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Published by Humaniza Nth, 2023-08-18 13:47:02

vitrine humanização visualização

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Núcleo Técnico e Científico de Humanização Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Diretoria Clínica Superintendência HCFMUSP 2014 Programas Vitrine da Humanização Rede Humaniza FMUSPHC


2 Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Presidente do Conselho Deliberativo do HCFMUSP: Superintendente: Chefe de Gabinete: Diretor Clínico: Vice Diretor Clínico: Coordenadora da Rede Humaniza FMUSPHC e do Núcleo Técnico e Científico de Humanização: Programas Vitrine da Humanização Realização: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Concepção, organização e produção: Núcleo Técnico e Científico de Humanização (NTH) e Grupos de Trabalho de Humanização (GTHs) das Unidades do HCFMUSP. Agradecimento: Ao Núcleo de Comunicação Institucional do HCFMUSP pelo layout gráfico deste material. Tiragem: 5.000 exemplares Hospital das Clínicas da FMUSP Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - CEP 05403-010 Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri Dr. Marcos Fumio Koyama Eng. Antonio José Rodrigues Pereira Profa. Dra. Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfá Prof. Dr. Edmund Chada Baracat Dra. Izabel Cristina Rios


3 Índice Programas Vitrine: a Humanização que a gente vê Conhecendo Quem Faz - Instituto da Criança Grupo Acolhida - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Programa Crescer - Instituto de Radiologia Acolhimento com Avaliação de Risco na Unidade de Emergência Referenciada do Instituto Central - Unidades de Emergência Cuidar e Ser Cuidado - Hospital Auxiliar de Cotoxó Terapia Esportiva - Instituto de Ortopedia e Traumatologia Práticas Integrativas - Instituto de Psiquiatria Atendimento Ambulatorial de Reiki aos Colaboradores - Hospital Auxiliar de Suzano Espaço Cultural - Hospital Universitário da USP Cuidando de Você - Prédio da Administração Entrevista Social - Instituto de Medicina Física e Reabilitação - Rede Lucy Montoro Orientação Farmacêutica de Alta Hospitalar aos Pacientes Transplantados - Instituto do Coração Ação Humanizada no Atendimento Ambulatorial - Instituto Central Trilhares de Redes - Centro de Saúde Escola Butantã 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18


4 Programas Vitrine: a Humanização que a gente vê... A humanização pode ser pensada em diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Do nosso ponto de vista, sua essência é a construção coletiva de compromissos éticos e técnicos que, na prática, se expressam em ações para o cuidado ao paciente de forma mais pessoalizada e na melhoria das relações de trabalho entre os profissionais da saúde. O desenvolvimento da humanização nos serviços é um longo caminho de maturação da cultura institucional de valores como respeito e responsabilidade, e atitudes como diálogo e empatia, envolvendo cada vez mais pessoas em um modo solidário de ser e fazer em saúde. Tal caminho precisa, necessariamente, ser legitimado por um modelo de gestão capaz de alinhar esforços e objetivos institucionais que promovam comportamentos e compromissos entre indivíduos e coletivos segundo a humanização. Conjuntamente à Administração Superior, no Sistema FMUSPHC, a humanização das práticas de saúde conta com dois importantes dispositivos corporativos para o aprimoramento das diversas práticas de saúde, senão em todos, certamente nos principais setores da Instituição: a Rede Humaniza FMUSPHC, formada pelos 16 Grupos de Trabalho de Humanização (GTH) de suas Unidades, e o Núcleo Técnico e Científico de Humanização (NTH). O Núcleo Técnico e Científico de Humanização, responsável pela gestão da Rede, também assessora o desenvolvimento de projetos específicos e políticas institucionais para a humanização na assistência e no ensino. A Rede Humaniza FMUSPHC desenvolve, identifica e dá visibilidade a ações de humanização para usuários e colaboradores nas Unidades. Tais ações podem ser pontuais ou de caráter contínuo, podem virar programas, e ao longo do tempo ser incorporados à rotina dos serviços. Nessa linha de trabalho, selecionamos os programas que representam a cultura de humanização do HC, os Programas Vitrine da Humanização, apresentados neste folheto. Cada Programa Vitrine exemplifica a humanização em uma Unidade do Sistema e, no conjunto, compõe a vitrine da humanização da Rede Humaniza FMUSPHC. São programas que têm como características comuns ser contínuos, acessíveis à visitação de pessoas em geral e estar alinhados às diretrizes do NTH e às políticas públicas de humanização estadual e nacional (PEH e PNH). Se você quiser conhecê-los, entre em contato no e-mail referente a cada Programa, ou no e-mail do NTH se quiser saber mais sobre a Humanização no Sistema FMUSPHC. Seja bem vindo! Dra. Izabel Cristina Rios


