Questões de Português da Cesgranrio: prepara-se para o BNDES
1. Indique o período em que o sinal de dois-pontos está sendo usado com a mesma
finalidade da que ocorre em:
Ademilton praticou uma atividade fundamental para a convivência: a arte de se
colocar no lugar do outro.
(A) O motorista disse: “Fiquei apreensivo com a experiência”.
(B) O escritor desenvolveu uma ótima ideia: a mistura entre realidade e ficção.
(C) Ele comprou um automóvel novo: o antigo estava sempre na oficina.
(D) A criança chorava sem parar: a mãe não queria fazer todas as suas vontades.
(E) A moça chegou perto do marido, eufórica: “Ganhamos na loteria!”.
2. Analise as frases.
I - Deve-se saber entender os outros a partir de seus pontos de vista.
II - Os solidários estão sempre atentos as dificuldades do próximo.
III - Devagar, conquistamos a confiança de todos.
Ocorre crase em
(A) I, somente.
(B) II, somente.
(C) III, somente.
(D) I e II, somente.
(E) II e III, somente.
3. Assinale a sentença em que a palavra mal é empregada com o mesmo sentido que
em “... mal se conheciam”.
(A) A cobiça é um mal da humanidade.
(B) Mal ele entrou, todos se levantaram.
(C) Eles cantaram muito mal no recital de ontem.
(D) Aprendeu a nadar, mas mal se sustenta na água.
(E) Verduras e legumes não fazem mal a ninguém.
4. Que sentença apresenta ERRO de concordância, de acordo com a norma padrão?
(A) Mais de uma função é atribuída à memória.
(B) Uma pequena parte dos antigos se dedicava à retórica.
(C) Quantos de nós conhecemos as regras fundamentais da oratória?
(D) Haviam relatos de pacientes que auxiliam o (diagnóstico do) médico.
(E) Decorar um discurso e dominar a oratória eram condições importantes para
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o bom orador.
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5. “... e a fazem funcionar dentro de padrões éticos.”.
O termo que apresenta função sintática idêntica à do exemplo em destaque é:
(A) “... face à chaga histórica que extenua os pobres.”
(B) “... inibe a audácia que os problemas sociais exigem.”
(C) “Ela equilibra a audácia.”
(D) “O excesso de audácia é a insensatez.”
(E) “Em condições normais significa a justa medida,”
6. São acentuadas graficamente pela mesma razão as palavras:
(A) audácia – prudência – imprescindíveis – equilíbrio
(B) política – sábia – destrói – ótimo
(C) catástrofes – histórica – econômica – entretém
(D) além – ninguém – você – órfão
(E) três – há – até – só
7. “Só assim evitar-se-ia que as crises, nacional e mundial, se transformassem em
drama coletivo de grandes proporções.”
As vírgulas, no segmento acima, ocorrem porque separam
(A) aposto.
(B) vocativo.
(C) oração coordenada.
(D) sujeitos.
(E) complementos.
8. O período escrito de acordo com a norma padrão é
a) O formigueiro, sobre cuja a destruição foi atribuída às crianças, era muito antigo.
b) O astrônomo de cuja teoria lhe falei vem ao Brasil no próximo semestre.
c) O planeta que moramos tem condições para abrigar várias formas de vida.
d) A constelação cuja a estrela principal se chama Alpha Centauri fica no Hemisfério
Sul.
e) O planeta Marte, cujo é vizinho próximo da Terra, não parece ter água em sua
superfície.
9. Em qual das seguintes frases falta o sinal indicativo da crase?
(A) Vou ser mais tolerante no trabalho a partir de agora.
(B) Passei a prestar mais atenção nas tarefas.
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(C) Na reunião, alguém me interrompia a todo instante.
(D) O evento vai acontecer de 2 a 4 de março.
(E) Entreguei a equipe de vendas os novos formulários.
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10. A classe da palavra destacada difere da classe das destacadas nas demais opções
em:
(A) “Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um
quase.”.
(B) “... é a desilusão de um quase.”.
(C) “... por essa maldita mania de viver no outono.”.
(D) “O nada não ilumina,”.
(E) “Um romance cujo fim é instantâneo...”.
11. O verbo destacado está flexionado INCORRETAMENTE em:
(A) Ele, finalmente, reouve a fé perdida.
(B) Assim que os vir, dê-lhes um forte abraço.
(C) Propus, na verdade, maior reflexão.
(D) Ninguém a deteu, embora sua escolha fosse arriscada.
