Comunique-me, com URGÊN-
mais, será todo nosso. – Deveremos CIA, se possível POR TELEGRAMA,
chegar lá para o jantar do dia 11, en- sua confirmação... Até Breve! – Em
tre 5 e 6 horas da tarde. Se você chegar

4

Cristo e Maria, Pe. Sebastião Pereira Esta foto é de logo após a Missa às
Dal Poggetto.” 9h, no Santuário velho, pois o novo
ainda estava sendo construído.
O Encontro aconteceu, na data
marcada, com a Participação de 22 No final do Encontro, marcamos o
Padres, todos de batina, com se vê ao 2º Encontro do GS 58 para Mariana,
lado (sendo que o 23o sou eu, batendo em 1968, décimo aniversário de nossa
a foto). ordenação sacerdotal.

5

III. O 1º NÚMERO DO “GS 58” (1965)

“Caro colega, LJC. – No Encontro gência, o seu endereço atual. Também
de Aparecida (12-12-1963), que dei- os endereços dos nossos colegas e pro-
xou em nós tão gratas recordações, fessores”; e notícias de seus trabalhos
combinamos que faríamos um jor- pastorais.
nalzinho mimeografado, com o título
acima. – O encarregado do jornal foi E pedimos que o José Renato fizesse
o saudoso Pe. Natalino. A morte do uma narrativa da morte do Pe. Vicente
nosso pranteado colega impediu-nos, Carvalho; e algum dos colegas de Pou-
até hoje, de ter esse órgão tão neces- so Alegre nos descrevesse a do Pe. Na-
sário para nós.” talino. Pedimos também que o Lobo
nos fizesse sempre alguma das suas
Assim iniciamos o minúsculo 1º inesquecíveis charges.
número do GS 58, com 6 páginas, em
agosto de 1965. E eu explicava: “Com E fechamos o jornalzinho, com ou-
uma tipografia agora dentro de casa tro pedido: “Não nos esqueçamos de
(no Seminário Diocesano Nossa Se- rezar uns pelos outros. Quem sabe,
nhora do Rosário), a ‘Gráfica-Editora poderíamos fazer um compromisso de
Dom Carloto’, achei-me na obrigação celebrar uma Santa Missa, anualmen-
de fazer esse serviço.” Tópicos: te, pela perseverança e santificação
dos colegas?”
“O ‘GS 58’ deseja ser um laço de
união entre nós, lembrança de sau- O GS, no 1º ano saiu mensal, com 4
dade do alegre e feliz tempo de Se- páginas. O nº 5 trouxe o relato do fa-
minário, um revigoramento de nosso lecimento do Pe. Vicente Carvalho; e o
entusiasmo sacerdotal, uma troca de nº 6, do Pe. Natalino Zuccatto. O nº 7
experiências de apostolado. Falare- trouxe uma primeira charge do Lobo.
mos sério e brincaremos”.
Por sugestão do Otávio, não espera-
“Vou querer de cada colega, com ur- mos os 10 anos para fazermos o II En-
contro do GS. Foi de 12 a 14 de julho
de 1966, no Seminário Coração Euca-
rístico, em Belo Horizonte.

O fechamento do Seminário São
José foi noticiado no GS nº 14, de se-
tembro e outubro de 1966. O de março
de 1967, já contava sua reabertura.

O 3º Encontro foi em Três Cora-
ções, dias 18, 19 e 20 de julho de 1967.
Deste em diante, sempre participaram
de nossos encontros colegas de outros
cursos.

E, em Mariana, como tínhamos
programado em Aparecida, nos en-
contramos, no 10º aniversário de nos-
sa Ordenação. Vamos falar apenas de
alguns.

6

IV. O 4º ENCONTRO DO GS EM MARIANA

O 4º Encontro do GS 58 realizou-se, vio, Renato, Adelino, Paiva; e Raul
dias 10, 11 e 12 de dezembro de 1968. (batendo a chapa). Estiveram pre-
sentes também, embora não tenham
Nesta foto, juntamente com Dom saído na foto: além do Geraldo Lopes
Lucas, Pe. Avelar e Mons. Geraldo (do GS 58), Pedro Lopes, Venício, Via-
Majela, vemos: Lélio, Arantes, Faria, na, Teixeirinha e Flávio; e visitantes:
Vicente Gomes, Arimatéia, Argemiro, Antônio Ribeiro, Carlos Braga, Jadir e
Jair Pinto, Juarez, Benedito, Marcia- Pe. Agostinho.
no, Lôbo, Élcio, Mauro, Pogeto, Otá-

V. O 5º ENCONTRO, EM RECREIO (1970)

De 5 a 9 de janeiro de 1970, acon- O item ‘Celibato’ é que deu o que fa-
teceu o V Encontro do GS 58, em Re- lar. Ei-lo: “a) Defendemos a auto-de-
creio, Diocese de Leopoldina, onde terminação do Padre, na escolha de
trabalhavam o Juarez e o Mauro (Cf. seu estado de vida; b) Pensamos assim
GS nº 34). exatamente para valorizar o próprio
celibato, livremente escolhido; c) E
Presenças: Juarez, Mauro, Élcio, julgamos ainda que o Sacerdote, caso
Pogeto, Lobo, Otávio, Vicente Gomes, venha a optar pelo Matrimônio, não
Argemiro, Lopes e Raul. Participaram, seja obrigado a renunciar definitiva-
parcialmente: Chámel, Vicente Reis e mente ao ministério e a seus direitos.”
José Barbosa (recém-ordenado). Fi-
cou célebre o ‘Documento do GS 58”, Assinaram: Pe. Juarez Augusto, Pe.
com os capítulos: 1. Fé; 2. Espiritua- Mauro Queiroz, Pe. Sebastião Pereira
lidade; 3. Formação; 4. Celibato; 5. dal Poggetto, Pe. José Antônio Lobo,
Relacionamento; e 6. Comunidades de Pe. Otávio Santana, Pe. Vicente Go-
Base. Tudo muito sério e, verdadeira- mes, Pe. Argemiro Brochado Neves,
mente, pastoral. Pe. Benedito Marcílio Magalhães, Pe.

7

Participantes do Encontro de Recreio.

Raul Motta de Oliveira, Pe. José Rena- da: “Durante o XIII Encontro do GS
to Vidigal, Pe. Geraldo Lopes de Sousa 58, em Mariana, foi divulgada a no-
e Pe. Élcio Ferreira. tícia da nomeação de 3 Bispos: Mons.
Geraldo Majela Reis, para Três Lago-
Eu sempre enviei o GS para as au- as; Pe. José Martins da Silva, SDN,
toridades eclesiásticas, inclusive para para a Rondônia; e Frei Clóvis Frai-
a Nunciatura. Eis o motivo porque ne- ner, capuchinho, para Coxim. O Lobo
nhum dos membros da nossa Turma os imaginou saindo do ovo, cheios de
chegou a Bispo. vida. Diziam as más línguas que o
Raul também seria Bispo. Mas o ovo
Quando fiz trabalho pastoral na gorou!”
Rondônia, com os leigos do MOBON,
implantando comunidades de base
(1977-1978), o Su-
perior dos Combo-
nianos me disse ter
enviado meu nome
para a Nunciatura,
para eu ser o Bispo
da Rondônia. Nos-
sos colegas Arge-
miro, Lélio, Vicen-
te Gomes e muitos
outros também fo-
ram indicados para
Bispos...

Vejam a char-
ge do Lobo, no GS
nº 65, de abril de
1978, com a legen-

8

VI. GS Nº 110, JANEIRO DE 2007.

Trouxe, na capa, o Arcebispo de
Mariana, Dom Luciano Pedro Mendes
de Almeida (* 05-10-1930; + 27-08-
2006).

Durante o período de Dom Lucia-
no, a Arquidiocese e as Sufragâneas
faziam reuniões semestrais. Participei
de todas. Cada vez em uma diocese.

Em outubro de 1996, reunidos em
Palmeiras (Ponte Nova), logo após o
almoço, deparei com esta cena como-
vente: ele dando comida a um grupo
de crianças carentes. Chamei-o: ‘Dom
Luciano!’ Ele olhou para mim e, cli-
que! É esta foto, que saiu no GS nº 110.

Este número foi também o último,
tamanho pequeno. O nº 111 já saiu in-
cluso na GENS SEMINARII Nº 1.