5 Conhecendo Quem Faz Instituto da Criança O Projeto Conhecendo Quem Faz, idealizado pelo Serviço de Terapia Ocupacional do Instituto da Criança (ICr), consiste em realizar visitas com as crianças e adolescentes internados pelas áreas do hospital em que os profissionais não têm contato direto com os pacientes, como por exemplo, as áreas do laboratório, farmácia, cozinha hospitalar, suprimentos, administrativos, entre outros. O objetivo é favorecer a aproximação dos profissionais de áreas de apoio e administrativas com as crianças e adolescentes internados. Essa aproximação permite a sensibilização desses profissionais para o significado da execução das tarefas, mostrando que o objetivo final de todo o trabalho é, direta e indiretamente, voltado à recuperação da saúde da criança internada. As crianças internadas realizam “visitas” aos setores administrativos e de apoio. Elas são previamente liberadas pela equipe médica e de enfermagem, de acordo com as condições clínicas, necessidade ou não de auxílio na locomoção e nível de dependência de oxigênio. São acompanhadas pelo Terapeuta Ocupacional que apresenta e correlaciona os setores com as rotinas e procedimentos vivenciados por elas durante o processo de internação. Durante as visitas, os profissionais explicam para as crianças o funcionamento do setor e demonstram, na prática, como são realizados os pedidos de compra do hospital, o preenchimento de determinados formulários, a análise dos exames, as montagens das dietas aos pacientes, etc. Em questionário aplicado aos profissionais para avaliar o projeto, o principal resultado por eles destacado foi o aumento da motivação e dedicação ao trabalho após a visita dos pacientes. O contato com a criança hospitalizada sensibilizou alguns para a reflexão de que as atividades realizadas cotidianamente são voltadas ao cuidado do outro, e não meramente burocráticas ou técnicas. Percebeu-se que o Projeto tem uma repercussão positiva não somente nos profissionais colaboradores do ICr, mas também nos pacientes, pois auxilia na compreensão da criança sobre o processo de hospitalização e consequentemente da aceitação e adaptação ao ambiente hospitalar; diminuindo os sentimentos negativos desencadeados pelo desconhecimento e incerteza frente à rotina hospitalar.


6 Grupo Acolhida Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Implantado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) desde o primeiro dia de sua inauguração, em maio de 2008, e coordenado pelo serviço de Psicologia, o Grupo Acolhida foi concebido como um grupo de recepção e acolhimento aos novos pacientes e seus acompanhantes que diariamente ingressam no hospital para iniciar seu tratamento oncológico. Olhares perdidos, expressões de estranhamento e um estampado ponto de interrogação marcam normalmente a chegada dos pacientes em sua primeira vinda ao ICESP. É o encontro com o medo do desconhecido, da doença, do hospital e do tratamento. É exatamente nesse momento que o Grupo Acolhida se apresenta como oferta de hospitalidade, acolhimento, orientação e tratamento humano. O Grupo Acolhida tem como objetivo que todos possam conhecer o ICESP e as pessoas que deles irão cuidar, assim como tirar suas dúvidas sobre as principais modalidades terapêuticas e recursos diagnósticos disponíveis na Instituição, seus direitos e orientações sobre como acessá-los. A conversa segue tendo como roteiro um conjunto de slides especialmente preparados para esse fim. Composto por participantes da equipe multiprofissional, os grupos são realizados de 2ª a 6ª feira, das 8h às 8h50 e das 13h às 13h50 no ambulatório, com apoio da Diretoria Geral de Assistência (DGA) do ICESP, e suporte do CIH – Centro Integrado de Humanização do ICESP. Todos são dirigidos a uma sala onde encontram um profissional da assistência que se apresenta e estende esse convite a todos os presentes, incluindo os acompanhantes. Em um clima amistoso, no qual se pode falar abertamente e com respaldo de profissionais que entendem das ansiedades e medos relativos ao adoecimento, é possível criar segurança e confiabilidade nas relações. Ao final é entregue uma pasta contendo um folheto com mais informações e telefones úteis aos pacientes, um presente simbólico, para que possam guardar todos os papéis de agendamentos de exames e consultas que farão dali em diante. Desde o início em 2008, já foram recebidos pelo Grupo Acolhida aproximadamente 20.000 pessoas, entre pacientes e acompanhantes. Assim que o encontro termina e todos são direcionados aos consultórios médicos, eles já se encontram mais orientados e menos angustiados, mais aliados ao tratamento, e com menos medo.