(E) Durante muito tempo, cri em ideias não plausíveis 12. Assinale a opção em que a
regência do verbo destacado está correta, segundo o registro culto e formal da língua.
12. Assinale a opção em que a regência do verbo destacado está correta, segundo o
registro culto e formal da língua.
(A) Informei-a que o período turbulento havia terminado.
(B) Assistia a derrota daqueles que não acreditaram na oportunidade.
(C) Diante de tamanha pressão, chegou no seu limite.
(D) Neste momento, diante do ocorrido, todos reivindicam por tranquilidade devida.
(E) A constatação de que aquilo era verdadeiro custou-lhe dias difíceis.
13. Em “Redescobrir a estrada que percorremos ao longo da vida, ainda que você
seja jovem.”, a locução conjuntiva “ainda que pode ser substituída, sem alterar o
sentido da frase, por
(A) posto que
(B) uma vez que
(C) desde que
(D) contanto que
(E) logo que
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14. Assinale a opção em que a regência do verbo destacado difere da dos demais.
(A) “... exige de nós a capacidade de atuarmos em áreas...”
(B) “O sentir faz a ponte entre o pensar e o agir.”
(C) “... e consequentemente nos leva ao aprendizado.”
(D) “alguém perguntou a um velho se ele tinha crescido naquela cidade.”
(E) “... essa é a mensagem que nos ensina a resposta do velho sábio.”
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15. Em relação aos aspectos gramaticais, assinale a opção em que é respeitado o
registro culto e formal da língua.
(A) Não sei onde você pretende chegar com esse tipo de atitude.
(B) Devido o processo de seleção, precisamos nos capacitar.
(C) Entre mim e você não deve existir concorrência desleal.
(D) O profissional qualificado almeja ao seu espaço na empresa.
(E) A tolerância, a ousadia e a criatividade, fazem parte do perfi l de um bom
profissional.
Gabarito das questões
1. Resposta: B
Comentário: Em “Ademilton praticou uma atividade fundamental para a convivência:
a arte de se colocar no lugar do outro.”, os dois-pontos introduzem um aposto – a
expressão “a arte de se colocar no lugar do outro” esclarece o sentido de “uma
atividade fundamental para a convivência”.
A) Item errado – O motorista disse: “Fiquei apreensivo com a experiência”.
Os dois-pontos introduzem uma citação (discurso direto).
B) Item correto – O escritor desenvolveu uma ótima ideia: a mistura entre realidade
e ficção.
Os dois-pontos introduzem um aposto: a expressão “mistura entre realidade e ficção”
esclarece o sentido de “uma ótima ideia”.
C) Item errado – Ele comprou um automóvel novo: o antigo estava sempre na
oficina.
Os dois-pontos introduzem uma justificativa do que foi enunciado: o fato de o antigo
carro estar na oficina foi o motivo de ele ter comprado um carro novo.
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D) Item errado – A criança chorava sem parar: a mãe não queria fazer todas as
suas vontades.
Os dois-pontos introduzem uma justificativa do que foi enunciado: a justificativa
dada para a criança chorar sem parar foi o fato de a mãe não lhe querer fazer todas
as suas vontades.
E) Item errado – A moça chegou perto do marido, eufórica: “Ganhamos na loteria!”.
Os dois-pontos introduzem uma citação (discurso direto).
2. Resposta: B
Item I: errado – (versão corrigida) Deve-se saber entender os outros a partir de
seus pontos de vista.
Não existe crase, visto que a locução prepositiva “a partir de” tem como núcleo um
verbo.
Item II: correto – Os solidários estão sempre atentos às dificuldades do próximo.
O adjetivo “atentos” exige preposição “a” (quem está atento, está atento a), que se
funde com o artigo feminino “as”, referente ao substantivo “dificuldades”. Façamos a
correlação de “dificuldades” com palavra masculina; caso “as” se transforme em
“aos”, ocorrerá crase: atentos às dificuldades do próximo > atentos aos problemas do
próximo.
Item III: errado – (versão corrigida) Devagar, conquistamos a confiança de todos.
Não ocorre crase, dado que o “a” em “a confiança de todos” introduz objeto direto (o
“a” é artigo). Observemos a correlação de “confiança” com palavra masculina:
conquistamos a confiança de todos > conquistamos o crédito de todos.
3. Resposta: D
Comentário: Em “... mal se conheciam”, o termo “mal” equivale a “pouco”.
A) Item errado – A cobiça é um mal da humanidade.
mal = infortúnio; desgraça.
