Núcleo Técnico e Científico de Humanização REDE HUMANIZA FMUSPHC Relatório 2012 Diretoria Clínica Superintendência HCFMUSP
1 Diretora Clínica: Profa. Dra. Eloisa Bonfá Superintendente: Dr. Marcos Fumio Koyama Coordenadora NTH e Rede Humaniza FMUSPHC: Dra. Izabel Cristina Rios Equipe do NTH Gabriela de Souza Zemel Pedro Resende Dra. Renata Daud Gallotti Roseli Simões Colaboradores da Coordenação da Rede HumanizaFMUSPHC Dr. Fábio Pacheco Muniz de Souza e Castro (IMREA) Dr. Massayuki Yamamoto (Superintendência) Valéria Pereira de Souza (INRAD) GTH Membros - Coordenadores PA – Gabriela de Souza Zemel PS – Dra. Izabel Cristina Rios PAMB – Dra. Renata Daud Gallotti ICr – Dra. Marta Miranda Leal INRAD – Kelly Almeida Lacerda IPq – Ilse de Carvalho Salles Vasconcelos INCOR – Vera Lucia Bonato e Kátia Regina Valesan Rede Lucy Montoro – Arlete Camargo de Melo Salimene IOT – Miriam de Fátima Angélico Magalhães ICESP - Maria Helena Sponton ICHC - Nísia do Val Rodrigues Roxo Guimarães Suzano – Edimiciana Vieira Rocha Cotoxó – Luciana Suelly Barros Cavalcante HU - Maria Aparecida da Silva Rodrigues e Rita de Cássia Goes Moreira LIMs - Fátima Solange Pasini Região Oeste – Francis Tomazini Instituto Emílio Ribas – Glória Brunetti Centro de Saúde Escola – Beatriz Pereira e Dulce Maria Senna Ouvidoria Central do HC – Cláudia Regina Lemos
2 Nos últimos dez anos, o termo “humanização” tornou-se recorrente nos serviços de saúde, nos textos oficiais do Ministério e Secretarias de Estado e municipais de Saúde, e nas publicações da área da Saúde Coletiva, como conjunto de ações que qualificam a atenção ao paciente. No ambiente organizacional, entende-se por humanização o conjunto de processos que visam à mudança de uma cultura institucional tecnicista para uma cultura do cuidado mais personalizado, focado nas necessidades das pessoas e grupos, aliando competência técnica/tecnológica com competência ética/relacional. Porque visa à promoção dessa cultura institucional de valorização das pessoas e boa qualidade das interações no trabalho, cujos resultados vão contribuir para o bom atendimento aos pacientes, a humanização tornou-se importante desafio para a gestão dos serviços de saúde. Para desenvolver a humanização no Sistema FMUSPHC, em agosto de 2010 foi criada a Rede Humaniza FMUSPHC e em junho de 2012, o Núcleo Técnico e Científico de Humanização (NTH). Este relatório tem como objetivo apresentar os principais resultados da gestão da Rede Humaniza FMUSPHC, realizada pelo NTH nos primeiros seis meses de sua atuação (junho a dezembro de 2012). 1. A identidade da Rede Humaniza FMUSPHC A Rede Humaniza FMUSPHC é uma rede colaborativa criada com base nos estudos de Levy sobre Inteligência Coletiva que, operando em espaço presencial ou à distância, propicia trocas comunicativas para a produção de conhecimento e a realização de tarefas coletivas em torno de objetivos comuns. Na humanização, a rede colaborativa seria uma instância de engajamento das pessoas para a criação e sustentação das ações de humanização no Sistema como um todo. A Rede Humaniza FMUSPHC, ligada diretamente à Diretoria Clínica e Superintendência do Hospital das Clínicas, está estruturada como rede de colaboração, formada por: uma instância de coordenação, o Núcleo Técnico de Humanização (NTH), e 16 Grupos de Trabalho de Humanização (GTH): Instituto de Medicina de Reabilitação/Rede Lucy Montoro (IMREA/RRLM), Instituto de Psiquiatria (IPq), Instituto do Coração (InCor), Instituto Central (ICHC), Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT), Instituto de Radiologia (InRad), Instituto da Criança (ICr),
3 Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), Hospital Auxiliar de Cotoxó (HAC), Hospital Auxiliar de Suzano (HAS), LIMs (Laboratórios de Investigação Médica do HC), Gestão Região Oeste, Administração do HC, Pronto Socorros, Hospital Universitário, e Centro de Saúde Escola Butantã. O NTH e dois representantes de cada GTH formam a Comissão de Humanização, instância de integração gestora da Rede (Fig.1). Figura 1 – Estrutura da Rede Humaniza FMUSPHC GTH ICr GTH Coordenação CSE GTH HU GTH LIM GTH HAS GTH ICHC GTH INRAD GTH IPq GTH ADM GTH IOT GTH IMREA/Lucy Comissão de Humanização GTH PRO GTH ICESP Diretoria Clínica/ Superintendência GTH COTOXO GTH INCOR NTH Coordenação GTH PS Fonte: HCFMUSP, NTH 2012. No quadro 1, apresenta-se os elementos da cultura da humanização expressos na missão, visão, valores e objetivos elaborados e definidos coletivamente pelos integrantes da Rede, descritos no seu Regimento Interno (HCFMUSP, 2012).