VII. A REVISTA “GENS SEMINARII”

O 43º Encontro do GS, em Atibaia, vasse a marca ‘GS’, o início de tudo; c)
SP, de 8 a 11 de janeiro de 2007, teve que tivesse alguma significação para
a presença do Presidente da AEXAM, os seus destinatários: GENS SEMI-
Helvécio e sua esposa Rosana; foi dis- NARII, ou seja: Gente/Família do Se-
cutida a proposta de fazermos uma só minário.
revista: GS e AEXAM (Associação dos
Ex-alunos dos Seminários de Maria- O 1º número da “Gens Seminarii”
na). (Revista dos Seminários de Mariana,
da AEXAM e do GS 58) saiu em junho
Dia 15 de março de 2007, reuni- de 2007, com 74 páginas, tiragem de
mo-nos, no Seminário São José, para 2000 exemplares, impresso na ‘Gráfi-
concretizar a primeira edição da Gens ca Dom Carloto’, em Caratinga. Depois
Seminarii: Dom Barroso, Dom Hélio, passou a ser impresso na Gráfica Dom
Pe. Lauro (hoje, Mons. Lauro Sérgio Viçoso, em Mariana. Foi um período
Versiani Barbosa, Bispo eleito de Co- maravilhoso de nossa comunicação:
latina, a ser sagrado, dia 25 de janeiro Seminário São José, AEXAM e GS 58.
e tomará posse aos 2 de fevereiro de A ‘Gens Seminarii’ foi publicada, nor-
2022), Helvécio e eu. O nome foi es- malmente, cada semestre, até junho
colhido a partir de vários critérios: a) de 2015, ou seja, 17 números da revis-
Que fosse em Latim; b) Que preser- ta; o número 18 (dezembro 2015) só

9

saiu em edição eletrônica. O último
número da revista impressa (e com
a participação do Seminário) foi o nº
19, de junho de 2016. O número 20,
de dezembro de 2016, saiu em edição
eletrônica, com a AEXAM nº 32, cele-
brando o cinquentenário da ‘diáspora’
de Mariana; e o GS 58, nº 130.

O ‘GS 58’ continuou sua caminhada,
com edições impressas, até este último
número, ou seja o nº 138, lembrando
a História do Grupo Sacerdotal 1958.

GRUPO SACERDOTAL 58, EM 2021

01. ÂNGELO LÁZARO NOGARA
(PE.) – Pouso Alegre, MG.

N. 18/01/1932; O. 21/12/1951;
F. 10/10/2002.

02. ARGEMIRO BROCHADO NE-
VES, MONS. – Valença, RJ.
N. 23/01/1935; O. 07/12/1958;
F. 20/05/1998.

0L3H. ÃBEESN, EMDOINTOS. MARCÍLIO MAGA-
– Pouso Alegre, MG.
N. 06/10/1934; O. 08/12/1958;
F. 25/01/2011.

04. GERALDO LOPES DE SOUSA
(PE.) – Mariana, MG.
N. 17/11/1931; O. 30/11/1958;
F. 28/11/2009.

05. GERALDO MARTINS PAIVA,
CÔN. – Mariana, MG.

N. 08/08/1925; O. 30/11/1958;
F. 26/08/2001.
10

06. GERALDO TORRES, MONS. –
Porto Nacional, GO.

N. 26/09/1928; O. 07/12/1958;
F. 14/02/2012.

07. GERALDO VICENTE COSTA,
MONS. – Campanha, MG.

N. 31/03/1935; O. 07/12/1958.
ENDEREÇO: Rua Cel. Antônio Gonçalves
Pimentel, 128 – Centro – CEP 37410-000
TRÊS CORAÇÕES, MG. – Tel. (35) 3231-

1908.

08. JAIR RODRIGUES DE CASTRO,
PE. – São João del Rei, MG.

N. 15/10/1930; O. 30/11/1958;
F: 18/12/2014.

09. JOÃO APARECIDO DE FARIA,
MONS. – Pouso Alegre, MG.
N. 12-10-1933; O. 14-12-1958.
ENDEREÇO: Av. Mons. Mauro Tomasini,
75 – São Carlos – CEP 37550-000 POUSO
ALEGRE – MG. – Tel. (35) 3422-3972; Se-
minário: 3422-3232; 99944-2847.

10. JOAQUIM MARCIANO DE OLI-
VEIRA, MONS. – Campanha, MG.
N. 16/10/1926; O. 07/12/1958;
F: 30/09/1996.

11. JOSÉ AMAURY CARNEIRO,
(PE.) – Pouso Alegre, MG.
N. 19/03/31; O. 08/12/1958;
F: 23/05/2004.
11

12. JOSÉ ANTÔNIO LOBO (PE.) –
Pouso Alegre, MG.

N. 12/06/1936; O. 05/07/1959;
F: 30/08/2003.

13. JOSÉ BUENO JÚNIOR (PE.) –
Pouso Alegre, MG.

N. 25/08/1928; O. 05/07/59;
F. 28/07/1991.

14. JOSÉ DE ARIMATÉIA DE PI-
NHO, CÔN. – Mariana, MG.
N. 10/12/1932; O. 14/03/1959;
F. 19/06/2005.

15R. EJIORSAÉ, MLOÉNLISO. –MBrEaNgaDnçEaS, SPF.ER-
N. 02/07/1933; O. 08/12/1958;
F. 03/06/2011.

16. JOSÉ RENATO PEIXOTO VIDI-
GAL, CÔN. – Mariana, MG.
N. 23/07/1933; O. 20/12/1958;
F. 25/10/1993.

17. JUAREZ ALVES AUGUSTO
(PE.) – Leopoldina, MG.

N. 09/09/1933; O. 07-12-1958.
ENDEREÇO: Rua Álvaro Santos, 61, apt.
402 – Vila Paris – CEP 30380-680 Belo
Horizonte – MG. – Tel. (31) 3324-7266 –

E-mail: [email protected]

18. LOURIVAL DE SALVO RIOS,
PE. – São João del Rei, MG.

N. 26/03/1925; O. 29/06/1959;
F. 26/11/1977.
12

19. LUÍS VIEIRA ARANTES, MONS.
– Campanha, MG.

N. 02-02-1934; O. 07/12/1958;
F. 27/03/2017.

20. MAURÍLIO MATIAS MARQUES
(PE.) – Campanha, MG.

N. 22/01/1932; O. 08/12/1958;
F. 15/05/2015.

21. MAURO DE QUEIROZ (PE.) –
Leopoldina, MG.

N. 01/05/1932; O. 15-04-1959;
F. 03/12/2020.

22. MOACIR MATIAS MARQUES,
MONS. – Campanha, MG.

N. 27-03-1933; O. 08-12-1959;
F. 02/02/2003.

23. NATALINO GOTARDELLO ZUC-
CATTO, PE. – Pouso Alegre, MG.
N. 25-12-1935; O. 25-12-1958;
F. 29/01/1964.

24. OLAU DE SALLES FILHO (PE.) –
Mariana, MG.

N. 26-12-1944; O. 30-11-1958.
ENDEREÇO: Rua Vicente Solaris de An-
drade, 56 – Gameleira – CEP 30510-200
BELO HORIZONTE, MG – Tel. (31) 99141-

1773; 99347-4499.
25. OTÁVIO LOURENÇO SANTANA,

PE. – Pouso Alegre, MG.
N. 18-01-1926; O. 07-12-1958;

F. 15/01/2002.
13

26. RAUL MOTTA DE OLIVEI-
RA, MONS. – Caratinga, MG.
N. 05-06-1929; O. 07-12-1958.

ENDEREÇO: Av. Pres. Tancredo Ne-
ves, 3460 – Zacarias. CEP 35300-576
CARATINGA, MG. – Tel. (33) 3321-
2276; Seminário: (33) 3321-2824;

99124-4900. E-mail:
[email protected]
27. SAMUEL AURELIANO DA
SILVA (PE.) – Porto Nacional, GO.
N..............O. 08/12/1958.
ENDEREÇO: SQN 303, Bl “G”, apt.
406 (Ed. Olavo Drumond), Asa Norte
(Plano Piloto). CEP 70735-070 BRASÍ-
LIA – DF. – E-mail:
[email protected]
28. SEBASTIÃO PEREIRA DAL
POGGETTO, PE. – Pouso Alegre,

MG.
N. 29-04-1929; O. 20-12-1958;

F. 07/03/2018.
29. VICENTE DE PAULO CAR-

VALHO, PE. – Mariana, MG.
N. 05-05-1934; O. 30-11-1958;