B) Item errado – Mal ele entrou, todos se levantaram.
mal = logo que.
C) Item errado – Eles cantaram muito mal no recital de ontem.
mal = de modo incorreto; erradamente.
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D) Item correto – Aprendeu a nadar, mas mal se sustenta na água.
mal = pouco.
E) Item errado – Verduras e legumes não fazem mal a ninguém.
mal = dano; efeito nocivo.
4. Resposta: D
A) Item correto – Mais de uma função é atribuída à memória.
Com as expressões mais de um, mais de uma, o verbo fica no singular.
Observação: Caso as expressões mais de um, mais de uma indiquem reciprocidade
ou venham repetidas, o verbo vai para o plural. Exemplos: Mais de um carro se
chocaram (reciprocidade). / Mais de um professor, mais de um aluno participaram da
reunião da direção (palavras repetidas).
B) Item correto – Uma pequena parte dos antigos se dedicava à retórica.
Quando o sujeito é representado por expressões partitivas (a maioria de, a
maior parte de, grande parte de, parte de, o grosso de, uma turma de, um
grupo de, uma multidão de etc.) + um nome no plural, o verbo pode concordar
tanto no singular como no plural. Assim, na frase em questão, o verbo pode ficar no
singular (concordando com “Uma pequena parte”) ou no plural (concordando com
“antigos”).
C) Item correto – Quantos de nós conhecemos as regras fundamentais da oratória?
Com pronomes interrogativos ou indefinidos no plural + “nós” ou “vós”, o verbo fica
na 3ª pessoa do plural ou concorda com “nós” ou “vós”. Desse modo, temos aqui duas
possibilidades de concordância: Quantos de nós conhecem (o verbo concorda com o
pronome interrogativo “Quantos”) OU Quantos de nós conhecemos (o verbo
concorda com o pronome pessoal “nós”).
D) Item errado – (versão corrigida) Havia relatos de pacientes que auxiliam o
(diagnóstico do) médico.
O verbo “haver”, quando for empregado com sentido de “existir”, “ocorrer”, ou
quando se refere a tempo decorrido, fica na 3ª pessoa do singular.
E) Item correto – Decorar um discurso e dominar a oratória eram condições
importantes para o bom orador.
Fica no singular o verbo cujo sujeito composto é constituído de verbos no infinitivo
(Exemplo: Decorar um discurso e dominar a oratória faz parte da atividade do bom
orador.). Acontece que, na questão em debate, temos o verbo “ser” + predicativo +
sujeito referente a “coisas”. Assim, há duas possibilidades de concordância: com o
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predicativo – preferível – (“eram” concorda com “condições”, ou com o sujeito
formado por infinitivos (era).
Observação: Quando os infinitivos forem antônimos ou estiverem determinados, o
verbo vai para o plural. Exemplo: Rir e chorar fazem bem (“rir” e “chorar” são
antônimos). / O estudar e o trabalhar fazem bem (os infinitivos estão determinados
pelo artigo “o”).
5. Resposta: B
Comentário: No trecho “... e a fazem funcionar dentro de padrões éticos.”, o
pronome “a” exerce a função de objeto direto (quem faz, faz algo).
A) Item errado – “... face à chaga histórica que extenua os pobres.”
Sujeito: oração adjetiva: que extenua os pobres. Substituição do pronome “que” pelo
antecedente: a chaga histórica (sujeito) extenua os pobres (objeto direto). Como o
pronome relativo substitui a expressão “a chaga histórica”, então ele é sujeito –
mesma função que o sintagma “a chaga histórica” exerceria.
B) Item correto – “... inibe a audácia que os problemas sociais exigem.”
O pronome que exerce a função de objeto direto. Vejamos: oração principal:
inibe a audácia; oração subordinada adjetiva: que os problemas sociais exigem;
substituição do pronome “que” pelo antecedente: a audácia (= que) os problemas
exigem; ordem direta: os problemas (sujeito) exigem a audácia
(objeto direto). Como o pronome “que” substitui “a audácia”, então ele é objeto direto
(quem exige, exige algo).
C) Item errado – “Ela equilibra a audácia.”
Na oração “Ela equilibra a audácia.”, o pronome “Ela” desempenha a função de
sujeito, e “a audácia”, o de objeto direto.
D) Item errado – “O excesso de audácia é a insensatez.”
Predicativo do sujeito: O excesso de audácia = sujeito; é = verbo de ligação; a
insensatez = predicativo do sujeito.
E) Item errado – “Em condições normais significa a justa medida,”.
