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COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E CORRESPONDÊNCIA

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Published by São Braz, 2017-01-31 09:38:08

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E CORRESPONDÊNCIA

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E CORRESPONDÊNCIA

Keywords: comunicação,correspondência

gestores da empresa. Caso haja algum tipo de coação, ou de ação negativa – frente às
sugestões apresentadas – os trabalhadores e demais públicos logo perceberão a sua
inutilidade.

Mala direta e boletim

A mala direta é um instrumento de comunicação enviado pelas empresas, com
informações promocionais, através de mala postal dos correios. São folhetos, pros-
pectos, folders e catálogos bastante utilizados pela área comercial e de marketing das
empresas.

Quando bem empregado, é um canal relativamente barato para atingir alguns
públicos específicos e previamente selecionados, porém deve ser utilizado em uma
frequência de envio correta para que os receptores não se cansem de recebê-las.

O boletim é um jornal com poucas páginas e acabamento simples. Pode ser im-
presso em folhas sulfite (A4) na própria empresa. Sua redação deve ser sincera, amis-
tosa, honesta e simpática e deve seguir as mesmas considerações realizadas no jornal
mural. Os colaboradores podem levar as informações do boletim para sua família – in-
tegrando os ambientes e fortalecendo os relacionamentos.

Entre suas características, estão:

periodicidade – pequenos intervalos entre as edições;

atualidade – próprio para informações imediatas;

universalidade – por ter poucas páginas apresenta poucos temas;

difusão – exige rápida difusão.

Relatório público anual Gêneros e documentos empresariais modernos

É um instrumento da comunicação dirigida que faz uma prestação de contas de
suas atividades aos seus diferentes públicos.

Na atualidade, várias empresas trabalham com afinco no relatório público, pois é
uma forma de a empresa mostrar transparência de suas atividades bem como conse-
guir a credibilidade de seus públicos.

Os relatórios devem ter a parte financeira colocada em linguagem clara e adequa-
da ao público, que, muitas vezes, não domina as técnicas das finanças. Devem conter

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Gêneros e documentos empresariais modernos também informações sobre o desempenho anual da empresa e suas perspectivas fu-
turas. As ilustrações e os gráficos ajudam no entendimento dos leigos.

O grupo de acionistas da organização é um público bastante interessado nos re-
latórios publicados, os quais devem ser enviados também ao público externo (como a
imprensa, as instituições bancárias e os órgãos governamentais) e ao público misto (os
fornecedores e os distribuidores).

Existem empresas que estão divulgando esse relatório também ao público inter-
no, para que os trabalhadores conheçam a realidade da empresa onde atuam.

Os relatórios anuais abordam os seguintes aspectos: mensagem de administra-
ção; diretrizes empresariais; caracterização da empresa; destaque no mercado; ope-
rações de pessoal; infraestrutura administrativa; mercado de ações; avisos de assem-
bleias anuais; e/ou outros itens decorrentes das especificidades da empresa.

Algumas características gerais do relatório: clareza, exatidão, concisão, tempes-
tividade, pertinência, ilustração e atração. Conheça exemplos de empresas que divul-
gam seus relatórios anuais, como Sambra, Bradesco, Coopersucar, HSBC, Petrobrás, a
maioria delas divulga o relatório no seu site.

Texto complementar

Comunicação por e-mail nas organizações

(NUNES, 2009)

[...]

O e-mail nas organizações vem ganhando espaço a cada dia, e em algumas si-
tuações tem até substituído algumas cartas, ofícios e outras comunicações internas,
por sua praticidade, velocidade de envio da informação e informalidade.

Mas como escrever um bom e-mail? Eis a questão que quero abordar aqui.

Em primeiro lugar, temos que sempre lembrar de alguns pontos:

1. Para quem você está enviando esse e-mail? Para o seu supervisor, chefe,
colega de trabalho, fornecedor etc.?

Lembre-se de que a linguagem escrita é fria, não há as expressões faciais, sorri-
sos, tom de voz, portanto cada palavra deve ser escolhida a dedo para não gerar um
mal-entendido ou transmitir grosseria.

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Nesse caso, se for para uma pessoa apenas, é educado citar o nome da pessoa Gêneros e documentos empresariais modernos
a quem se endereça e o cumprimento.

Ex.:

Sr. Luiz,

Bom dia!