7 Programa Crescer Instituto de Radiologia O Programa Crescer - valorizando e desenvolvendo pessoas é um programa de avaliação de desempenho por competências e metas. A iniciativa do Programa e atividades tiveram início em 2011 quando, direcionados pela Diretoria Executiva do Instituto de Radiologia do HCFMUSP (InRad), um grupo multiprofissional desenvolveu um instrumento de avaliação de desempenho por competências e metas, com a finalidade de padronizar os critérios de avaliação, garantir um ambiente de trabalho que promova o desenvolvimento e engajamento dos colaboradores e levantar necessidades de treinamento e desenvolvimento alinhado às necessidades do InRad. Foram estabelecidas três competências organizacionais que nortearam as atividades: alinhamento, execução e renovação. Também nove competência comportamentais para os colaboradores: comunicação, liderança, relacionamento interpessoal, cultura da qualidade, foco no resultado, autodesenvolvimento, trabalho em equipe, relacionamento com o cliente e inovação. Atividades do Programa Crescer 1. Contrato de Desempenho: dar clareza ao profissional sobre o que é dele esperado para o nível hierárquico em que se enquadra conforme régua de competências; informar sobre quais comportamentos e metas ele será avaliado, e combinar as formas de acompanhamento do acordo (métricas, periodicidade, local, etc.). 2. Acompanhamento e Feedback: garantir levantamento e registro de evidências do desempenho observado de cada funcionário; promover conversa para garantir alinhamento e direcionamento constante sobre o desempenho; acompanhar o alcance das metas estabelecidas; identificar dificuldades encontradas pelo funcionário para o alcance dos objetivos; identificar oportunidades para que o gestor possa apoiar o funcionário para o alcance das metas e evolução nas competências. 3. Avaliação Final: fechar avaliação de desempenho anual para preparar a conversa de feedback e inputs para o PDI (Plano de Desenvolvimento Individual). Para competências, o funcionário faz sua autoavaliação e o seu superior hierárquico também. A avaliação de metas é feita analisando-se os resultados - funcionário e gestor. 4. Elaboração do PDI: deve ser feita pelo funcionário para validação com o superior hierárquico. Nele o funcionário descreve para cada competência o resultado da avaliação, seus pontos fortes, suas necessidades de desenvolvimento em cada competência como oportunidade de melhoria, as ações que pretende realizar para se desenvolver, o prazo, como vai saber se a competência foi desenvolvida, a data prevista para realizar as ações e as datas reais da realização.