Adjunto adnominal: Em condições normais = adjunto adverbial; normais = adjunto
adnominal (Observemos que o adjetivo “normais” especifica o sentido do substantivo
“condições”.); a justa medida = objeto direto.
6. Resposta: A
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A) Item correto – audácia – prudência – imprescindíveis – equilíbrio.
Todas as palavras são paroxítonas terminadas em ditongo oral, seguidos ou não de
“s”.
B) Item errado – política – sábia – destrói– ótimo.
política: proparoxítona; sábia: paroxítona terminada em ditongo oral; destrói:
ditongo aberto “oi” em oxítonas; ótimo: proparoxítona.
C) Item errado – catástrofes – histórica – econômica – entretém.
catástrofes – histórica – econômica: proparoxítonas; entretém: oxítona terminada em
“em”.
D) Item errado – além – ninguém – você – órfão.
além – ninguém – você: oxítonas terminada em “a”, “as”, “e”, “es”, “o”, “os”, “em”,
“ens”; órfão: paroxítona terminada em “ão”.
E) Item errado – três – há – até – só.
três – há – só: monossílabos tônicos terminados em “a”, “as”, “e”, “es”, “o”,
“os”; até: oxítona terminada em “e”.
7. Resposta: A
A) Item correto – Em “Só assim evitar-se-ia que as crises, nacional e mundial, se
transformassem em drama coletivo de grandes proporções.”, as vírgulas separam o
aposto “nacional e mundial” – expressão que explica o termo “crises”.
8. Resposta: B
A) Item errado – (versão corrigida) O formigueiro, cuja destruição foi atribuída às
crianças, era muito antigo.
Oração principal: O formigueiro era muito antigo; oração subordinada adjetiva
explicativa: cuja destruição foi atribuída às crianças (cuja = sua).
Observemos que o sintagma “cuja destruição” funciona como sujeito de “foi
atribuída”, por isso o pronome relativo não pode vir precedido da preposição
“sobre”. Além disso, “cuja” não aceita artigo – nem antes, nem depois.
B) Item correto – O astrônomo de cuja teoria lhe falei vem ao Brasil no próximo
semestre.
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Oração principal: O astrônomo vem ao Brasil no próximo semestre; oração
subordinada adjetiva restritiva: de cuja teoria lhe falei (de cuja = de sua). Ordem
direta da oração adjetiva: falei-lhe de cuja teoria (= falei-lhe de sua teoria).
C) Item errado – (versão corrigida) O planeta em que moramos tem condições para
abrigar várias formas de vida.
Oração principal: O planeta tem condições para abrigar várias formas de vida; oração
subordinada adjetiva: em que (ou no qual ou onde) moramos; ordem direta da
oração adjetiva: moramos em que {= no planeta}. Observemos que “em que” é
adjunto adverbial lugar.
D) Item errado – (versão corrigida) A constelação cuja estrela principal se chama
Alpha Centauri fica no Hemisfério Sul.
Oração principal: A constelação fica no Hemisfério Sul; oração subordinada adjetiva
restritiva: cuja estrela principal se chama Alpha Centauri (cuja = sua).
Como dissemos na alternativa A, o pronome “cuja” não aceita artigo.
E) Item errado – (versão corrigida) O planeta Marte, que é vizinho próximo da
Terra, não parece ter água em sua superfície.
O pronome “cujo” seria inadequado, visto que não existe uma relação de posse entre
o possuidor e o possuído, e esse pronome não pode ser seguido de artigo.
9. Resposta: D
A) Item errado – Vou ser mais tolerante no trabalho a partir de agora.
Não pode ocorrer crase, uma vez que o núcleo da locução adverbial “a partir de
agora” é verbo.
B) Item errado – Passei a prestar mais atenção nas tarefas.
A crase é proibida antes de verbo.
C) Item errado – Na reunião, alguém me interrompia a todo instante.
O pronome indefinido “todo”, além de ser vocábulo masculino, não aceita artigo, por
isso não pode ocorrer crase.
D) Item errado – O evento vai acontecer de 2 a 4 de março.
Quando o numeral estiver precedido da preposição “de”, não haverá crase, uma vez
que, por paralelismo, o vocábulo “a” é apenas preposição, e crase é a fusão da
preposição “a” com o artigo “a”.
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E) Item correto – Entreguei à equipe de vendas os novos formulários.
Aqui ocorre crase, pois acontece a fusão da preposição “a” exigida pelo verbo
“entregar” (entregar a quem?) com o artigo “a” que precede o substantivo “equipe”.