F. 21/12/1963.
30. PE. VICENTE PEREIRA GO-
MES, MONS. – Pouso Alegre, MG.

N. 22-07-1934; O. 28-12-1958;
F. 17/03/2015.

14

LOCAIS E DATAS DOS 55 ENCONTROS DO GS 58

01. Aparecida (1º) 11 a 13/12/1963
02. Belo Horizonte (1º) 12 a 14/07/1966
03. Três Corações (1º) 18 a 20/07/1967
04. Mariana (1º) 10 a 12/12/1968
05. Recreio 05 a 09/01/1970
06. Angra dos Reis (1º) 08 a 12/02/1971
07. Caldas (1º) 08 a 11/02/1972
08. Caratinga (1º) 05 a 08/02/1973
09. Bragança Paulista 04 a 07/02/1974
10. Tiradentes 03 a 06/02/1975
11. Itamonte 12 e 13/02/1976
12. Angra dos Reis (2º) 07 a 11/02/1977
13. Mariana (2º) 09 a 13/01/1978
14. Pouso Alegre 08 a 11/01/1979
15. Aiuruoca 07 a 10/01/1980
16. Barbacena (1°) 06 a 08/01/1981
17. Juiz de Fora (1º) 02 a 07/01/1982
18. Mariana (3º) 22 a 27/01/1983
19. Angra dos Reis (3º) 02 a 05/01/1984
20. Montes Claros 07 a 10/01/1985
21. Viçosa 06 a 09/01/1986
22. Taubaté 05 a 08/01/1987
23. São Lourenço 04 a 07/01/1988
24. Mariana (4º) 10 a 12/01/1989
25. Barbacena (2º) 08 a 11/01/1990
26. Angra dos Reis (4º) 07 a 10/01/1991
27. Atibaia (1º) 06 a 09/01/1992
28. Ponta da Fruta (1º) 04 a 08/01/1993
29. Mariana (5º) 03 a 06/01/1994
30. Cruzília (1º) 02 a 05/01/1995
31. Angra dos Reis (5º) 08 a 12/01/1996
32. Caldas (2º) 06 a 10/01/1997
33. Caratinga (2º) 05 a 08/01/1998
34. Terra Santa e Roma 14 a 29/10/1998
35. Cachoeira do Campo 04 a 07/01/1999

15

36. Cruzília (2º) 03 a 06/01/2000
37. Ponta da Fruta (2º) 08 a 12/01/2001
38. Formiga 07 a 10/01/2002
39. Juiz de Fora (2º) 06 a 09/01/2003
40. Mariana (6º) 05 a 08/01/2004
41. São João del Rei 03 a 06/01/2005
42. Três Corações (2º) 02 a 05/01/2006
43. Atibaia (2º) 08 a 11/01/2007
44. Aparecida (2º) 07 a 10/01/2008
45. Mariana (7º) 05 a 08/01/2009
46. Belo Horizonte (2º) 04 a 07/01/2010
47. Mariana (8º) 03 a 06/01/2011
48. Ouro Preto 02 a 05/01/2012
49. Juiz de Fora (3º) 28 a 31/01/2013
50. Araxá 06 a 10/01/2014
51. Mariana (9º) 05 a 09/01/2015
52. Santa Luzia (Coqueiro D’Água) 04 a 08/01/2016
53. Retiro das Rosas 09 a 12/01/2017
54. Mariana (10º) 08 a 11/01/2018
55. Mariana (11º) 07 a 10/01/2019
56. Mariana (12º) 06 a 09/01/2020
57. On-line (último!!!) 05 a 07/01/2021

AS 18 DIOCESES QUE MANTINHAM ALUNO(S)
NO SEMINÁRIO MAIOR SÃO JOSÉ, EM MARIANA,

DURANTE O ANO DE 1958

01. Mariana, MG (35 seminaristas); 02. Pouso Alegre, MG
(20); 03. Campanha, MG (14); 04. Juiz de Fora, MG (12); 05. Ca-
ratinga, MG (6); 06. Leopoldina, MG (5); 07. Campos dos Goi-
tacazes, RJ (4); 08. Barra do Piraí, RJ (3); 09. Jacarezinho, PR
(3); 10. Oliveira, MG (2); 11. Porto Nacional, TO (2); 12. Niterói,
RJ (2); 13. Arassuaí, MG (1); 14. Bragança Paulista, SP (1); 15.
Valença, RJ (1); 16. Palmas, PR (1); 17. Passo Fundo, RS (1); 18.
Goiânia, GO (1). TOTAL: 114 SEMINARISTAS!

16

Textos dos Evangelhos sobre a Eucaristia (4)

Padre Dénis Marion, professor em Dijon - Adaptação de Mons. Pedro Terra Filho

AS TRADIÇÕES LITÚRGICAS DA EUCARISTIA

Mons. Pedro Terra Filho, nosso Professor de Sagrada Escritura

AS TRADIÇÕES LITÚRGICAS
DA EUCARISTIA

Na carta aos Coríntios (1Cor 11, 23), última Ceia, os sentimentos de Jesus e
Paulo diz: “Eu recebi do Senhor o que dos discípulos.
vos transmiti, isto é, na noite em que
foi traído...” Quando Paulo escreveu Percebe-se a existência de duas cor-
isto, não havia ainda evangelho escri- rentes de tradição: uma ligada a Pau-
to. Marcos (o chamado proto-Marcos) lo e Lucas e a outra ligada a Marcos e
é datado do ano 65, e a Carta aos Co- Mateus. Elas apresentam semelhan-
ríntios data de pelo menos 10 anos an- ças e dissemelhanças, estas de menor
tes. Portanto, é claro que as palavras e importância, como, em Mt/Mc, o san-
gestos de Jesus foram conservados nas gue é derramado por muitos, e Paulo/
Comunidades, não como algo do pas- Lucas, derramado por vós. Em ambas
sado, mas como algo sempre presen- tradições está presente uma ideologia
te. Os textos do Novo Testamento nos referente ao tema da expiação pelos
chegam, através da vida das Comuni- outros. De fato, no Judaísmo contem-
dades, que por eles foram esclarecidas porâneo dos primeiros cristãos, havia
e orientadas. A tradição referente ao esta mentalidade, segundo a qual, ao
pão e ao cálice se limita ao essencial, lado dos sacrifícios cultuais, oficiais,
deixando de lado pormenores aciden- havia também o sacrifício ou sofri-
tais, tais: como foi que se desenrolou a mento do justo, aplicável a ele próprio
e à expiação dos pecados do povo. Por-

17

GALERIA DE FOTOS DO NOSSO
SEMINÁRIO MAIOR DE MARIANA

MEMINISSE IUVABIT

“FORSAN ET HAEC OLIM MEMINISSE IUVABIT”
“TALVEZ, ALGUM DIA, O RECORDAR TAMBÉM ESTAS (COI-

SAS) VOS SERÁ GRATO”

(AENEIS, PUBLII VERGILII MARONIS – PRIMUM CARMEN, 203)

No Seminário Menor de Mariana, sempre líamos este dístico de
Virgílio, escrito sobre o palco, no Salão de Festas:
HAEC OLIM MEMINISSE IUVABIT.

Este último GS, nº 138, deseja também ajudar todos vocês, que es-
tudaram no Seminário Maior São José de Mariana, a se alegrarem

recordando aqueles anos que por ali passaram.
18

tanto, quando Marcos acrescenta que É bom recordar as palavras de São
o sangue é derramado por muitos, está Justino (1ª Apologia 66, 3) escritas
se referindo explicitamente ao tema pelo ano 159: “Os Apóstolos, nas suas
do Servo sofredor, de Isaías 52, 13 -- Memórias, que são chamadas de
53, 12. (Por muitos é aramaísmo, sig- Evangelho, nos contam que Jesus lhes
nificando por um número de pessoas fez suas recomendações: ele tomou o
ilimitado, praticamente, por todos). pão e, tendo dado graças, lhes disse:
“Fazei isto em memória de mim: isto
Também o tema da Aliança é co- é meu corpo”. “Ele, do mesmo modo,
mum às duas tradições, sendo que tomou o cálice e, tendo dado graças,
Paulo/Lucas interpretam a morte de lhes disse: Isto é meu sangue.”
Jesus como a realização da promessa
profética de uma Nova Aliança, con- Os exegetas, que analisam as duas
forme Jeremias 31, 31; ao passo que correntes, afirmam que é possível que
Mc/Mt se referem mais ao Ex 24, 8, a forma original era: “Isto é meu cor-
Aliança no Sinai, onde o sacrifício en- po, que é dado por muitos: este é o cá-
tão oferecido passa a ser uma figura lice da Nova Aliança no meu sangue.’’
do sacrifício que é a morte de Jesus, a O “por vós” supõe uma adaptação à
qual, em consequência, remite os pe- celebração eucarística na Comunidade
cados (in remissionem peccatorum) e quer dizer: por vós, aqui presentes.
conforme Isaías 53, 10.
Embora se torne difícil distinguir o
Não há dúvida que as duas tradi- que a Comunidade acrescentou, como
ções brotam de uma mesma fonte e reflexão posterior, sobre os gestos e
se bifurcam, com colorido aramaico palavras da Última Ceia, é certo que
(Tomou o pão, o partiu, pronunciou a a ceia eucarística não tem similar em
bênção, é expressão aramaica; ao pas- nenhuma outra religião, portanto, não
so que deu graças é mais de colorido pode ser, em sua essência, uma cria-
grego). ção da Comunidade primitiva. Além
do mais, os textos estão tão próximos
Quanto ao cálice, havia diferença do acontecimento, que não há tempo
nas Comunidades. Em algumas (gre- lógico para uma criação da Comuni-
gas) o rito do cálice era junto com o dade: Paulo se refere ao que lhe foi
rito do pão, ao passo que, nas Comu- transmitido por ocasião de sua con-
nidades judaicas, o cálice vinha no fi- versão (36-37); e a morte de Jesus foi
nal da ceia, quando todos bebiam do pelo ano 30.
mesmo cálice.