8 Acolhimento com Avaliação de Risco na Unidade de Emergência Referenciada do Instituto Central Unidades de Emergência O atendimento de urgência e emergência é responsabilidade da Rede SUS como um todo e de acordo com o grau de gravidade dos pacientes e complexidade tecnológica de cada serviço de saúde. O HCFMUSP é referência na Rede SUS para casos de alta gravidade. Os pacientes que não demandam atendimento de urgência ou emergência devem ser orientados para o atendimento em unidades de atenção primária e secundária da Rede SUS. Muitos pacientes procuram os prontos-socorros do HC com queixas diversas. Para acolher o paciente, avaliar sua situação de saúde com segurança e orientá-lo adequadamente tanto para o atendimento no Pronto Socorro (PS) do Instituto Central (ICHC), quanto para o serviço de saúde mais adequado e próximo à sua residência, criamos o Serviço de Acolhimento com Avaliação de Risco da Unidade de Emergência Referenciada do ICHC. Acolhimento com Avaliação de Risco 1. Os pacientes são inicialmente recebidos pela equipe de recepção, esclarecidos sobre o serviço referenciado e encaminhados para a Equipe de Acolhimento ou para a Rede SUS quando a demanda não envolver queixa clínica. 2. O paciente com qualquer queixa clínica é dirigido ao atendimento de acolhimento. 3. A Equipe de Acolhimento (1 médico, 1 enfermeiro e 1 assistente social) escuta o paciente, realiza a avaliação de risco segundo protocolo de Manchester e a avaliação médica. O serviço de acolhimento tem se mostrado bastante satisfatório porque permite aumentar e melhorar o atendimento dos pacientes graves, fornecer orientações aos usuários sobre serviços da Rede SUS, e propiciar a interdisciplinaridade na equipe de saúde. 4. Os pacientes que, segundo conclusão da equipe de acolhimento, necessitam de atendimento de urgência são atendidos no Pronto Socorro de acordo com a prioridade indicada na classificação de risco. 5. Os pacientes que não necessitam de atendimento de Pronto Socorro são orientados e encaminhados para um serviço de saúde de sua região adstrita.


9 Cuidar e Ser Cuidado Hospital Auxiliar de Cotoxó Atividades do Projeto Cuidar e Ser Cuidado 1. Grupos Operativos: com o tema “Construindo referenciais para tempos de mudanças”, foram realizados grupos operativos com colaboradores, coordenados por psicanalista institucional. 2 Grupos com as Lideranças: tendo um psicanalista institucional como coordenador, com o objetivo de instrumentalizar os líderes a conduzir períodos de transformação. 3. Grupos Assistenciais: indicados especificamente para profissionais de enfermagem, foram realizados workshops conduzidos por médico assistente do HAC, utilizando-se técnicas de role playing, de expressão corporal e atividades lúdicas. O mote dos workshops era o ato de cuidar de quem cuida. Períodos de mudança tendem a despertar incertezas... A iminência de reforma do Hospital Auxiliar de Cotoxó (HAC) produziu ansiedade e insegurança para os colaboradores, com reflexos no seu cotidiano de trabalho. Neste contexto, o Projeto Cuidar e Ser Cuidado nasceu como alternativa de cuidado ativo aos colaboradores. Tal projeto teve como objetivos proporcionar um espaço de comunicação efetivo entre lideranças e colaboradores, dar apoio psicossocial aos funcionários, e promover melhorias na qualidade da assistência prestada. Foi desenvolvido sobre três frentes de atuação, contemplando colaboradores de todas as áreas, lideranças e uma intervenção específica para profissionais da assistência em enfermagem, como pode ser visto a seguir. Noventa por cento dos colaboradores participaram do projeto, por eles considerado como muito bom.


10 Terapia Esportiva Instituto de Ortopedia e Traumatologia Há mais de três décadas a Equipe Interprofissional do Grupo de Medicina do Esporte atende os pacientes com Paralisia Cerebral desenvolvendo, além do tratamento cirúrgico e da reabilitação física, uma programação denominada Terapia Esportiva, cujo mentor foi o Dr. João Gilberto Carazzato. Esta é uma atividade coletiva, de cunho terapêutico, que visa ao desenvolvimento funcional, emocional e a sociabilização dos pacientes, na fase pré e pós-cirúrgica. A terapia esportiva possibilita aos pacientes vivências de: colaboração durante o processo de reabilitação; inclusão social e emocional; participação nas atividades esportivas como complemento do tratamento; maior independência nas atividades de vida diária; melhor deambulação, equilíbrio, coordenação motora, força muscular, flexibilidade, agilidade e condicionamento cardiorrespiratório. Essa atividade é realizada semanalmente, na quadra poliesportiva da Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz da Faculdade de Medicina da USP, com duração de noventa minutos. Os pacientes desenvolvem a prática de várias modalidades esportivas, tais como: corrida de revezamento, bola ao cesto, handebol, boliche, queimada e futsal, sendo devidamente orientados por todos os profissionais da equipe. O resultado da Terapia Esportiva aos pacientes com paralisia cerebral expressa os benefícios de uma atenção mais pessoalizada, além dos benefícios que a prática do esporte traz à saúde, tais como: maior confiança do paciente em si mesmo e na equipe, conscientização dos seus limites e das suas potencialidades, construção de vínculos de amizade e melhora da autoestima e da qualidade de vida.