Observemos a correlação de “equipe” com vocábulo feminino: Entreguei ao time.
10. Resposta: C
A) Item correto – “Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a
desilusão de um quase.”.
Substantivo: o vocábulo “não”, originalmente advérbio, devido à presença do artigo
“o”, em “do”, passou a substantivo.
Aqui, ocorreu derivação imprópria – processo que ocorre quando determinada
palavra muda de classe gramatical, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão em
sua forma.
B) Item correto – “... é a desilusão de um quase.”.
Substantivo: O artigo “o” transformou o advérbio “quase” em substantivo: derivação
imprópria.
C) Item errado – “... por essa maldita mania de viver no outono.”.
Adjetivo: o termo “maldita” é adjetivo: caracteriza o substantivo “mania”.
D) Item correto – “O nada não ilumina,”.
Substantivo: O artigo “o” transformou o pronome indefinido “nada” em substantivo:
derivação imprópria.
E) Item correto – “Um romance cujo fim é instantâneo...”.
Substantivo: o vocábulo “fim” é tradicionalmente um substantivo, uma vez que
designa um ser em geral. Observemos que o termo “fim” está determinado pelo
pronome relativo adjetivo “cujo”. Aliás, é substantivo o vocábulo que esteja
determinado por artigo, numeral, adjetivo ou pronome. Exemplos de substantivos:
um mas; segundo não; estranho porquê; este sim.
11. Resposta: D
A) Item correto – Ele, finalmente, reouve a fé perdida.
Reouve (“reaver” conjuga-se como “haver”): eu reouve (houve), tu reouveste
(houveste), ele reouve (houve), nós reouvemos (houvemos), vós reouvestes
(houvestes), eles reouveram (houveram).
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B) Item correto – Assim que os vir, dê-lhes um forte abraço.
Vir: eu vir, tu vires, ele {você} vir, nós virmos, vós virdes, eles virem – futuro do
subjuntivo do verbo “ver”.
C) Item correto – Propus, na verdade, maior reflexão.
Propus (“propor” conjuga-se como “pôr”): eu propus (pus), tu propuseste (puseste),
ele propôs (pôs), nós propusemos (pusemos), vós propusestes (pusestes), eles
propuseram (puseram).
D) Item errado – (versão corrigida) Ninguém a deteve, embora sua escolha fosse
arriscada.
Deteve; O verbo “deter” conjuga-se como “ter”: eu detive (tive), tu detiveste
(tiveste), ele deteve (teve), nós detivemos (tivemos), vós detivestes (tivestes) eles
detiveram (tiveram).
E) Item correto – Durante muito tempo, cri em ideias não plausíveis.
Cri: eu cri, tu creste, ele creu, nós cremos, vós crestes, eles creram.
12. Resposta: E
A) Item errado – (versão corrigida) Informei-a de que o período turbulento
havia terminado. OU Informei-lhe que o período turbulento havia terminado.
Na frase em debate, o verbo “informar” apresenta como complementos dois objetos
diretos, o que é um erro. Esse verbo é transitivo direto e indireto, portanto um desses
complementos tem de vir preposicionado. Aliás, “informar” aceita dois tipos de
regência: informar alguém (Informei-a {a = objeto direto}) de alguma coisa
(Informei de que o período turbulento havia terminado {de que o período turbulento
havia terminado = objeto indireto}) OU informar a alguém (informei-lhe {lhe =
objeto indireto) alguma coisa (informei que o período turbulento havia terminado
{que o período turbulento havia terminado = objeto direto}).
B) Item errado – (versão corrigida) Assistia à derrota daqueles que não acreditaram
na oportunidade.
Com o sentido de “ver”, “presenciar”, o verbo “assistir” é transitivo indireto (assistir a
quê), portanto deve haver crase (fusão da preposição “a”, exigida pelo verbo, com o
artigo feminino que precede o substantivo “derrota”). Façamos a correlação de
“derrota” com palavra masculina; caso “a” se transforme em “ao”, ocorrerá crase:
Assistia à derrota > Assistia ao insucesso.
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C) Item errado – (versão corrigida) Diante de tamanha pressão, chegou ao seu
limite.
O verbo “chegar” exige um complemento iniciado pela preposição “a”, e não “em”
(chegar a quê? – Resposta: ao limite > objeto indireto). Observação:
Quando a expressão que completa o verbo “chegar” indica lugar, essa expressão
chama-se adjunto adverbial de lugar.
