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Trabalhos realizados no âmbito do processo RVCC – Secundário | Área de Competências de CLC – Cultura, Língua e Comunicação - Ler+ Qualifica
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Published by teresabagao, 2021-01-20 07:50:38

QUEM LÊ UM CONTO ACRESCENTA… UMA FOTOGRAFIA - Olhares a partir do conto “Avó e neto contra vento e areia”, de Teolinda Gersão

Trabalhos realizados no âmbito do processo RVCC – Secundário | Área de Competências de CLC – Cultura, Língua e Comunicação - Ler+ Qualifica
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Keywords: conto,fotografia,avó,neto,família

Trabalhos realizados no âmbito de CLC | RVCC - Secundário
(Grupo 6)

Centro Qualifica de Estarreja | 2019-2021

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FICHA TÉCNICA
_______________________________________________
Título da exposição | QUEM LÊ UM CONTO ACRESCENTA… UMA FOTOGRAFIA -
- Olhares a partir do conto “Avó e neto contra vento e areia”, de Teolinda Gersão
Trabalhos realizados no âmbito do processo RVCC – Secundário | Área de
Competências de CLC – Cultura, Língua e Comunicação | Ler+ Qualifica
Os candidatos (fotografias, títulos e textos) | Ana Sofia Rebelo, Andreia
Gomes, Carla Quintinha, Isabel Marques, José Silva, Leonilde Marques,
Marlene Laranjeiro, Paula Santos, Paulo Nunes, Rita Alexandra Oliveira, Sofia
Esteves
As formadoras de CLC | Cláudia Carvalho, Glória Silva, Teresa Bagão
CENTRO QUALIFICA DE ESTARREJA
Escola Secundária de Estarreja
Rua Dr. Jaime Ferreira da Silva
3860-256 Estarreja
Tel. 234 847 116
www.aeestarreja.pt
© Todos os direitos reservados. Os textos e as imagens são propriedade dos seus
autores. Respeite e valorize a propriedade intelectual.

2020-2021

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| ANA SOFIA REBELO |

Realizei este arranjo para a campa da minha avó, pois como ela me incutiu a paixão
pelas flores e não tive a oportunidade de lhe mostrar trabalhos meus, enquanto ela
era viva, agora faço-lhe trabalhos e vou-lhos levar ao cemitério - acredito que ela os vê
e que tem muito orgulho em mim.
O conto de Teolinda Gersão mostra a relação entre uma avó e o seu neto, o convívio e
o entendimento que existem entre eles, o que me fez lembrar a importância dos avós
na vida dos netos. Inclusivamente, da minha própria avó. Às vezes, só nos
apercebemos dessa importância já na idade adulta.
Logo que a sua neta vinha ter com ela, iam ambas tratar das flores, foi transmitindo a
sua paixão para alguém, e assim iam passando algumas horas dos seus momentos
únicos, tratando e apreciando a magia das flores.
De modo que fiquei apaixonada pela magia e tranquilidade que as flores lhe
transmitiam e um dia, quando adulta, decidi tirar o curso de Florista para poder fazer
trabalhos com flores.
De facto, o convívio entre gerações pode ser fundamental no crescimento de uma
criança. A literatura acaba por refletir a vida real.
Este arranjo floral foi feito para colocar na campa da minha avó, com o intuito de
agradecimento e saudade.

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| ANDREIA GOMES |

A minha mãe, Alexandrina, sempre tratou os animais domésticos como “família”. Esta
fotografia foi tirada no verão de 2017 numa consulta na veterinária, Dra. Isabel, que
habitualmente cuida dos nossos amigos de quatro patas e que gentilmente captou
este momento, em que eu não estava presente.
Esta fotografia teve um impacto gigante em mim. Numa simples troca de olhares, é
possível sentir a cumplicidade e o amor que os envolve. O amor é um sentimento tão
simples e envolvente. É arrebatador o amor entre esta avó e este neto!
É igualmente impactante a atitude da pessoa que captou a fotografia, por ter a
delicadeza de enviar-me a mesma, devidamente impressa e assinada. Acredito que viu
o mesmo que vejo, quando a tirou.

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| CARLA QUINTINHA |

Tinha sido uma noite muito atribulada.
Os primos não sabiam o que fazer ao Afonso, quando os gémeos se deitaram com os
primos para dormirem, pois já não era a primeira vez. O Afonso depois da história
começa a chorar e a dizer que não consegue dormir.
Olhava para ele e pensava “como vou fazer”?
O melhor era voltar às histórias e o irmão Duarte decidiu contar ele uma, então todas
contaram uma história.
Mas não foi suficiente! O livro As minhas Histórias foi relido várias vezes, até que, por
fim, adormeceu.