O QUE JESUS FALOU NA NOITE EM QUE
FOI ENTREGUE

Em Marcos 14, 25, se percebe a exis- beberei novamente no Reino de Deus”
tência de uma profecia sobre sua mor- quer dizer que, após sua morte, come-
te e a realização de sua mensagem. Ele ça o Reino de Deus. Sua morte é uma
disse: “Não beberei mais do produto etapa necessária da ação de Deus para
da vinha...” se refere claramente à sua que seja instaurado o Reino.
morte próxima; “até o dia em que eu o
Fica também claro que Jesus con-

19

Portão de entrada para o Seminário São José, Mariana

INSCRIÇÃO LATINA NA PAREDE EXTERNA DA CAPELA

“A 23 de junho de 1928, com a presença do Governador do Estado de Minas Gerais,
Dr. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada,

Dom Helvécio Gomes de Oliveira benzeu a pedra angular do edifício do
Seminário Maior São José.

Na placa comemorativa, fixada na parede externa do Seminário, abaixo dos vitrais,
lê-se esta inscrição latina, em verso, da lavra do Padre Pedro Sarnell, CM.”
(Cônego Raymundo Trindade, III Vol., p. 1458)
NONO KALENDAS JULII

HVNC LAPIDEM HELVETIVS POSVIT, BONA TECTA PRECATVS
HIC SACRO VICTV GAVDET ALVMNVS ALI

Nono Kalendas Julii = 23 de junho; a soma dos numerais ordinais, em negrito = 1928.

20

feriu à sua morte um sentido positivo, Refletindo sobre a última Ceia, per-
que é o de ser um sacrifício de expia- cebemos que ela tomou um aspecto
ção. O Cântico do Servo Sofredor, em diferente, diverso das ceias comuns
Is 53, 10-12, antecipa esta teologia da de todos os dias. É uma ceia de des-
morte expiatória: pedida, testamento espiritual, como
acontecia com os Patriarcas, quando,
“Mas, Senhor, que, esmagado pelo prestes a morrer, transmitiam a bên-
sofrimento, ele te agrade: Digna-te ção para seus filhos (Gn 27, 27-29; e
fazer de sua pessoa um sacrifício de o Testamento dos doze Patriarcas). Na
expiação (original: sacrifício pelo pe- fração do pão, Jesus aproveita a oca-
cado) e que a complacência do Senhor sião para explicitar o sentido de sua
(a vontade) por sua mão consiga. Ten- morte. Apesar das aparências contrá-
do pagado por sua pessoa, verá uma rias, ele deixa claro que tudo o que vai
descendência, será coberto de dias; acontecer é querido por Deus e que
logo conhecido, justo, administrará será uma expiação. Ele é o servo que,
a justiça, ele, meu servo, em proveito diante da recusa oposta à sua mensa-
das multidões (de muitos), pelo fato gem, se deixa oferecer por Deus como
que ele suporta suas perversidades. expiação por este pecado e o resultado
Por isto lhe atribuirei parte entre os será o perdão de Deus e a ceia celestial.
grandes... uma vez que ele se despo- O seu gesto de partir o pão e dá-lo aos
jou a si mesmo até à morte, e que foi discípulos é um gesto de profeta, como
misturado com os pecadores, uma vez fizeram os antigos profetas, como Je-
que ele carregou sobre si as faltas das remias, por exemplo, quebrando o
multidões (de muitos) e que, pelos pe- vaso de barro.
cadores ele vem interceder.”

PÁSCOA COMO PONTO DE PARTIDA DAS
CELEBRAÇÕES EUCARÍSTICAS

Com a Páscoa (= ressurreição de Je- vivo” (Ap 1, 18). De fato, no Apocalipse
sus), os últimos tempos começaram. se sente o esplendor da liturgia celes-
Está inaugurada a ressurreição dos te, refletindo a liturgia terrestre, quan-
mortos. O Mestre está vivo no reino de do brota o fervoroso “Maranatha’’ da
Deus, e presente na Comunidade que Comunidade. Aos poucos, com o dis-
se reúne em seu nome, sobretudo na tanciar no tempo, revive na celebração
fração do pão. Os gestos de Jesus na eucarística o aspecto de memória ou
última Ceia são agora uma profecia re- memorial, já existente na celebração
alizada. A Eucaristia é agora, ao mes- da Páscoa judaica. “É hoje que vocês
mo tempo, experiência de sua morte, saíram do Egito” (Ex 13, 8.14). E esta
de seu despojamento, de sua partici- memória não é somente lembrança de
pação absoluta e dolorosa com todos, acontecimento do passado, mas uma
enquanto dura esta vida e, ao mesmo maneira de torná-lo presente aqui e
tempo, experiência ardente da ale- agora, com os mesmos resultados.
gria futura, através da comunhão com
aquele que “foi morto e que agora está

21

Fachada do Seminário São José
22

A NOVA ALIANÇA

Antes da Ressurreição, era difícil Jeremias (31, 31.34). A morte de Je-
para Jesus falar de Nova Aliança em sus, pelo sangue derramado, sela esta
seu sangue. A “novidade”, para Jesus Aliança, como se fazia e se entendia na
ainda estava por vir: “Eu o beberei cultura religiosa da época (cf. Ex 24,
de novo no Reino de Deus.” Pela sua 8), com a consequente remissão dos
morte e ressurreição, ou seja, sua vitó- pecados: “sine effusione sanguinis
ria, estão iniciados os últimos tempos non fit remissio” (Hb 9, 22). Daí o fato
(não tempo cronológico, mas bíblico), de a ideia de Aliança estar ligada mais
e o Reino começa a se manifestar (a claramente ao cálice participado, não
ressurreição de Jesus é o início de sua só pelo vinho-sangue, mas também
volta e o acontecimento do Reino). De pela comunhão de todos no mesmo
fato, o valor expiatório de sua mor- cálice. No momento em que todos be-
te foi reconhecido e aceito por Deus, bem do mesmo cálice, se realiza a en-
que recebe o seu sacrifício e transfi- trada de cada um na Nova Aliança e,
gura sua natureza humana pela força juntos, nos tornamos povo desta Nova
do seu Espírito. Através de Jesus glo- Aliança. Paulo reforça esta realidade
rificado em sua carne, Deus perdoa em 1Cor 11, 26, quando diz: “Cada vez
os pecados da humanidade inteira e que comeis este pão e bebeis este cáli-
abre para a multidão o mundo futuro. ce, anunciais a morte do Senhor, até
Esta é a nova comunhão entre Deus que ele venha”.
e os Homens, anunciada pelo profeta

CONCLUSÃO

Quatro aspectos fixos, na tradição torna uma refeição sacrifical, em que,
dos textos eucarísticos dos Evange- comungando a vítima à maneira de
lhos da Instituição: comer e beber, se comunica no perdão
dos pecados e é de novo admitido à
1. Aspecto sacrifical. Corpo entre- amizade de Deus.
gue, sangue derramado. Pela aceita-
ção livre e incondicional de sua soli- 2. Aspecto escatológico. Voltado
dariedade com os homens pecadores para o fim dos tempos. O próprio Jesus
que o entregavam à morte, em confor- ligou seu gesto da última Ceia à vinda
midade com a vontade de amor do Pai do Reino. Após a Páscoa, ele inaugura
sobre a humanidade, Jesus destruía o Reino de Deus aqui na terra, Reino
em sua carne o obstáculo que separa- este que é uma antecipação misteriosa
va o homem de Deus: o pecado, que é e ardente do banquete celestial.
recusa de amar e de ser amado. Sua
oferta foi aceita por Deus como o tes- 3. Aspecto eclesiológico. Jesus, pela
temunha sua ressurreição. sua morte, uniu o homem a Deus, por
uma Aliança Indissolúvel. Unindo-se
A Ceia, em que oferece seu cor- a ele pela fé, o homem encontra nele o
po como pão e sangue da Aliança, se

23

Na Entrada, São José, acolhendo os que
chegam; e a suntuosa Escadaria

caminho da salvação. A Ceia nos colo- fical, uma ceia de aliança, uma ceia
ca em contato com a carne glorificada escatológica, que liberta o homem
de Cristo. Coloca, em nosso coração, de seus pecados e forma um povo de
a lei do amor. Participada fraternal- Deus fraterno e o coloca a caminho do
mente, regenera o tecido comunitá- Reino. É memorial da Ceia pascaI do
rio. Realiza, portanto, a Nova Aliança Antigo Testamento e atualização, com
anunciada por Jeremias. presença real do Salvador, em ato de
oferenda: Isto é meu corpo; isto é meu
4. Aspecto pascal sacramental. Por sangue derramado.
analogia com a ceia celebrada pelos
Hebreus na saída do Egito, com o pão ‘‘Felizes aqueles que são convidados
sem fermento e o sangue do cordeiro, ao festim das núpcias do Cordeiro!”
a Ceia eucarística é uma ceia sacri- (Ap 19, 9).