4 Quadro 1 – Elementos da cultura institucional da humanização Missão Implantar política de humanização no Sistema FMUSPHC, envolvendo gestores, trabalhadores e usuários para o desenvolvimento da cultura da humanização em todas as práticas de atenção, gestão e ensino. Visão Constituir-se como referência em Humanização na Área da Saúde. Valores A vida humana e suas expressões A dimensão subjetiva e social das pessoas A ética e os direitos Participação e responsabilidade Comunicação Trabalho em equipe e redes cooperativas A qualidade das práticas Objetivos - Desenvolver a cultura da humanização - Contribuir para a produção de conhecimento em humanização - Fortalecer assistência que reforce a qualidade técnica e ética do cuidado - Valorizar o profissional da saúde e estimular a educação permanente - Assessorar as lideranças para ações de impacto em humanização - Contribuir para a melhoria das relações de trabalho 2. O NTH e a gestão da Rede Estrutura O NTH constitui-se de cinco profissionais da saúde dedicados ao trabalho da humanização no Complexo (duas médicas, uma psicóloga, um administrador e uma secretária) e ocupa uma sala no Prédio da Administração do HC. O NTH tem a função de coordenar a Rede e assessorar seus GTHs, promovendo sua integração e acompanhamento das ações de humanização da Rede como um todo.
5 À Rede Humaniza FMUSPHC compete elaborar e implementar políticas institucionais, realizar diagnósticos e ações planejadas em parceria com as diversas áreas do Sistema para a humanização na assistência e no ensino. Os GTHs devem trabalhar, em âmbito local, de acordo com as diretrizes gerais de trabalho propostas pela Rede (Quadro 2). Diretrizes Quadro 2 – Diretrizes da Rede Humaniza FMUSPHC - Atuar nos três eixos principais da humanização: usuário (pacientes e alunos), trabalhadores da saúde e gestão - Fazer diagnósticos no ambiente de trabalho e propor ações/projetos para sua melhoria - Trabalhar com métodos que permitam a participação das pessoas e o planejamento estratégico adotado pelo HC - Fortalecer e articular as iniciativas de humanização já existentes - Monitorar ações/projetos de humanização Gestão participativa Quinzenalmente, a Comissão de Humanização se reúne para compartilhar experiências e informações, e desenvolver processos de educação permanente e gestão participativa que sustentam a política de humanização, conforme preconiza a Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. No segundo semestre de 2012, foram realizadas 8 reuniões da Comissão de Humanização, conforme quadro 3: Quadro 3 – Reuniões da Comissão de Humanização – 2° Semestre de 2012 Data N° de Membros Presentes Projetos/Temas discutidos 26/07/2012 21 - Estrutura da Gestão da Rede Humaniza – NTH - Regimento Interno do Núcleo Técnico e Científico de Humanização - NTH 09/08/2012 18 - Site da Rede Humaniza FMUSPHC e Plano de Comunicação da Rede - NTH
6 23/08/2013 23 - Projeto de Estruturação e Intervenção na Oftalmo e Otorrino - GTH-ICHC - Projeto Jeito HC de Atender - NGP 06/09/2012 23 - Programa Terapia Esportiva - GTH-IOT - Projeto Conhecendo Quem Faz - GTH-ICr - Projeto de Atendimento Ambulatorial de Reiki - GTH-HAS - Curso: Disseminando o modelo de Gestão - GTH-InRad 20/09/2012 21 - Programa Grupo Acolhida - GTH-ICESP - Práticas Integrativas - GTH-IPq - Projeto "Voz do Paciente" - GTH-ICHC 04/10/2012 18 - Espaço Cultural do HU - GTH-HU - Planejamento Estratégico da Humanização no Sistema SA - GTH-InRad 18/10/2012 21 - Planejamento Estratégico da Humanização no Sistema SA - GTH-ICr - Programa Diagnóstico Amigo da Criança - GTH-ICr 22/11/2012 20 - Definições de Ação de Humanização e Cultura de Humanização - NTH - Articulação entre Ouvidoria e Humanização – GTH-ICr Interatividade Outro importante recurso de interatividade na Rede são as mídias eletrônicas. No