11 Práticas Integrativas Instituto de Psiquiatria As Práticas Integrativas são atividades destinadas ao público interno e externo ao Instituto de Psiquiatria (IPq) que, numa visão de integralidade, criam novas possibilidades de inclusão, protagonismo e cuidado. Constituem três grupos de atividades: Zen IPq, Programa TOCAR e Esporte Integração, com o intuito de proporcionar equilíbrio entre corpo e mente e promover espaços de integração e socialização. Programa Práticas Integrativas 1. Programa Zen IPq: acontece anualmente e consiste no oferecimento de diferentes tipos de terapias milenares de origem oriental e outras desenvolvidas a partir do século passado que acontecem simultaneamente em um ambiente acolhedor e especialmente preparado para uma vivência de harmonia e bem estar. Esse programa é oferecido para colaboradores do Complexo HCFMUSP, pacientes internados e de ambulatório, e público em geral. 2. Programa TOCAR (Técnicas Orientais e Corporais Aplicadas à Reabilitação): são grupos de terapias integrativas que fazem parte da grade de atividades terapêuticas semanais oferecidas aos pacientes do Hospital Dia-Adulto. 3. Esporte Integração: consiste na participação dos pacientes do Hospital Dia Adulto do IPq no FAD (Festival de Atividades Desportivas e Culturais). O FAD é um evento anual organizado em colaboração com serviços públicos de Saúde Mental de São Paulo (CAPS Itapeva; CAPS Perdizes; CAPS Itaim Bibi; CAPS M’Boi Mirim; Hospital Dia-Adultos do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP). Foto: Arthur Danila


12 Atendimento Ambulatorial de Reiki aos Colaboradores Hospital Auxiliar de Suzano O Atendimento Ambulatorial de Reiki é uma iniciativa que visa a promover melhoria na qualidade de vida do colaborador ativo e inativo por meio da aplicação desta terapia. O Reiki é uma palavra japonesa que significa Energia Vital Universal que harmoniza, equilibra e aperfeiçoa o campo energético do corpo, sem a interferência da energia do terapeuta. Este apenas canaliza a energia existente no Universo para pontos desequilibrados do receptor através da imposição das mãos, restaurando o estado de equilíbrio natural, promovendo saúde e bem-estar. Não há nenhuma conotação religiosa nesta técnica e pode ser aprendida por qualquer pessoa desde que iniciada no Reiki. Essa terapia alivia dores físicas, combate o estresse, a ansiedade, o medo, equilibra o sono e não tem contraindicações. O atendimento dos colaboradores é realizado em ambiente agradável, com música suave e pouca luz. O colaborador/receptor fica confortavelmente deitado em uma maca para o relaxamento profundo e recebe a aplicação do Reiki. Os atendimentos ocorrem às segundas feiras no horário das 7h30 às 12h, mediante agendamento na secretaria do Setor de Acolhimento. Em geral, cada colaborador realiza quatro sessões consecutivas, podendo ter o tratamento ampliado de acordo com avaliação da equipe quanto à necessidade do paciente. Em 2011 foram realizados 411 atendimentos e em 2012, 561, sendo que a procura por essa forma de cuidado ao cuidador tem aumentado significativamente, sendo hoje a terapia mais procurada do Centro de Acolhimento ao Colaborador do Hospital Auxiliar de Suzano (HAS).