Isso faz com que a pessoa que lê sinta a pessoalidade da mensagem e transmite
uma certa simpatia.

Quando não sabemos a patente da pessoa, na dúvida, mantenha sempre o Sr.
ou Sra. antes do nome, e claro se sabemos a patente colocamo-la corretamente.

Ex.:

Dr. Luiz,

Boa tarde!

2. Em caso de e-mail enviado para diversas pessoas, o ideal é generalizar e não
citar o nome de todos.

Ex.:

Prezados Colaboradores,

Bom dia!

3. Outra observação a se fazer é com o conteúdo do e-mail, o que escrever e
como escrever para não perder a formalidade com o colega de trabalho e, claro,
fazer com que ele entenda o que se escreve.

Para isso, deve-se evitar as abreviações muito usadas na internet, como: vc, tb,
pq, e também evitar palavras com grafia “inventada” no mundo virtual como: naum,
aki e outros. Para isso, atente-se às regras de regência verbal, nominal, concordân-
cias, regra de acentuação gráfica e à grafia correta das palavras.

4. Evite escrever com letras em CAIXA ALTA, porque dá a impressão ao leitor
de que VOCÊ ESTÁ GRITANDO! Sentiram a diferença? Use esse recurso para escrever
siglas. Ex.: IBGE, IBAMA etc.

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Gêneros e documentos empresariais modernos 5. Ao escolher o assunto do e-mail, dê referências para que realmente o leitor
entenda o contexto do e-mail, evite: URGENTE! IMPORTANTE! Se você tiver alguma
referência que identifique todos os seus e-mails, é importante manter sempre no
título. Ex.: CT 2222 – Xxxxxxx. Com essa atitude simples fica fácil o leitor encontrar
seus e-mails que foram arquivados, pelo assunto.

6. Ao despedir-se lembre-se de uma regra simples e eficaz: se o e-mail é para
alguém com cargo superior ao seu, use o “Respeitosamente”, se não for para alguém
superior a você use o “Atenciosamente”. Essa regra inclusive é praticada pela Reda-
ção Oficial.

7. Colocar uma assinatura sua, com seu nome, telefone e o nome da empresa,
é imprescindível.

[...]

Ampliando conhecimentos

O livro Redação Empresarial: escrevendo com sucesso na era da globalização, da
autora Miriam Gold (Editora Makron Books), aborda e traz exemplos de redações em-
presariais e você pode utilizá-lo como um guia diário no ambiente de trabalho.

Atividades

1. Por que devemos considerar que as correspondências não são apenas simples
instrumentos de comunicação nas empresas?

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2. Cite cinco tipos diferentes de correspondências empresariais. Gêneros e documentos empresariais modernos

3. Palavras rebuscadas e de difícil entendimento devem ser evitadas nas corres-
pondências empresariais? Por quê?

Referências

BRASIL. Presidência da República. Manual de Redação da Presidência da Repú-
blica. 2. ed. rev. e atual. Brasília: Presidência da República, 2002.
CASTRO, Maria Alice. Netiqueta: guia de boas maneiras na internet. São Paulo: No-
vatec, 1997.
CESCA, Cleuza G. G. Comunicação Dirigida Escrita na Empresa. São Paulo:
Summus, 1995.
GOLD, Miriam. Redação Empresarial: escrevendo com sucesso na era da globali-
zação. São Paulo: Makron Books, 2001.
KUNSCH, Margarida. Planejamento em Relações Públicas na Comunicação Inte-
grada. São Paulo: Summus, 2003.

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Gêneros e documentos empresariais modernos MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. São Paulo: Atlas, 2001.
NUNES, Simone. Comunicação por E-mail nas Organizações. Disponível em:
<www.administradores.com.br/artigos/comunicacao_por_e-mail_nas_organizacoes/
21701>. Acesso em: 24 set. 2009.

Gabarito

1. Porque a produção da correspondência empresarial e seu texto podem influen-
ciar nas representações que os públicos possuem da empresa. Por meio de suas
comunicações, a imagem da empresa pode ser fortalecida ou tornar-se negati-
va perante seus públicos.

2. Memorando, ofício, cartas comerciais, aviso e e-mail.
3. Sim, porque as correspondências devem conter um texto claro, conciso e obje-

tivo. Devemos pensar sempre no receptor e nas possíveis formas de compreen-
são da mensagem enviada.