O VALOR DO CELIBATO CONSAGRADO
NA IGREJA CRISTÃ-CATÓLlCA

Pe. Luiz Duque Lima, ex-aluno do Seminário de Mariana

Pe. Luiz Duque jovem vocacionado Silvério, futuro
primeiro Arcebispo:
1. Saudamos, respeitosamente, o
Clero e o Episcopado do Brasil! Glória “Mariana, 2 de setembro de 1855.
a Deus Onipotente nas alturas, pelos Meu afilhado, Sr. Silvério Gomes Pi-
séculos eternos. Agradeço ao Senhor menta. Pode V. Mercê vir já para o
Deus pelo meu Sacerdócio. Senhor Je- Seminário e cá veremos em que se há-
sus, confiarei sempre em Vós! -de ocupar. O Sr. Pe. Lima, portador
desta, vai em cavalinho, até Suaçui ou
2. Carta do Sr. Dom Antônio Viço- Brumado: de lá há-de voltar o animal,
so, em resposta ao pedido do pobre e no mesmo V. Mercê há-de vir para
aqui. Vão inclusos dez mil réis para
alguma roupa, da maior necessidade.
Deus o acompanhe, e cá o espero o
quanto antes. Não aperte muito com o
cavalinho, para não afrouxar ou se pi-
sar. Servo e padrinho. † Antônio, Bis-
po de Mariana.

São proféticos e misteriosos os ca-
minhos da Providência Divina.

3. O Santo Padre, o Papa Francisco,
com sabedoria e santidade, iluminado
pelo Divino Espírito Santo, manteve
o Celibato Eclesiástico para o Clero,
confirmando o Magistério Oficial de
todos os Papas, seus predecessores. A
Instituição Sagrada do Celibato está
em vigor, na Santa Igreja Cristã Cató-

25

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA

SÃO VICENTE DE PAULO
26

lica, há 1400 anos, 14 séculos! O sábio é ser esposo da Igreja. Privar as comu-
cardeal Dom Robert Sarah foi nome- nidades e os Padres dessa alegria não
ado pelo Papa Francisco, em 2014, é obra de misericórdia. Não posso su-
para Prefeito da Congregação para o portar conscientemente, como filho da
Culto Divino e a Disciplina dos Sacra- África, a ideia de que os povos em pro-
mentos. Assim, este santo Cardeal é cesso de evangelização sejam privados
membro catedrático da Cúria Romana desse encontro com um sacerdócio
do Vaticano. Os Cardeais prestam ex- vivido plenamente. Os povos da Ama-
celente serviço ao Papa e à Santa Sé. zônia têm o mesmo direito. Não lhes
“Deo Gratias”. podemos propor Padre de “segunda
categoria”.
Vocações Sacerdotais sempre exis-
tiram. O Senhor Jesus mandou orar. 4. Surgiram após o Concílio, dois
“Mitte, Dómine”. “Enviai, Senhor, grupos separatistas, reprovados pela
operários (sacerdotes) para a vossa Santa Sé, porque rejeitaram o Magis-
messe”! O celibato eclesiástico nunca tério Oficial da Igreja, recusando a
foi um obstáculo. Há dioceses em Mi- Doutrina do Vaticano II. Naufragaram
nas Gerais e em outros estados, com na Fé. Errar na Fé é errar na vida. São
Sacerdotes em todas as paróquias. O os ultra avançados, que deturpam e
Senhor Jesus não quer corações di- relativizam a moral do Evangelho (re-
vididos, medíocres, mesquinhos. Os lativismo) e os ultra conservadores,
Apóstolos não se casaram. Prezados que desprezam e rejeitam a Liturgia
leitores. O competente Cardeal da Oficial e os Documentos da Santa Sé
Cúria Romana, Dom Robert Sarah (Bento XVI). Esta desobediência é um
é autor de um novo livro, editado na pecado de orgulho. A psicopatologia
França e noutros países, intitulado: explica. Há certos mestres, teólogos
DO PROFUNDO DE NOSSO CORA- ou leigos, que vacilam na Fé, rejei-
ÇÃO. Algumas citações do famoso tam dogmas. Perderam a coerência,
livro: “Durante o Sínodo da Amazô- a lógica, porque têm algum problema
nia, ouvi pessoas nativas e missioná- explícito ou camuflado no psiquismo,
rios experientes. Esses intercâmbios que produz a “Imunização Cognitiva”.
me confrontaram com a ideia de que Por outro lado, os psiquiatras confir-
ordenar homens casados representa mam que há tipos de anomalia mental
uma catástrofe pastoral, uma confu- entre os déspotas, os heresiarcas e os
são eclesiológica na compreensão do ateus. Os historiadores relatam que,
sacerdócio. Não seria uma exceção, não raro, o herege tem uma concubi-
mas uma brecha, uma ferida na coe- na! Quem não vive como pensa, acaba
rência do sacerdócio. Falar de exceção pensando como vive”, para justificar
seria um abuso de linguagem ou uma seus erros. É bom recordar. O maior
mentira... A demanda por ordenação teólogo e filósofo da Santa Igreja ensi-
de homens casados revela um profun- nou: “VIRTUS IN MEDIO” - A virtude
do desconhecimento do vínculo onto- fica no meio. A VIRTUDE É EQUILÍ-
lógico entre celibato e sacerdócio. São BRIO”.
João Paulo II havia sublinhado esta
motivação teológica. Corremos o risco 5. VOCAÇÕES SACERDOTAIS
de que se instale no espírito dos fiéis a existem. O Celibato consagrado nunca
ideia de um alto e de um baixo clero. foi um estorvo. O nosso Papa Francis-
O celibato sacerdotal bem compreen- co afirmou o motivo de raras vocações
dido, se, por vezes, é uma provação, é em certas regiões (Evangelii Gaudium
uma libertação. A identidade do Padre

27

SÃO JOÃO BOSCO

PAPA PIO XI
28

– nº 107): “Isso é devido à ausência de comentam os bons teólogos. Imagine-
um fervor apostólico contagioso”... E mos um pároco, sozinho, numa Paró-
o competente Cardeal Rodert Sarah quia rural muito distante, estrada de
também falou: “Onde há missionários terra, com vinte mil habitantes! Sim, é
fervorosos”, com apoio dos Srs. Bis- necessário o consentimento do Bispo
pos, surgem boas vocações. O nosso diocesano. Diversos Srs. Bispos, po-
Brasil grande e a Amazônia, que se rém, aprovam. O último cânon do Có-
compõe de nove Países, são área de digo de leis da Igreja Católica, nº 1752,
missão. Mas há Dioceses, Prelazias, afirma com firmeza: “Salus animarum
que não têm SEMINÁRIO; que pode suprema lex est” – “A SALVAÇÃO DAS
ser modesto! E é a Obra Principal! É ALMAS É A LEI SUPREMA”. Esta
uma grave omissão. “Os Padres não suprema lei, um pouco esquecida, é
vão cair do Céu”, diz a povo. UMA SÍNTESE DO EVANGELHO”!...