13 Espaço Cultural Hospital Universitário da USP Por iniciativa da administração do Hospital Universitário (HU), em parceria com um grupo de artistas plásticos, foi criado o projeto Arte Cura! em que são realizadas exposições no Espaço Cultural HU, com o objetivo de fazer do ambiente hospitalar um espaço de contemplação, reflexão e sensibilização para usuários, servidores, estudantes e visitantes. As exposições são organizadas por uma entidade sem fins lucrativos, chamada G-Onze, formada por artistas visuais, cujo objetivo é organizar, produzir e divulgar eventos de natureza artístico-cultural de caráter educativo. É também o G-onze que realiza a logística da montagem das exposições e seu lançamento. O Hospital Universitário oferece o espaço físico para a exposição e disponibiliza o serviço de segurança para as obras. O Espaço Cultural também pode ser utilizado para a exposição de trabalhos artísticos de funcionários do hospital. Tais exposições são inseridas no calendário anual e, tal como para os artistas trazidos pelo G-onze, é feito o lançamento da exposição com convite para todas as autoridades da Universidade, servidores e pacientes do hospital e comunidade artística. O Espaço Cultural do HU tem propiciado àqueles que passam pelo hospital ou necessitam de nele permanecer internado por algum tempo uma boa oportunidade de desfrutar de um ambiente agradável e realizar uma atividade contemplativa. Os efeitos podem ser atestados por todos que passarem pelo Espaço Cultural.


14 Cuidando de Você Prédio da Administração O Projeto Cuidando de Você foi desenvolvido para promover qualidade de vida no trabalho aos colaboradores do Prédio da Adminstração (PA) e Anexos, promovendo atividades que propiciem bem estar, integração, valorização, reconhecimento da subjetividade e estabelecimento de diálogo. Para identificação de seus interesses foi realizada uma pesquisa de opinião, cujos resultados guiaram o planejamento de atividades de acordo com o maior grau de interesse dos colaboradores segundo eles mesmos: palestras sobre assuntos gerais, área de descanso, massoterapia e biblioteca. Duas destas propostas avaliadas como muito boas foram iniciadas de forma colaborativa entre o GTH-PA e os funcionários na sua própria consecução. • Biblioteca PA Cultural - iniciou-se uma campanha de doação de livros entre os colaboradores do PA a fim de compor uma pequena biblioteca. Os livros foram disponibilizados para retirada em espaço localizado na recepção do 3° andar do PA. Devido ao sucesso da iniciativa, por intermédio da Diretoria Clínica do HCFMUSP, criou-se uma Sala de Leitura no 6° andar, com estantes para acomodar os livros e sofás e puff para acolher os leitores. Os livros podem ser lidos durante os intervalos de trabalho ou levados pra casa. O Núcleo Técnico de Humanização é responsável pelo recebimento e registro das doações, além do controle das retiradas através de livro ata. • Palestras - mensalmente são realizadas palestras no Prédio da Administração com os temas de maior interesse levantados na pesquisa aplicada, no horário das 12h às 13h. Com este projeto espera-se contribuir para o desenvolvimento da cultura da humanização, por meio do exercício de ação solidária entre as pessoas no cotidiano de trabalho.


15 Entrevista Social Instituto de Medicina Física e Reabilitação Rede Lucy Montoro Foi observado que o ingresso de pessoas com deficiência física incapacitante ao Programa de Reabilitação apresentava diversos entraves devido à grande procura pelo tratamento, em média de 1.200 telefonemas/dia em busca de atendimento, o que gerava longa fila de espera para marcação da triagem. Com o objetivo de acolher a população que procura os serviços de reabilitação, oferecendo atendimento resolutivo ao paciente em potencial, encaminhando-o às Unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro de acordo com proximidade de moradia, ou à comunidade quando tratar-se de paciente fora dos critérios de elegibilidade, foi criado o Programa Entrevista Social. A Entrevista Social é um instrumento utilizado pelo assistente social do IMREA-HCFMUSP - Rede de Reabilitação Lucy Montoro que permite conhecer e acolher o usuário em potencial para tratamento de reabilitação. O processo ocorre anteriormente à triagem multiprofissional (médico fisiatra, assistente social e psicólogo). O acolhimento desenvolvido na Entrevista Social, tanto à família como ao paciente, oferece informações objetivas para que possam iniciar o processo de reabilitação. A Entrevista Social significou avanço nas práticas institucionais sob a perspectiva da humanização e da gestão, agregando qualidade ao serviço, agilidade ao atendimento e ao acesso à Instituição, o que representa melhoria do processo de triagem e redução de custo operacional.


