PRIMEIROS SOCORROSPARA A MULHER MODERNAPOR LUANA FERREIRA JEFFERSON FERREIRA
Copyright © Luana Ferreira e Jefferson Ferreira FERREIRA, Luana. FERREIRA, Jefferson. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Primeiros socorros para a mulher moderna / Luana Ferreira e Jefferson Ferreira. – 1. ed. – São Paulo : Editora Panterona, 2025. 210 p. : il. ISBN 000-00-0000-000-0 1. Autoajuda.2. Psicologia feminina.3. Relações familiares.4. Autoconhecimento.5. Vida moderna.I. Título. CDD 158.1 CDU 159.923.2Todos os direitos desta edição reservados à Editora Panterona Ltda. São Paulo – SP – Brasil E-mail: [email protected]
SUMÁRIOPrefácio 1. A pessoa certa2. Diferença entre namoro e casamento3. Sexo Casual4. Idade feminina5. Dinheiro6. Quero um homem que seja homem!7. A salvadora8. Mania de limpeza9. Resolvendo conflitos10. Carreira, filhos e o sentido da vida11. Sogra e os parentes12. Atingindo o orgasmo13. Bolsa de primeiros socorros14. Exercícios propostos15. TESTES16. Referências BibliográficasAutoria
PREFÁCIO Mentiram para nós: disseram que um diploma, a carreira e o dinheiro solucionariam nossas vidas. Porém, na realidade não foi bem assim. Você pode claramente observar como muitas mulheres com carreira bemsucedida, estruturada e extremamente ricas estão infelizes, miseráveis e solitárias. Talvez você seja uma delas neste momento. Elas podem até dizer que “choram em Paris”, mas não importa: chorar, independente do lugar, ainda é chorar.Não adianta lustrar a decepção e tomá-la como vitória. Ou mesmo colocar defeito nas uvas, dizendo que “estão amargas” por não poder alcançá-las. Permanece o desejo de amar, ter um homem com quem compartilhar os momentos da vida, ter uma família, filhos, etc. No fim, homens e mulheres desejam a mesma coisa: um lar.Não é vergonha admitir que se deseja amar, casar e compartilhar a felicidade. Muito menos, desejar a paz de 5
um lar sem conflitos, ser tratada com respeito e ser amada como mulher. Tudo isso é muito bom! Não é uma romantização da vida, é a vida em sua plenitude, como deveria ser num relacionamento saudável. O amor de fato.É isso que o mundo moderno tenta retirar de nossas vidas. Seja pelo medo, desconfiança de amar, ignorância ou ceticismo. O mundo diz: “não há amor”, então o substituímos por alguma forma descartável. Preenchemos o vazio sem pensar, tentamos comprar a felicidade numaprateleira.Contudo, a questão nunca foi material! É só observar como a sociedade moderna nunca esteve tão materialmente rica e tão pobre em seus valores. Ou como algumas figuras públicas que tantos admiram com fama, dinheiro e sucesso não possuem ordem nos afetos. As vemos envolvidas em dramas conjugais terríveis, com uma quantidade enorme de traições e separações, restando apenas os fragmentos da família e o desolamento dos filhos. Sem demora, conclui-se que dinheiro, fama, honras não resolvem esse mar de lágrimas.6
Esses são os fragmentos que a modernidade esconde embaixo do tapete. Não querem lidar com os monstros criados: toda uma narrativa de liberdade, independência, segurança e felicidades individuais. Tudo vai por água abaixo. Apontam para uma felicidade material vazia de sentido.Nossa meta com esse livro é trazer sanidade aos relacionamentos e, principalmente, à mente feminina. Livrando-a de um discurso estereotipado, pobre, medroso e engessado. Geralmente carregado pela mesma superficialidade do mundo que os cria. Desse modo, vamos lidar aqui com as dores, contradições, dilemas e as sombras do nosso tempo. Desejamos que esse livro seja uma luz na escuridão.Evidentemente não há como resolver todas as mazelas dentro dos relacionamentos com apenas um movimento, não existe nenhum bálsamo milagroso. Cada uma de vocês terá que colocar ordem no próprio caos e lutar a partir do ponto que está, com as armas que têm.Assim, usem esse livro para reconhecer seus pontos cegos 7
e carregar um novo arsenal de ferramentas para enfrentar a vida de agora em diante.Por fim, desejamos instigar a coragem de amar, a autoconfiança, e dar alguma resposta às dores criadas pelo mundo moderno, que em sua loucura, manifesta o mais alto culto ao egoísmo e a infelicidade. Esse não é apenas mais um livro. É a construção de um legado de amor, esperança e bons casamentos. É isso que desejamos às nossas leitoras. 8
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1. A PESSOA CERTASerá que ele é a pessoa certa?”, “Vale a pena investir nessa relação?”, “Vai dar certo?”. Essas são as questões que mais escuto, seja na clínica ou nas caixinhas do Instagram. Contudo, todas elas passam longe das verdadeiras questões e dimensões sobre um relacionamento. A primeira questão séria a ser levantada é: eu estou realmente pronta para amar?Devido ao termo “amor” ser tão banalizado, já não possuindo muito significado. Dá-se o nome de amor para a paixão, a dependência emocional, o medo, o conformismo, ao oportunismo e todo tipo de desfuncionalidade que basta para unir um casal.Desse modo, a dúvida sobre a pessoa certa é vivida justamente da falta de autoconhecimento e da compreensão daquilo que seja um amor real e maduro. Dessarte, a mulher que não possui nenhuma orientação ou base para relacionamentos — ou seja, a grande maioria —10
encontra-se exposta à própria sorte, e logo, são feitas de palhaças.Primeiramente, o amor não são apenas afetos, como na paixão. O amor é aquilo que tende ao bem, possuindo como fundação a razão, sentimentos e a vontade. De modo que não se ama aquilo que é destituído do uso da razão, sem conhecimento, sem emoção, sem liberdade ou mesmo sem vontade.É óbvio que, no meio desse caminho, temos inúmeros desafios: a percepção do bem, o conhecimento do outro, nosso egocentrismo, nossas fantasias e desejos, nosso inconsciente, os medos, etc. Tudo isso torna o processo de amar bastante pedregoso.Muito embora o amor seja uma das possibilidades humanas, existe dentro de nós como potência. Ele exige que nos voltemos para fora, prestando atenção ao ser amado. De modo que, ao olhamos para o outro, devemos entender que não é ele quem nos preencherá, quem resolverá nossas questões e problemas, quem nos dará a felicidade. Isso não é amor — é carência. Ao contrário de 11
um afeto verdadeiro, isso é um “desamor”: tanto a si mesma, como ao outro.Quando essas mulheres perguntam sobre a pessoa certa, elas querem na verdade saber se o outro corresponderá àquilo que elas imaginaram sobre a própria vida. E, caso imaginem algo diferente, se o homem reagirá conforme pensado, modelando-se às próprias vontades dela. Elas desejam que o outro lhes dê a segurança que só pode ser obtida e alcançada por si mesma, diante das próprias escolhas.Todo ato de amar é também um ato de coragem. É isso que define a verdadeira capacidade de amar, em contraste com as paixões ilusórias. Quando amo, sei quem sou, desejo o melhor para o outro, conheço-o com razão e vontade. Por outro lado, quando peço por segurança ou permaneço insatisfeito com meus desejos, deixo de amar, volto para meu ego. Preocupo-me apenas comigo.Aqui, percebam, que a segurança não pode ser obtida pelo outro, mas deve ser conquistada em si. O outro pode apenas ser quem ele é. Eu posso apenas amálo, enquanto ele se desvela diante de meus olhos. 12