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| ISABEL MARQUES |

Considero muito importante o tempo que se passa em família. A ligação entre avós e
netos é importante para a partilha de saberes e tradições. As crianças com os avós
aprendem lições que vão levar consigo para a vida toda. Os avós também estão mais
disponíveis para tratarem dos seus netos, enquanto os pais estão a trabalhar, assim
também ajudam na educação das crianças.
Os avós protegem muito os seus netos, o que por vezes os “estraga” um pouco, mas o
que seria das crianças sem os mimos deles?
Neste conto, a avó foi afetada por uma experiência passada. A avó teve um momento
de fraqueza, dor, uma memória dolorosa, mas com toda a força que tinha conseguiu
não o demonstrar ao seu neto, para não o assustar. As avós têm esta capacidade de
não se deixarem ir abaixo em frente dos seus filhos e netos. Ser avó é ser mãe duas
vezes, é amar os seus netos incondicionalmente.

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| JOSÉ SILVA |

Na foto, com meu filho, é difícil escolher um só sentimento, quando se misturam
sentimentos de felicidade, proteção, alegria, cumplicidade, quando é cativante o seu
sorriso, e quanto é prazeroso tê-lo no meu colo!

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| LEONILDE MARQUES |

No conto “Avó e neto contra vento e areia” a Avó enfrentou vários obstáculos.
Um dos grandes obstáculos foi a perda dos seus óculos, que incapacitou a sua visão.
Isto levou a que esta se perdesse.
A velhice, normalmente, afeta a visão, por isso, é tão necessário usar óculos.

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| MARLENE LARANJEIRO |

O que mais me chama a atenção neste conto de Teolinda Gersão é, precisamente, a
relação que há na família. Esta história faz-me pensar numa situação real. Vou chamar-
lhe “O dia na praia em família”, porque está relacionada com a minha família, numa
ida à praia de todos nós.
Ficámos todos com ar saudável, as crianças cansadas, mas muito felizes, e um dia vão
lembrar-se dos longos dias bem passados na praia, como nós nos lembramos dos
nossos. O tempo em família deve ser valorizado.
A praia é um dos lugares mais calmos e relaxantes, é visitada por pessoas de todas as
idades e de vários países, como também de culturas diferentes da nossa. A praia é
universal.

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| PAULA SANTOS |

Nesta fotografia, a avó é a pessoa que segura na minha mão pequena por apenas um
tempo, mas, no meu coração, para sempre.

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| PAULO NUNES |

Nos dias ensolarados, saltávamos para a água da ria. Éramos destemidos e o lodo não
nos incomodava. A meninice regala-se nas brincadeiras e na liberdade, ingénuas sobre
os perigos.
Importa-nos o momento, rir à gargalhada, chapinhar, mergulhar e correr pela praia,
desafiando os amigos e o cão Tobias, sempre doido e brincalhão.
Desconhecemos a dimensão da paisagem e a geografia do mundo, pouco sabemos
dele (do mundo) e não nos importamos com isso. Aqui e agora somos felizes por viver,
meninos das águas e da praia. Queremos correr, correr, saltar, ser loucos e gritar!
O mundo gira tão depressa quanto crescemos e os momentos não se podem
desperdiçar.
Esta ria é divertida e nós, catraios, temos de a aproveitar, enquanto os pais pescam e
cozinham o peixe, saltamos e criamos casinhas de paus até ter fome e parar para
lanchar.

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| RITA ALEXANDRA OLIVEIRA |

Foi o dia em que realmente aceitei e compreendi mais um pouco a perda do meu
irmão. E aceitar faz-nos avançar como pessoas e tem acontecido aos poucos, pois
estagnei durante muitos anos.
Serra da Freita (tirada em 15/08/2019)

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| SOFIA ESTEVES |

O cão não é o protagonista deste conto, mas ele aparece no momento em que as
personagens precisavam de ajuda, sendo uma ajuda para a avó e o neto encontrarem
a direção para o café da praia.

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| SÓNIA PINTO |

Muitas vezes me disseram para não me preocupar, porque, quando nasce uma criança,
com ela nasce uma mãe. E percebi que o amor de uma avó/avô pelos seus netos é um
amor sem limites, incondicional, é como amar os seus filhos duas vezes.

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