site da Rede HumanizaFMUSPHC, no site da Rede HumanizaSUS, no jornal HC OnLine e no Facebook, semanalmente são publicados artigos divulgando as ações dos vários integrantes da Rede. Todos os artigos são assinados pelos autores e responsáveis por tais ações, dando visibilidade não só às ações, mas também às pessoas nelas envolvidas. Desde a criação do NTH foram publicados 19 artigos de Projetos e Ações de Humanização. Quadro 4 – Artigos publicados sobre projetos e ações da Rede - 2° Semestre de 2012 Artigos publicados pela Rede Humaniza FMUSPHC Responsável - Rede Humaniza da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - Hospital das Clínicas NTH - Projeto Mad Alegria da FMUSPHC: alunos fazendo arte no hospital FMUSP - Gestão da Humanização HCFMUSP – Na Roda da Rede, uma Rede de Ações NTH - Projeto Criarte do Hospital ITACI do Instituto da Criança do HCFMUSP ICr - Projeto Bandeira Científica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo FMUSP - Programa Equilíbrio do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP IPq
7 - Grupo ACORDAVOCAL - Coral da Faculdade de Medicina da USP FMUSP - Terapia Esportiva do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP IOT - Projeto sócio-educativo “Palhacinho Sassá” confecção de brinquedo com uso de material reciclável; mediando a relação com pacientes internados e os colaboradores ICHC - Gestão Brilho nos Olhos e Humanização: Caminhando Lado a Lado NTH - Extensão Médica Acadêmica da Faculdade de Medicina da USP: cuidado e formação junto à comunidade FMUSP - Projeto de Atendimento Ambulatorial de Reiki aos Colaboradores do Hospital Auxiliar de Suzano – HCFMUSP HAS - Entendendo o Cuidado: Relato pessoal do "jornadeiro" Abraão Deyvid Alves de Lima Barreto - Jornada Universitária da Saúde 2012 FMUSP - Grupo de Teatro Medicina da FMUSP: a história de uma sensibilidade que não morre nunca e se reinventa sempre FMUSP - Práticas Integrativas no Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP – uma prática de Humanização IPq - Programa Diagnóstico Amigo da Criança do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP ICr - Projeto Cuidar e Ser Cuidado do Hospital Auxiliar de Cotoxó HAC - Oficina de Fim de Ano da Rede Humaniza FMUSP-HC NTH Monitoramento das ações de humanização Para o monitoramento das ações da Rede, o NTH definiu conceitualmente as ações de humanização, conforme apresentado no quadro 5 abaixo: Quadro 5 – Definições de ações de Humanização para a Rede Humaniza FMUSPHC Âmbito da Ação Critérios de Classificação e Características da Ação Acolhimento 1) Espaço/recurso de escuta do usuário; 2) Acolhimento com avaliação de risco nos PS; 3) Devolutiva aos problemas diagnosticados no acolhimento. Gestão 1) Espaços / recursos / dispositivos de inclusão e participação dos trabalhadores; 2) Espaços / recursos / dispositivos de inclusão e participação dos usuários;
8 Gestão 3) Ações em resposta às demandas de usuários e colaboradores; 4) Ação de apoio à gestão; 5) Aprimoramento e organização de processos de trabalho; 6) Incentivo e aprimoramento de equipes/trabalho interdisciplinar. Ambiência 1) Ações sobre o ambiente físico e relacional na atenção à saúde; 2) Eventos comemorativos e festividades. Ações Educativas e Educação Permanente para o Colaborador 1) Pontuais; 2) Contínuas. Arte e Cultura 1) Pontuais; 2) Contínuas. Práticas de Cuidado ao Colaborador 1) Ação para a qualidade de vida no trabalho; 2) Ações para a saúde do trabalhador; Práticas de Cuidado aos Usuários e Acompanhantes 1) Ação para a qualidade de vida do usuário; 2) Ações de educação em saúde. Outros Nenhuma das anteriores, mas que se enquadram nos princípios e metodologia da humanização. A cada três meses, cada GTH envia ao NTH uma planilha com breve descritivo das ações de humanização de sua unidade. Tais