Exemplo: Chegamos ao cume da montanha (chegamos aonde? (ao cume da
montanha = aonde > adjunto adverbial).
D) Item errado – Neste momento, diante do ocorrido, todos reivindicam
tranquilidade de vida.
O verbo “reivindicar” é transitivo direto (reivindicar o quê?), por isso seu
complemento não pode vir preposicionado (reivindicam tranquilidade de vida
{tranquilidade de vida = objeto direto}).
E) Item correto – A constatação de que aquilo era verdadeiro custou-lhe dias
difíceis.
Com sentido de “ser difícil”, o verbo “custar” é transitivo indireto, e o pronome que
substitui o objeto indireto é o “lhe”.
13. Resposta: A
A) Item correto – posto que. mesmo valor
As locuções conjuntivas “ainda que” e “posto que” possuem o
semântico: são concessivas. As demais alterariam o sentido original.
B) Item errado – uma vez que = causal.
C) Item errado – desde que = condicional.
D) Item errado – contanto que = condicional.
E) Item errado – logo que = temporal.
14. Resposta: B
Comentário: Com exceção da alternativa B, todos os verbos são transitivos diretos e
indiretos.
A) Item errado – “... exige de nós a capacidade de atuarmos em áreas...”
Verbo transitivo direto e indireto: o verbo exige simultaneamente dois complementos
– objeto direto (sem preposição obrigatória) e objeto indireto (com preposição
obrigatória): exige o quê? – a capacidade de atuarmos em áreas = o.d.; exige de
quem? – de nós = o.i.).
B) Item correto – “O sentir faz a ponte entre o pensar e o agir.”
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Verbo transitivo direto: o verbo “fazer” necessita de um complemento sem preposição
obrigatória = objeto direto (faz o que? – a ponte entre o pensar e o agir = objeto
direto).
C) Item errado – “... e consequentemente nos leva ao aprendizado.
Verbo transitivo direto: o verbo “levar” exige simultaneamente dois complementos –
objeto direto (sem preposição obrigatória) e objeto indireto (com preposição
obrigatória): leva quem? – nos = o.d.; leva a quê? – ao aprendizado = o.i.).
D) Item errado – “alguém perguntou a um velho se ele tinha crescido naquela
cidade.”
Verbo transitivo direto e indireto: perguntou o quê? – se ele tinha crescido
naquela cidade = o.d.; perguntou a quem? – a um velho = o.i.).
E) Item errado – “... essa é a mensagem que nos ensina a resposta do velho
sábio.”
Verbo transitivo direto e indireto: a resposta do velho sábio {sujeito} ensina
o quê? – que = o.d {o pronome “que” retoma mensagem”}.; ensina a quem? – nos =
o.i.).
15. Resposta: C
A) Item errado – (versão corrigida) Não sei aonde você pretende chegar com esse
tipo de atitude.
Usa-se “aonde” com verbos que exigem a preposição “a” – verbos que dão a ideia de
movimento (ir a, dirigir-se a, chegar a, etc.): você pretende chegar A + Onde =
AONDE?
Observação: Emprega-se “onde” com verbos que exigem preposição “em”
– verbos que não dão a ideia de movimento (morar em, estudar em, estar em, etc.).
Exemplo: Esta é a faculdade onde estudo (quem estuda, estuda em algum lugar).
B) Item errado – (versão corrigida) Devido ao processo de seleção, precisamos (de)
nos capacitar.
A locução prepositiva de valor causal é “Devido a”, e não simplesmente “Devido”. A
preposição “de” exigida pelo verbo “precisar” é facultativa quando antecede infinitivo.
C) Item correto – Entre mim e você não deve existir concorrência desleal.
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Usa-se “mim”, visto que esse pronome não exerce a função de sujeito. Observemos a
frase na ordem direta: concorrência desleal (sujeito) não deve existir entre mim e
você.
D) Item errado – (versão corrigida) O profissional qualificado almeja o seu espaço
na empresa.
O verbo “almejar” é transitivo direto (quem almeja, almeja algo), por isso o
complemento verbal – objeto direto – não pode vir preposicionado.
E) Item errado – (versão corrigida) A tolerância, a ousadia e a criatividade fazem
parte do perfil de um bom profissional.
Não se coloca vírgula depois do vocábulo “criatividade”, visto que não se separa o
sujeito do verbo.
Questões retiradas das provas:
- PETROBRAS – Técnico em Logística de Transporte Júnior
- DECEA – Técnico de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo
- PETROBRAS – Profissional Júnior – Direito
- PETROBRAS – Nível Superior
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