6. Monsenhor Raul. Nós, seus co- 7. Meu nobre colega, Mons. Raul.
legas ou condiscípulos, ficamos sem- Os jovens, que têm vocação sacerdo-
pre edificados com seu zelo pastoral, tal, amam o celibato, porque apreciam
apostólico, sempre evangelizando pela esta aventura mística, com coragem e
retórica, dicção perfeita, pela impren- heroísmo, renunciando com vigor aos
sa e com grande Fé! Muitas saudades amores humanos e ilusórios da idade
de Dom José Corrêa, nosso magno juvenil. Que todos estes jovens sigam
Epíscopo. Foi o melhor pároco de Rio o nosso exemplo, pois deixamos todas
Preto, MG! Enviou-me para o Semi- as paixões mundanas – “propter Reg-
nário em 1952. Nunca vi outro igual. num Caelorum” – Por causa do Reino
Sinceramente! Formado em Roma. dos Céus! (Mateus 19). “O Padre tem
Tornou-se um dos melhores Bispos. O um poder que não foi dado aos Anjos!”
melhor Mestre de Ação Pastoral. Foi Os Padres que deixam o ministério sa-
ele quem o ordenou Sacerdote, para a cerdotal, mais tarde, se arrependem.
Diocese de Caratinga, em 1958. Ele foi Se eu tivesse pedido para deixar o mi-
sábio psicólogo, conciso, exato. Pastor nistério sacerdotal, hoje estaria mui-
zelosíssimo. Participou do Concilio tíssimo arrependido! Cantarei, eter-
Vaticano II. Sempre valorizou o Sacra- namente a misericórdia e a bondade
mento da Confissão individual, como do Senhor Deus para comigo! No con-
prioridade no ministério paroquial. vite do Jubileu Áureo do Mons. Luiz
Sempre haverá a confissão auricular. Arantes, estava escrito: “Vi e conside-
“Durante a Idade Média, até o século rei todas as grandezas da terra e só
XVI, em certas oportunidades, exis- uma achei grande: O SACERDÓCIO”.
tiu a prática da acusação geral e Ab-
solvição coletiva” (Pe. José A. Silva, A Porta do Céu foi fechada por Eva,
C.SS.R.). mas pela Virgem Maria foi aberta de
novo. A Santíssima Virgem Maria ocu-
O nosso sábio e apostólico Dom pa o lugar mais alto, depois de Cristo
Corrêa, em casos especiais ou graves, Redentor; e o mais perto de nós. To-
conforme o Ritual Romano, aprovava dos os homens e mulheres são filhos
ou até recomendava a confissão co- espirituais de Nossa Senhora e os Sa-
munitária, com absolvição geral dos cerdotes são seus filhos prediletos!
pecados, com arrependimento sincero “DEO GRATIAS”.
dos penitentes. É muito grave a angús-
tia dos cristãos ficarem longos meses Louvores e glória à TRINDADE
sem o perdão divino no Sacramento, SANTÍSSIMA: DEUS PAI E DEUS
FILHO E DEUS ESPÍRITO SANTO.
Amém.

29

Na Sala de Visitas, tela de Dom Helvécio, o
construtor do Seminário São José
30

BISPOS QUE ESTUDARAM EM MARIANA

Bispos ex-alunos de Mariana , na Assembléia da CNBB de 1987

Em nosso último número (137), pu- do Nascimento; 14. Dom Frei Estêvão
blicamos esta foto dos Bispos que es- Cardoso de Avelar, OP; 15. Dom José
tudaram em Mariana, tirada em maio Nicomedes Grossi; 16. Dom José Hele-
de 1987, na 23ª Assembleia Geral da no; 17. Dom Tito Buss; 18. Dom Antô-
CNBB. Dom Eurico nos perguntava nio Felippe da Cunha, SDN.
quem era aquele Bispo, o último na 2ª
fila, o nº 12, à esquerda, logo atrás de Ninguém nos respondeu.
Dom José Martins. Sem querer, eu pesquisava o imen-
so acervo de fotos de Dom Hélio, do
E colocou os nomes de todos os ou- Arquivo Diocesano de Caratinga. En-
tros: Da direita para a esquerda: Pri- contro esta foto e, atrás, os nomes de
meira fila: 1. Dom Geraldo Majela Reis; todos! O nº 12 é Dom Mário Clemente
2. Dom Antônio Ribeiro de Oliveira; 3. Neto!
Dom Oscar de Oliveira; 4. Dom José Fui procurar na internet quem é este
D’Angelo Neto; 5. Dom José Martins Bispo. Eis os seus dados principais:
da Silva; - Segunda fila: 6. Dom Hélio DOM MÁRIO CLEMENTE NETO,
Gonçalves Heleno; 7. Dom José Costa CSSp, Bispo Prelado de Tefé, AM. Nas-
Campos; 8. Dom Eurico dos Santos cido a 7/8/1940, em Itaúna, MG. Filho
Veloso; 9. Dom Francisco Barroso Fi- de Antônio Clemente Neto e Maria Eu-
lho; 10. Dom Raymundo Damasceno lália Clemente. Estudou Filosofia em
Assis; 11. Dom José Lima; 12. Xxxx; Mariana e na Faculdade de Filosofia e
- Terceira fila: 13. Dom José Belvino

31

Sala de Teologia
“Mandai operários para a vossa Messe!”

32

Letras de Divinópolis, MG. E Teologia Outra coisa na Foto: Dom Eurico ha-
na Gregoriana, Roma. Recebeu o Pres- via colocado que o Bispo da última fila,
biterato, em Itaúna, dia 14-8-1966. Aos entre Dom Estêvão e Dom José Hele-
31-7-1980, o Papa São
João Paulo II o nomeou no, o nº 15 – era Dom
Prelado Coadjutor de José Nicomedes Grossi.
Tefé, AM, sendo sagra- Eu teimei com Dom Eu-
do a0s 19-10-1980, por rico que era Dom José
Dom Joaquim Lange, Eugênio Corrêa, Bispo
Dom José Costa Cam- de Caratinga, de 1957-
pos e Dom Alfredo Er- 1978, que me ordenou
nest Novak. Seu Lema: e com quem convivi até
“Vim para servir”. Aos sua renúncia! Tinha
15/12/1982, tomou pos- certeza que era Dom
se como Bispo Prelado de Tefé. E aos Corrêa! Mas Dom Hélio
19/10/2000, renunciou, por idade. escreveu, atrás da foto: Dom José Ni-
Acima a foto dele. comedes Grossi! Perdi! Perdão, Dom
Eurico!

BISPOS QUE ESTUDARAM NO SEMINÁRIO DE 1863
MARIANA (ATÉ 2012) 1868
1890
01- Dom João Antônio dos Santos 1902
02- Dom Pedro Maria de Lacerda 1907
03- Dom Silvério Gomes Pimenta 1907
04- Dom Joaquim Silvério de Souza 1907
05- Dom Francisco de Paula e Silva 1911
06- Dom Antônio Augusto de Assis 1924
07- Dom Prudêncio Gomes da Silva 1931
08- Dom Modesto Augusto Vieira 1932
09- Dom José Maria Parreira Lara 1935
10- Dom Aristides de Araújo Porto 1939
11- Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta – Cardeal 1947
12- Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena 1948
13- Dom Alexandre Gonçalves do Amaral 1948
14- Dom Daniel Tavares Baeta Neves 1954
15- Dom José Lázaro Neves, CM 1957
16- Dom José Alves Trindade 1957
17- Dom Oscar de Oliveira 1960
18- Dom José Eugênio Correia 1960
19- Dom Jerônimo Mazzaroto 1960
20- Dom José D’Ângelo Neto 1961
21- Dom José de Castro Brandão 1962
22- Dom José da Costa Campos 1965
23- Dom Antônio Ribeiro de Oliveira
24- Dom José Nicomedes Grossi
25- Dom José Francisco Versiani Veloso

33

Sala de Teologia
Fuga para o Egito

34

26- Dom Tito Buss 1969
27- Dom Lucas Moreira Neves - Cardeal 1971
28- Dom Estêvão Cardoso de Avelar 1971
29- Dom José Lima 1973
30- Dom José Heleno 1976
31- Dom José Martins da Silva, SDN 1978
32- Dom Geraldo Majela Reis 1978
33- Dom Hélio Gonçalves Heleno 1979
34- Dom José Elias Chaves, CM 1980
35- Dom Mário Clemente Neto 1980
36- Dom José Belvino do Nascimento 1981
37- Dom Francisco Barroso Filho 1984
38- Dom Antônio Filipe da Cunha, SDN 1986
39- Dom Raimundo Damasceno de Assis 1986
40- Dom Eurico dos Santos Veloso 1987
41- Dom João Bosco Oliver de Faria 1987
42- Dom Jésus Rocha 1993
43- Dom João Francisco Braga
44- Dom Abel Ribeiro Camelo 1995
45- Dom Roberto Gomes Guimarães 1998
46- Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues 1998
47- Dom Emanuel Messias de Oliveira 1998
48- Dom Guilherme Porto 1999
49- Dom Odilon Guimarães Moreira 2009
50. Dom Tarcísio Nascentes dos Santos 2012
51- Dom José Eudes Campos do Nascimento