planilhas são consolidadas e a análise dos dados, publicada. Essas informações são importantes porque fazem parte do plano de metas pactuado entre a Secretaria de Estado da Saúde e o HC para repasse de verbas, e também porque permitem o acompanhamento da humanização na Rede. Acompanhase as ações de humanização segundo tipo de ação, público a que se destina, e continuidade das ações, por GTH e o total da Rede. Nos segundo e terceiro trimestres de 2012, o monitoramento era feito com uma planilha menos detalhada. O monitoramento também não atingia o ICESP, o que passou a ocorrer a partir do terceiro trimestre de 2012. Ainda assim, elaborou-se o gráfico a seguir, que com tais ressalvas, apresenta o número de ações na Rede, por Instituto, no tempo:
9 m Nos próximos gráficos, apresenta-se com mais detalhes as análises dos dados do último trimestre de 2012, pois foram colhidos com a planilha aprimorada e todos os GTHs que compõe a Rede. No último trimestre de 2012, somava-se 411 projetos/ações em várias temáticas da humanização, dirigidos a usuários e acompanhantes (público externo) e colaboradores (público interno) na Rede. Desse total, 289 eram ações de caráter contínuo, o que pode estar associado a uma mudança no caráter das ações humanizadoras. É possível que a Rede esteja no caminho de superar o modelo de ações pontuais, sem continuidade e, portanto, com pouca efetividade, que durante muito tempo caracterizaram a humanização neste Complexo. Os gráficos abaixo mostram a somatória da Rede no monitoramento realizado.
10 As informações sobre público, âmbito da ação e periodicidade também foram estudadas para cada GTH. Os gráficos a seguir mostram esse monitoramento. CONSOLIDADO DAS AÇÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO DE HUMANIZAÇÃO
11 m CONSOLIDADO DAS AÇÕES POR PÚBLICO ALVO 6 3 3 0 6 2 1 1 8 3 6 2 8 2 2 3 4 1 7 1 4 122 0 2 0 4 0 6 0 8 0 100 120 140 ICESP InRad LIM HAC HU InCor HAS IPq IOT IMREA ICHC ICr TOTAL DE AÇÕES POR GTH 1 9 1 4 6 1 0 1 2 2 4 1 3 1 1 1 0 8 7 6 0 0 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0 7 0 ICESP InRad LIM HAC HU InCor HAS IPq IOT IMREA ICHC ICr AÇÕES: PÚBLICO INTERNO POR GTH 2 9 1 5 0 7 1 9 9 7 1 8 5 5 4 9 0 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0 ICESP InRad LIM HAC HU InCor HAS IPq IOT IMREA ICHC ICr AÇÕES: PÚBLICO EXTERNO POR GTH
12 CONSOLIDADO DAS AÇÕES PELO ÂMBITO m 1 5 1 0 4 5 3 6 4 6 4 2 1 3 0 2 4 6 8 1 0 1 2 1 4 1 6 ICESP InRad LIM HAC HU InCor HAS IPq IOT IMREA ICHC ICr AÇÕES: PÚBLICO INTERNO E EXTERNO POR GTH 8 1 0 3 0 0 2 1 1 0 1 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 ICESP InRad LIM HAC HU InCor HAS IPq IOT IMREA ICHC ICr ACOLHIMENTO POR GTH
13
14
15 CONSOLIDADO DAS AÇÕES PELA PERIODICIDADE m m
16 O acompanhamento do trabalho na Rede também se faz por meio de visitas técnicas do NTH aos Institutos e às reuniões dos GTHs, quando se faz a observação direta de projetos e ações, e a escuta dos funcionários e usuários, com objetivo de compreender as situações locais e se necessário assessorar os serviços em projetos específicos. Ações educacionais na Rede Voltado às ações educacionais para a sustentabilidade da Rede, periodicamente o NTH e os GTHs oferecem encontros, oficinas e cursos sobre temáticas da humanização, destinados a profissionais da área da saúde. Quadro 6 – Ações educacionais para a sustentabilidade da Rede - 2° Semestre de 2012 Atividade Descrição Responsável I Jornada de Humanização O percurso da Humanização em São Paulo ICESP 1ª Semana de Humanização dos LIMs Palestras focando temas relevantes para humanização de modo a divulgar a cultura de humanização nas práticas de trabalho LIMs Evento em Comemoração ao Dia do Médico no InRad Palestra: "Humanização em Rede" InRad I Jornada de Hospitalidade IPq "Hospitalidade: a comunicação como agente primordial no acolhimento e na humanização" IPq Encontro de Trabalho do Instituto do Coração Humanização como Gestão e Cultura Organizacional InCor Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Palestra sobre Humanização CIPA Curso de Especialização de Enfermagem em Radiologia Políticas de Humanização InRad