16 Orientação Farmacêutica de Alta Hospitalar aos Pacientes Transplantados SAIBA MAIS SOBRE SEUS MEDICAMENTOS 2ª edição Núcleo de Assistência Farmacêutica - NAF Hospital das Clínicas - FMUSP 2011 Instituto do Coração A adesão do paciente ao tratamento medicamentoso pós transplante de coração e pulmão é essencial para evitar a rejeição e outras complicações. Em 2008, para os pacientes adultos de transplante cardíaco e pulmonar, e posteriormente, em novembro de 2010, para os pacientes pediátricos de transplante cardíaco, iniciamos o Projeto Orientação Farmacêutica de Alta Hospitalar aos Pacientes Transplantados no Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. No processo de orientação de alta hospitalar, a conscientização da importância dos medicamentos no sucesso do tratamento é realizada pelo farmacêutico. O objetivo principal é promover o uso racional dos medicamentos e o melhor entendimento do paciente sobre o seu tratamento, com consequente melhora na adesão dos pacientes à farmacoterapia. A orientação ao paciente transplantado e seu cuidador inicia-se durante a internação e segue até a primeira alta hospitalar. O farmacêutico realiza visitas, nas quais fornece material informativo e orientações sobre os medicamentos. Desde o início do projeto até março de 2013, foram realizadas 88 altas de transplante cardíaco adulto, 48 altas de transplante pulmonar, e 36 altas de transplante cardíaco pediátrico. Como demonstrado em vários estudos, atividades de atenção farmacêutica, como o de orientação de alta hospitalar, promovem o uso racional dos medicamentos e maior adesão ao tratamento medicamentoso, mas neste projeto verificamos também o desenvolvimento do vínculo: paciente e farmacêutico, promovendo, juntamente com os demais profissionais da equipe, a recuperação da saúde do paciente.


17 Ação Humanizada no Atendimento Ambulatorial Instituto Central A valorização e o bem estar do colaborador no seu ambiente de trabalho, a capacitação profissional, o respeito, e a participação efetiva no processo de gestão contribuem efetivamente para a qualidade do atendimento ao paciente. A boa relação com o colaborador deve ser foco de atenção da Organização, pois a partir dela é possível mudar processos que impactam no tratamento médico e na satisfação dos pacientes. O Prédio dos Ambulatórios do Instituto Central do Hospital das Clínicas atende em média 106.000 pacientes de alta complexidade por mês. O ambulatório da clínica de Otorrinolaringologia atende em média 6.000 pacientes/mês e por iniciativa da chefia médica foi solicitada a intervenção da Rede de Humanização do Instituto Central para aumentar o grau de satisfação dos pacientes e colaboradores que são atendidos e atuam na unidade. O projeto foi desenhado com o objetivo de aumentar o grau de satisfação dos colaboradores e dos pacientes no Ambulatório de Otorrinolaringologia; integrar a equipe multidisciplinar, melhorar a área física, ambiência, processos de atendimento ao paciente; identificar pontos fortes e outras necessidades de melhoria. A metodologia utilizada baseou-se na observação em campo do atendimento ao paciente, postura profissional dos colaboradores durante o atendimento ao paciente, integração da equipe multidisciplinar, ambiência, área física, mobiliário. A análise dos dados obtidos na observação permitiu a elaboração do diagnóstico situacional e da construção de planos de ação para serem desenvolvidos junto à área. A implantação do projeto de humanização no ambulatório favoreceu o desenvolvimento de ações voltadas aos pacientes, agilizando o processo de atendimento com a implantação do orientador de fluxo, implantação do sistema de senhas, adequação da área física. Houve substituição de mobiliário, capacitação dos colaboradores da recepção, criação de espaço de escuta do colaborador. Esta intervenção fortaleceu a criação de espaços de troca e de produção de conhecimento voltado para uma melhor qualidade de trabalho e promoção da saúde.