Publicações Recebidas

INFORMATIVO SÃO VICENTE ções por mês. Acesse: facebook.com/
1. Nº 309 (Out/Nov/Dez 2019) – lazaristasbr

Seminário Interno Interprovincial S. 2. Nº 310 (Jan/Fev/Mar 2020) –
J. Gabriel Perboyre, situado em Belo 200 anos da Congregação da Missão
Horizonte. Em 2019 eram 11 semi- no Brasil! As primeiras 15 páginas são
naristas, provindos das 3 Províncias quatro artigos maravilhosos, um ver-
Lazaristas no Brasil. De 3 a 6 de de- dadeiro histórico dos Lazaristas no
zembro de 2019, pregou-lhes o Retiro Brasil e, especialmente, em Minas Ge-
Espiritual nosso ex-professor e disci- rais: a) “Os primórdios da Congrega-
plinário do GS 58, Pe. Luís de Oliveira ção da Missão no Brasil”; b) Para co-
Campos, CM. – Facebook da PBCM – nhecer Dom Viçoso (tese de Maurílio
O Facebook da Província Brasileira da Camello); c) Pe. Leandro Rabelo Pei-
Congregação da Missão já conta com xoto e Castro; d) Lazaristas no proces-
mais de 13 mil curtidas e suas publi- so de romanização da Igreja no Brasil.
cações com mais de 100 mil visualiza-
Seminários Lazaristas: Dados do
início do ano de 2020: 1. Instituto São

35

Sala de Teologia
Na oficina de José

36

que fazem o Curso de Teologia, no
Teologado São Justino de Jacobis, no
Bairro Santa Cruz, em Belo Horizonte,
MG. (Vejam ao lado).

DOM EDSON JOSÉ ORIOLO
DOS SANTOS

Vicente de Paulo, com 9 seminaristas Recebemos de Dom Edson Oriolo,
(6 na Filosofia; 1 na Teologia; e 2 no amigo do GS 58, desde o tempo do
Propedêutico); Seminário Interno, Mons. Vicente Gomes (Cf. GS 58, nº
agora com cara internacional, com 6 133, de junho de 2018), a lembran-
seminaristas, sendo 1 da Província do ça do início de seu ministério epis-
Rio de Janeiro, 1 da Província de For- copal na Diocese de Leopoldina, dia
taleza, 3 da Província da Argentina e 1 25/1/2020; e o texto da riquíssima ho-
da Vice-Província de Moçambique. milia da sua primeira Missa Crismal e
da Unidade, celebrando também a Or-
3. Nº 311 (Abr/Mai/Jun 2020) – A denação Diaconal de Douglas Pereira
missão Vicentina em tempos de pan- Paul e Paulo Emílio Carneiro Xavier,
demia. Palavra do Visitador, Pe. Eli dia 15 de agosto de 2020. Obrigado!
Chaves dos Santos. Artigo: O provin-
cialato do Pe. José Elias Chaves.

4. Nº 312 (Jul/Ago/Set 2020) - “Ce-
lebrações Eucarísticas em casa”, mo-
dalidades virtuais de evangelização.
Missão vicentina no Vale do Jequiti-
nhonha: Jenipapo de Minas...

5. Nº 313 (out/nov/dez 2020). Nº
314 (jan/fev/mar 2021). Nº 315 (abr/
mai/jun 2021); e Nº 316 (jul/ago/set
2021). – O número 314 traz, na capa,
as fotos dos estudantes da Província
Brasileira da Congregação da Missão,

37

Sala de Teologia
Jesus entre os doutores

38

“DO PROFUNDO DO NOSSO
CORAÇÃO”

Pe. Luiz Duque me enviou de pre- lhar com abnegação para transmitir
sente este livro da Editora Fons Sa- a fé. Creio que negligenciamos todas
pientiae, São Paulo, 2020, 104 pági- as virtualidades de dinamismo con-
nas. Autores: Papa Bento XVI (I. O tidas nos sacramentos do Batismo e
Sacerdócio Católico) e do Cardeal Ro- da Confirmação. Um cristão batizado
bert Sarah (II. Amar até o fim. Olhar e crismado deve se tornar, segundo a
eclesiológico e pastoral sobre o celiba- palavra do Papa Francisco, um “discí-
to sacerdotal). pulo missionário”.

Diz o Cardeal Sarah: “Durante o Sí-
nodo da Amazônia, tive tempo de ou-
vir as pessoas nativas e discutir com
missionários experientes. Esses inter-
câmbios me confrontaram com a ideia
de que a possibilidade de ordenar
homens casados representaria uma
catástrofe pastoral, uma confusão
eclesiológica e um obscurecimento na
compreensão do sacerdócio. É em tor-
no desses três pontos que se articula
a reflexão que desejo vos apresentar”.

O Cardeal procura mostrar que or-
denar homens casados desmotivaria o
apostolado dos leigos e leigas. Lembra
seus trabalhos com os catequistas, na
África: “Eles eram verdadeiros cons-
trutores de nossas paróquias. Recor-
do-me da enorme gratidão que expe-
rimentei, vendo-os caminhar longas
horas para ir de vila em vila, e traba-

OFERTAS RECEBIDAS PELO GS 58

Após o Relatório publicado no GS va: R$ 500,00; 06-01-2021: Fernando
58 Nº 137 (dezembro de 2020), re- Granhin Cavalcanti R$ 50,00; 13-03-
cebemos as seguintes ofertas, para as 2021: Cônego José Geraldo Vidigal de
despesas com esta revista do GS 58, Carvalho: R$ 200,00; e Antônio Baêta
Nº 138: 29-09-2020: Olavo de Olivei- Ávila de Assis: R$ 500,00. Total: R$
ra Camelo: R$ 500,00; 19-12-2020: 2.250,00.
Leisa Maria Motta Lopes: R$ 500,00;
22/12/2020: Dr. Marino Costa e Sil- Agradecido a todos. Mons. Raul.

39

SALÃO DE TEOLOGIA - VITRAIS

O 57º Encontro do GS 58: o último!

Como programamos, no nosso úl- deiro. Refletimos a palavra do Papa
timo GS 58, dezembro 2020, nº 137, Francisco: “A Eucaristia, no tempo
conseguimos, com muitas dificulda- da Covid-19”. Pincemos algumas pa-
des e alguns contratempos, fazer o lavras do Papa:
57º Encontro do GS 58, on line. Co-
locamos ali os 3 links, um para cada “Foi-nos dada a Sagrada Escritu-
dia. Foram dias 5, 6 e 7 de janeiro ra, para vencermos o esquecimento
deste ano de 2021, duas horas por de Deus... Deus sabe como é frá-
dia: Dia 5, das 9 às 11h; dia 6, das 15 gil a nossa memória e realizou, em
às 17h; e dia 7, das 20 às 22h. Vamos nosso favor, uma coisa inaudita,
lembrar algumas coisas acontecidas. deixou-nos um memorial: fazei isto
em memória de mim; e deu-nos um
DIA 05/01/2021, TERÇA FEIRA, alimento, na assombrosa fragilidade
DAS 9h ÀS 11h: Rezamos Laudes, da Hóstia: tomai e comei! Na Euca-
com a direção do Pe. Antônio Cor- ristia, Jesus aproxima-se de nós!” E

PARTICIPANTES DO 57a ENCONTRO DO GS

41

SALÃO APOSTÓLICO

42

encerra: “Continuemos a celebrar o Faria, Pe. Lucas Crispim, Pe. Sebas-
Memorial, que cura a nossa memó- tião Jorge Corrêa, Pe. Carlos Natali,
ria do coração, a Missa! É o tesouro, Pe. Felipe de Castro Costa, Geraldo
que deve ocupar o primeiro lugar, de Souza Meireles, Helvécio Antô-
na Igreja e na vida. E descubramos nio da Trindade, José Amilar da Sil-
a adoração, que continua em nós a veira, Maiki Leonardo Silva, Geraldo
ação da Missa!” Fábio Madureira e, no 2º e 3º dias,
também Mons. Pedro Terra Filho.
Foi feita então a nossa apresenta- Houve talvez mais uns 10 presentes,
ção, cada um falando um pouco de que não apareceram.
seus trabalhos pastorais ou do seu
tempo de aposentado. Começamos DIA 06/01/2021. Das 15h às 17h.
por Dom Paulo Peixoto, Arcebispo Imprevistos: Às 14h30, a CEMIG
de Uberaba, que foi frequente nos desliga a energia elétrica do Semi-
três dias! E ouvimos mais alguns nário, distante 3 km de Caratinga.
dos cerca de vinte participantes. Na Vamos ao centro, à Cúria. Demora-
parte final, o Helvécio, presidente da mos sair, porque, sem energia, cus-
AEXAM, passou-nos parte do filme tou conseguirmos abrir o portão. Na
“Os 270 Anos do Seminário de Ma- Cúria, a internet estava muito ruim.
riana”. Já eram 15 horas! Fomos para a Grá-
fica Dom Carloto, no prédio ao lado:
PRESENÇAS: Além da Alba da foi difícil achar logo a senha para
Silva Soares, que nos está ajudando entrar no link. Quando conseguimos
na parte técnica; e Pe. Antônio José montar tudo de novo, já eram 16 ho-
Cordeiro, apareceram na tela: Dom
Paulo Mendes Peixoto, Mons. João