17 Diagnóstica Evento Gineco Palestra sobre Humanização Gineco Evento Gineco Palestra sobre Humanização Gineco Oficina da Rede Humaniza FMUSPHC Oficina: como definir ações e indicadores de Humanização NTH 3º Simpósio de Psicologia Hospitalar do ICESP Mesa redonda sobre Humanização ICESP Evento da Pós da Medicina Preventiva Palestra sobre Humanização Medicina Preventiva Evento ICESP Palestra sobre Humanização ICESP Evento EMA - Extensão Médica Acadêmica Palestra sobre Humanização EMA Programa de Humanização do Ambulatório de Otorrinolaringologia e Oftalmologia Encontro de Humanização para a equipe multidisciplinar da Otorrinolaringologia e Oftalmologia com foco no atendimento ambulatorial ICHC Encontro de Humanização da Fisioterapia Encontros com a equipe de fisioterapia para abordagem de assuntos relacionados com a humanização da assistência de fisioterapia. Tema de 2012: comunicação com o paciente e lidando com a morte de pacientes ICr Evento da Universidade Estadual de Pernambuco Aula sobre Humanização Universidade Estadual de Pernambuco Fórum de Humanização da Associação Viva e Deixe Viver no Instituto da Criança Tema 2012: Interdependência entre Educação, Saúde e Comunicação Associação Viva e Deixe Viver e ICr Evento Mad Alegria Palestra sobre Humanização Mad Alegria I Workshop de Humanização Palestra e discussão sobre diversos temas ligados à Humanização HU Programa de Integração Institucional No período da tarde é trabalhado questões de humanização durante visita às principais áreas de assistência, ensino e pesquisa InCor I Encontro de Humanização IMREARede Lucy Montoro Apresentação da comissão e integração inter GTH's IMREA Disseminação da Humanização nas áreas Apresentação da Humanização e do calendário de ações InRad Minutos de Conversa Visita às áreas para disseminação do conceito de Humanização ICESP I Fórum de sustentabilidade do InRad Palestra Humanização InRad InRad Inauguração do Grupo do GTH e integração com colegas de trabalho Apresentação do GTH e abordagem do tema Humanização IMREA Indicadores Junto com o Núcleo de Planejamento e Gestão, o NTH estuda a construção de dois indicadores para compor o painel de indicadores estratégicos do HC, baseados nas duas principais premissas da humanização segundo a PNH: a comunicação e a
18 participação. Também elaborou e propõe para a Rede como um todo e para cada Instituto/Unidade os indicadores de humanização táticos e operacionais como apresentado no quadro 7. Quadro 7 – Indicadores de humanização para 2013 Indicadores estratégicos 1. Itens da pesquisa de satisfação do usuário que denotem as premissas da humanização 2. Itens da pesquisa de clima organizacional que denotem as premissas da humanização no ambiente de trabalho Indicadores táticos 1. N° ações educacionais com inserção de tema padrão de humanização/n° total de ações educacionais 2. N° de manifestações recorrentes da ouvidoria Indicadores operacionais 1. N° ações contínuas/n° total de ações 2. N° ações de acolhimento/n° total de ações 3. N° ações de ambiência/n° total de ações 4. N° ações de gestão/n° total de ações 5. N° de pessoas alcançadas pelas ações de humanização Projetos especiais do NTH Além das atividades de gestão da Rede Humaniza FMUSPHC, o NTH desenvolve projetos estratégicos em parceria com outros Núcleos ou Serviços do Complexo. Os projetos no quadro abaixo, iniciados em 2012, estão em continuidade em 2013: Quadro 8 – Projetos especiais do NTH Projeto Parceiro Público Alvo Acolhimento PS-ICHC PS Instituto Central Usuários Jeito HC de Atender NPG Colaboradores Cuidando de Você GTH-PA Colaboradores