18 Trilhares de Redes Centro de Saúde Escola Butantã Ter informações sobre a rede de serviços de um determinado território não garante que os trabalhadores da saúde tenham uma visão holística das dificuldades e potencialidades da rede de serviços do SUS e também de ONGs, Associação de moradores, etc. A partir desta constatação, buscamos no Projeto Trilhares de Redes envolver todos os trabalhadores do Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa/Butantã (CSEB) nas relações interinstitucionais e pessoais das redes. O primeiro passo foi listar todas as instituições sociais, educacionais, lazer e cultura, entre outras, que de alguma forma complementam o trabalho de saúde desencadeada pelas equipes do CSEB, focalizando prioritariamente as instituições que atuam no mesmo território e, muitas vezes, com a mesma população. Ao todo foram 56 instituições relacionadas. Após este levantamento, os funcionários do CSEB foram agrupados em 56 duplas que realizaram visitas nas instituições para: • estreitar relações, através da troca de conhecimentos e experiências, com as instituições que complementam ou suplementam as ações de cuidado de saúde do CSEB; • confiabilidade no trabalho das pessoas envolvidas; • reunir informações atualizadas sobre estas instituições; • promover uma maior intimidade no uso do Guia da Cidadania pelos trabalhadores, através de um maior engajamento destes na sua confecção e autoria; • proporcionar aos trabalhadores do CSEB a possibilidade de olhar e repensar o nosso serviço a partir de outras experiências. Em seguida, realizou-se a revisão dos dados colhidos e criou-se o “Guia Saúde e Cidadania”. O Guia está acessível no serviço de Intranet (rede interna de microcomputadores) e também no site www.fm.usp.br/cseb


19 Núcleo Técnico e Científico de Humanização Grupos de Trabalho Coordenadora: Dra. Izabel Cristina Rios Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto da Criança – GTH-ICr E-mail: [email protected] Telefone: (11) 2661-8827 / 2661-8859 Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – GTH-ICESP E-mail: [email protected] Telefone: (11) 3893-2452 Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto de Radiologia – GTH-InRad E-mail: [email protected] Telefone: (11) 2661-7074 Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto Central – GTH-ICHC E-mail: [email protected] Telefone: (11) 2661-6290 Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Auxiliar de Cotoxó – GTH-HAC E-mail: [email protected] Telefone: (11) 3879-2347 Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto de Ortopedia e Traumatologia – GTH-IOT Email: [email protected] Telefone: (11) 2661-6940 Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto de Psiquiatria – GTH-IPq E-mail: [email protected] Telefone: (11) 2661-6520 Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Auxiliar de Suzano – GTH-HAS Email: [email protected] Telefone: (11) 4744-8250 Grupo de Trabalho de Humanização do Prédio da Administração – GTH-PA E-mail: [email protected] Telefone: (11) 2661-2417 Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto do Coração – GTH-InCor E-mail: [email protected] Telefone: (11) 2661-5013 Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Universitário – GTH-HU E-mail: [email protected] Telefone: (11) 3091-9204 / 3091-9542 Grupo de Trabalho de Humanização do Centro de Saúde Escola – GTH-CSE E-mail: [email protected] Telefone: (11) 3061-8577 Equipe: Gabriela de Souza Zemel Pedro Afonso Braz de Resende Roseli Simões da Silva Lima Grupo de Trabalho de Humanização do Instituto de Medicina Física e Reabilitação – Rede Lucy Montoro – GTH-IMREA E-mail: [email protected] Telefone: (11) 5549-0111 / 5180-7800 Apoio Técnico: Dr. Massayuki Yamamoto (Superintendência) Valéria Pereira de Souza (InRad)


Núcleo Técnico e Científico de Humanização - NTH Telefone: (11) 2661-2417 E-mail: [email protected] Site: www.hcnet.usp.br/humaniza Facebook: facebook.com/RedeHumanizaFMUSPHC Endereço: R: Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 Prédio da Administração, 6º Andar Cerqueira César - São Paulo - SP - 05403-010


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