43

SALÃO APOSTÓLICO

44

ras! Mas a turma estava firme. Mui- as ‘Completas’ para o final. Rezamos
ta participação. Hoje veio também, o Veni Creator.
entre outros, o Mons. Pedro Terra.
Dei a notícia de que Dom Rober-
Rezamos as Vésperas, sob a co- to Gomes Guimarães, Bispo emérito
ordenação do Pe. Cordeiro. E re- de Campos, do GS 61, 84 anos, cele-
fletimos o texto do Papa Francisco, bra neste dia 7, seu Jubileu de Prata
sobre Mt 20, 1-16, o chamado dos Episcopal. Ofereci hoje a Santa Mis-
trabalhadores da vinha e seu paga- sa, em ação de graças por ele. Soube,
mento: “Todos somos chamados por depois, pelo comunicado da Diocese
Deus”: o proprietário, que chama to- de Campos: Dom Roberto sofreu um
dos os que encontra desocupados, é AVC no sábado, dia 5. Foi internado
Deus. A Igreja deve ser como Deus: no Hospital da Unimed, com quadro
sempre em saída. E Deus paga sem- clínico favorável. Continua lúcido. A
pre o máximo: não paga só metade. nota lembra que Dom Roberto teve
Paga tudo! E termina: “Que Maria um papel importante na Diocese de
Santíssima nos ajude a sentir, todos Campos, promovendo a unidade da
os dias, a alegria e a admiração de Igreja, colaborando para a criação
sermos chamados por Deus a traba- da Administração Apostólica Pesso-
lhar para Ele, no seu campo que é o al São João Maria Vianey. Rezamos
mundo, na Sua Vinha que é a Igreja. muito por ele.
E ter como nossa única recompensa
o seu amor, a amizade com Jesus.” Fizemos, em seguida, a reflexão do
Papa Francisco: ‘Vivemos nos tem-
DIA 07/01/2021: Último dia, foi à pos de Maria’. – “O Concílio Vatica-
noite, das 20 às 22 horas. Deixamos no II deu um grande espaço à ma-
riologia, no capítulo VIII da Lumen

45

SALÃO APOSTÓLICO

46

Gentium. Maria é mãe e mulher. sentando: Pe. Carlos Natali (22 anos
Também a Igreja é mãe e mulher. – de Padre); Pe. Felipe (agora em San-
Ao discípulo João, e nele a cada um tos Dumont), Amilar, Meireles e
de nós, na cruz, o Senhor disse: ‘Eis Mons. Faria. O Maiki propôs formar
a tua mãe!’ (Jo 19, 23). Naquela hora um Grupo no WatsApp, com o nome
de salvação, Jesus nos dava a sua do GS 58, para nos comunicarmos
vida e o seu Espírito; e não deixou com maior facilidade.
que a sua obra se cumprisse, sem nos
dar Nossa Senhora, porque quer que Helvécio passou a parte final do
na vida caminhemos com uma mãe, Documentário feito pela AEXAM,
aliás, com a melhor das mães. Nossa sobre os 270 anos do Seminário de
Senhora fez de Deus nosso irmão e, Mariana.
como mãe, pode tornar a Igreja e o
mundo mais fraternais... Peçamos E encerramos este nosso último
que Nossa Senhora nos abençoe!” Encontro do GS 58, com a recitação
das Completas, sob a batuta do Pa-
Ouvimos outros colegas se apre- dre Antônio Cordeiro.

Amém! Aleluia!

NECROLÓGIO

PADRE JOSÉ GERALDO FONTANA
Da Diocese de Bragança Paulista, começou a parti-
cipar do Grupo Sacerdotal de 1958, com nosso colega
daquela diocese, Mons. José Lélio Mendes.
Nascido aos 23 de novembro de 1941, recebeu a
ordenação sacerdotal aos 08 de janeiro de 1994. Fa-
leceu dia 25 de fevereiro de 2019, em Itatiba, SP.

ANTÔNIO SAULO CARNEIRO GARCIA

Dia 10/01/2020, Mons. Pedro Ter- Respondi-lhe, no mesmo dia: “Meu
ra passou-me um e-mail: “Falei hoje, caríssimo Mons. Terra. Muito obri-
sexta-feira, às 17 horas, com o Saulo, gado pelas notícias do Saulo. Senti-
que acabara de chegar do hospital, mos a falta dele. Não sabíamos da sua
após a cirurgia para implantação de doença. Graças a Deus que está bem.
marca-passo. Estava muito feliz com No Encontro, comuniquei à turma
o sucesso da intervenção, e agradeceu que você teria consulta médica, não
as orações.” Dia 12, passou-me outro podendo participar conosco. Um dó.
e-mail: “Se não tem o telefone do Sau- Um dos pontos altos do encontro foi
lo, vai aí: 0.21.2710-3893. Ele vai ficar a visita ao Cônego Agostinho e a Dom
feliz ao ouvir você!” Barroso, em Ouro Preto. Outra notí-

47

SALÃO APOSTÓLICO

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cia: não poderemos mais usar o Semi- tamento, conforme o Ritual. Rezei o
nário São José para nossos encontros. Salmo 129. Li o Evangelho de João 11,
Agora, aquele local será o Curso Pro- 21-27. Fiz breve comentário e rezamos
pedêutico. Pensamos em ser no Colé- a Oração dos Fiéis. Senti que as pes-
gio Providência, como fez a AEXAM. soas estavam me escutando, pois eu
Depois, por causa do Mons. Falabella ouvia as pessoas me respondendo de
estar com muita dificuldade de andar, lá. Devia haver lá um serviço de alto-
sugeriram ser em Juiz de Fora. A tur- -falante. “Saulo, Cristo te chamou. Ele
ma topou. Será na Floresta, nos Re- que te receba! Acolhei a sua alma, le-
dentoristas. Só que a data nossa não vando-a à presença do Altíssimo!” Re-
deu. Estamos trocando para depois zamos várias orações, encerrando com
da festa de São Sebastião: 25 a 29 de a do ritual: “Nas vossas mãos, Pai de
janeiro de 2021. Desde já, contamos misericórdia, entregamos a alma do
com a sua tão importante participa- nosso irmão Antônio Saulo, na firme
ção. Meu abraço. Em Jesus e Maria, esperança de que ele ressurgirá com
Mons. Raul. (Agora, com a pandemia, Cristo no último dia. Nós vos damos
tudo mudou). graças por todos os dons que lhe con-
cedestes na sua vida mortal. Escutai,
Dia 9 de julho, Saulo faleceu! Não na vossa misericórdia, as nossas pre-
soube pormenores. Sua filha, Maria ces. Abri para ele as portas do Paraíso.
Amélia, telefonou-me, pedindo-me E a nós, que ficamos, concedei que nos
para eu fazer a encomendação do cor- consolemos uns aos outros, com as
po do seu pai, às 14 horas, por telefo- palavras da Fé, até o dia em que nos
ne. Aceitei. Coloquei esta foto dele no encontraremos todos em Cristo, e as-
meu computador, para senti-lo mais sim estejamos sempre convosco e com
próximo. E fiz a celebração do sepul- este nosso irmão, Saulo! E encerra-
mos com a Ave-Maria e a Bênção final.
(Durou tudo 15 minutos).

Mons. Pedro Terra, à noite, escre-
veu-me: “Oi, monsenhor Raul, se-
guindo sua sugestão, fiz um live com
a Amélia, estando todos no velório do
nosso companheiro e meu particular
amigo, o Saulo. Nós dois estávamos
planejando encontro em Mariana,
neste mês. Deus dispôs de maneira
diferente. Estamos todos em luto. Um
fraterno abraço.” Requiescat in pace!

Sobre a vida do Saulo, disse Mons.
Terra: “Do Saulo sei que ingressou
no Menor comigo, março 1942. Pare-
ce que ficou até 1945. Era da diocese
de Leopoldina, amigo e conterrâneo
do Zuim, Zamagna e outros. O pai
dele era empresário, parente próxi-
mo do Januário Carneiro, fundador e

49

SALÃO APOSTÓLICO

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