19 Reforma do Ambulatório Ambulatório Instituto Central Usuários Projeto Vitrine HC Superintendência Usuários e Mídias Congresso de Humanização FMUSP e Superintendência Usuários e Colaboradores A seguir, quadro com a memória do Projeto Jeito HC de Atender, com olhar na atuação do NTH: Quadro 9 – Memória do Projeto Jeito HC de Atender Na reunião do GTH-PA realizada em 02 de julho de 2012, o NTH levou como proposta a elaboração de um Código de Conduta Ética HCFMUSP e o desenvolvimento de um Curso para Colaboradores abordando a temática Humanização. Como alguns Institutos já possuíam seus próprios Códigos de Conduta, pensou-se integrá-los em um Código de Conduta HCFMUSP. O Curso de Humanização proposto era um treinamento com o tema Maneira de Atender HC, para melhorar o atendimento das pessoas que têm contato direto com os clientes dentro de um padrão de qualidade institucional. No processo de desenvolvimento do projeto do Curso de Atendimento ao Usuário, NTH e NGP se alinharam, inclusive aproximando outro projeto do NGP junto às lideranças com a proposta de desenvolvê-los em paralelo. Os dois núcleos parceiros começaram a trabalhar metodologia, conteúdo, temas, abrangência e características do Projeto Jeito HC. Diversas reuniões foram realizadas e as tarefas compartilhadas entre as duas equipes, conforme cronograma comum. Coube ao NTH as seguintes tarefas, a partir do trabalho conjunto de desenvolvimento do projeto: o Primeiro levantamento do número de colaboradores das recepções o Construção conjunta do plano de curso o Participação nos Workshops Jeito HC o Participação na elaboração do manual institucional Jeito HC de Atender o Desenvolvimento do check list e metodologia de aplicação o Atuação como aplicadores do check list nos institutos conforme divisão o Auxílio na compilação dos dados coletados no check list e na análise qualitativa o Auxílio na elaboração de aulas com os temas do manual e participação nas
20 aulas expositivas realizadas pelos institutos o Participação no treinamento dos multiplicadores 3. Na Roda da Rede, uma Rede de Ações A humanização pode ser pensada em diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Do nosso ponto de vista, sua essência é a construção coletiva de compromissos éticos e técnicos que se expressam em ações para o cuidado ao paciente e melhoria das relações de trabalho entre os profissionais da saúde. O desenvolvimento da humanização nos serviços será um longo caminho de maturação da cultura institucional para valores e atitudes, envolvendo cada vez mais pessoas nesse modo de ser e fazer em Saúde. A Rede Humaniza FMUSPHC, formada por profissionais da saúde capacitados para atuar no âmbito da gestão dos serviços, se apresenta como dispositivo para o aprimoramento das diversas práticas de saúde, senão em todos, certamente nos principais setores da Instituição. A Rede identifica e procura dar visibilidade, ou desenvolve ações de humanização voltadas ao público interno (colaboradores e equipes) e ao público externo (pacientes e familiares) que o Núcleo Técnico acompanha e se solicitado assessora. Tais ações podem ser pontuais ou de caráter contínuo, podem virar programas e ao longo do tempo ser incorporados à rotina dos serviços. Nessa linha de trabalho, selecionou-se na Rede os projetos que representam a cultura de humanização, e denominou-se tais projetos de “Vitrine da Humanização no HCFMUSP”. Cada Projeto Vitrine exemplifica a humanização no seu Instituto ou Hospital Auxiliar e, em conjunto, compõe a vitrine da humanização da Rede Humaniza FMUSPHC. Tais projetos têm como características comuns ser contínuos, acessíveis à visitação e estar alinhados às políticas estadual e nacional de humanização.
21 Quadro 10 – Projeto Vitrine da Rede Humaniza FMUSPHC Projeto Descrição Responsável Conhecendo Quem Faz Apresentar ao profissional que atua nas áreas administrativas e apoio os pacientes indiretamente atendidos por eles. Aos pacientes e acompanhantes, auxilia na compreensão da hospitalização. ICr Atendimento Ambulatorial de Reiki aos Colaboradores do HAS Atendimento aos colaboradores com aplicação de Reiki, visando melhor qualidade de vida no trabalho. HAS Espaço Cultural HU Espaços lúdicos de construção de ambiência para colaboradores, pacientes, acompanhantes, alunos, etc. HU Programa Grupo Acolhida Acolhimento a pacientes/acompanhantes no ambulatório, internação, Oncoclínica, Oncocirúrgico e UTI para atender as necessidades específicas dos usuários. ICESP Acolhimento no PS-ICHC Estruturação de um grupo multiprofissional para realização do acolhimento aos usuários em decorrência das mudanças processuais e reforma física que tornarão o PS-ICHC mais adequado às exigências de atenção às urgências e emergências de pacientes referenciados na rede SUS. ICHC Entrevista Social - Acolhimento e Agilização no Atendimento Escuta técnica qualificada e meio agilizador do processo de atendimento. Visa reduzir o índice de inelegibilidade da triagem, oferecer o acolhimento resolutivo ao paciente em potencial, encaminhá-los às Unidades IMREA e prestar esclarecimentos sobre as possibilidades de atendimento. IMREA Programa Crescer - valorizando e desenvolvendo pessoas Programa de avaliação de desempenho por competências com o objetivo de garantir um ambiente de trabalho que promova o desenvolvimento e engajamento dos colaboradores. InRad Orientação farmacêutica de alta hospitalar aos pacientes transplantados Conscientização para o uso racional dos medicamentos e ensino da importância destes no sucesso do tratamento. Também é avaliada a prescrição médica, as possíveis interações entre os medicamentos, o melhor horário para tomá-los e, com essas informações, é elaborada uma tabela de orientação farmacêutica. InCor Terapia Esportiva Atividade coletiva de cunho terapêutico que visa o desenvolvimento funcional, emocional e a sociabilidade dos pacientes na fase pré e pós-cirúrgica. IOT Práticas Integrativas no Hospital Dia Adulto As Práticas Integrativas no IPq são atividades destinadas ao público interno externo do Instituto que, numa visão de integralidade, criam novas possibilidades de inclusão, protagonismo e cuidado. Tais como: mosaico, meditação, acupuntura, literatura, teatro, culinária, entre outras. IPq Cuidar e Ser Cuidado O “Projeto Cuidar e Ser Cuidado” nasce como alternativa de cuidado ativo aos colaboradores, com os objetivos de fornecer apoio psicossocial aos funcionários, promover melhorias na qualidade da assistência prestada, diluir incertezas referentes ao projeto para reforma/desativação do HAC e proporcionar um espaço de comunicação efetivo entre lideranças e colaboradores. HAC
22 Fontes e referências - BRASIL. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde. Brasília, DF, 2004. - WWW.planetree.org - LEVY, P . Inteligência Coletiva. São Paulo: Ed Loyola, 1998. 1ª. edição - RIOS IC. Caminhos da Humanização na Saúde – Prática e Reflexão. São Paulo. Aurea, 2009. - HCFMUSP. Regimento Interno da Rede Humaniza FMUSPHC. São Paulo, 2010. - HCFMUSP. Núcleo Técnico e Científico de Humanização. São Paulo, 2012.