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Gêneros e documentos empresariais modernos 57



Língua padrão escrita,
qualidade e argumentação

Iniciaremos esta aula com uma pergunta: você sabe o que é“língua”? Para respon-
der a essa pergunta, vejamos o que nos diz Faraco e Tezza (1992, p. 9):

A língua é uma das realidades mais fantásticas da nossa vida. Ela está presente em todas as nossas
atividades; nós vivemos entrelaçados (às vezes soterrados!) pelas palavras; elas estabelecem todas
as nossas relações e nossos limites, dizem ou tentam dizer quem somos, quem são os outros, onde
estamos, o que vamos fazer, o que fizemos. [...] É pela linguagem, afinal, que somos indivíduos
únicos: somos o que somos depois de um processo de conquista da nossa palavra, afirmada no
meio de milhares de outras palavras e com elas compostas.

De acordo com os autores acima, podemos compreender que é por meio da
língua e da linguagem que constituímos nossas ideias, valores, crenças e filosofias. A
linguagem utilizada na empresa também percorre o mesmo processo. Quem produz
as informações na empresa também enviará contextos das ideias, dos valores e das
crenças da empresa. Muitos erros acontecem nessa transmissão de mensagens, pois
temos dificuldades com a forma escrita da língua. Falar, a forma falada da língua, é
mais fácil.

Segundo Faraco e Tezza (1992), a língua pode ser separada em duas categorias: a
língua falada e a língua escrita. A primeira categoria que aprendemos é a língua falada,
a fala. Em seguida, surge a escrita – que tanto na nossa vida pessoal como no contexto
histórico da humanidade também surgiu depois da fala.

Na fala das pessoas, verificam-se algumas variedades que são decorrentes de
razões envoltas no contexto social em que vivem, como, por exemplo:

a) a região do falante – Faraco e Tezza exemplificam a diferença de pronúncia
com a palavra leite. Em algumas regiões se fala leite em outras regiões se fala
leitchi. O vocabulário também pode ser diferenciado, por exemplo, aipim
e macaxeira; vina e salsicha; penal e estojo. Outro exemplo: as pessoas que
moram no Rio de Janeiro, em sua grande maioria, ao pronunciar a consoan-
te “s” em palavras como posto, história, pronunciam o som da consoante “x”
(fala-se poxto, hixtória). O português do Maranhão é falado semelhante ao de
Portugal. E os paulistanos e mineiros pronunciam com bastante força o som
da consoante “r”;

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Língua padrão escrita, qualidade e argumentação b) o nível social do falante – nessa questão estão envolvidos os recursos esco-
lares, a forma de compreensão e prática da leitura e escrita, algumas concor-
dâncias verbais advindas de uma educação mais formal. Exemplo: nós vamos e
nóis vai ou menos e menas;

c) a situação da fala – este item se refere a todas as condições socioculturais que
envolvem a fala em determinados momentos. Nós empregamos diferentes
formas de linguagem dependendo do local onde estamos, para quem esta-
mos falando e sobre o que abordaremos. Exemplo: conversa com um chefe de
departamento e conversa com uma vizinha em casa.

Mesmo com tantas variações, conseguimos, quase sempre, nos entender e com-
preender, pois seguimos um padrão para o desenvolvimento da fala e da escrita – a
gramática.

Importante salientar que a gramática não é um processo estático, fixo.

A gramática é viva e se modifica juntamente com a história e com os conceitos
culturais e sociais que são vivenciados em cada década, em cada século. O seu objetivo
é estruturar as formas linguísticas que utilizamos ao repassar as informações. Essas es-
truturas são padrões preestabelecidos. Quando seguimos esses padrões de gramática,
podemos chamá-la de língua padrão ou norma culta. São as regras que estão nos livros
didáticos, que são ensinadas na escola.

Existem autores que trabalham com o termo “preconceito linguístico”. Ele aconte-
ce quando as pessoas não utilizam essa gramática ideal, tanto na fala como na escrita.
A exigência de que a língua falada siga os padrões da língua escrita faz com que muitas
vezes os sujeitos se desmotivem com práticas de texto e não consigam, na escrita, de-
senvolver o mesmo tipo de pensamentos e reflexões. Ainda, segundo Bagno (2006),

[...]toda variedade linguística atende às necessidades da comunidade de seres humanos que a
empregam. Quando deixar de atender, ela inevitavelmente sofrerá transformações para se adequar
às novas necessidades.

Para as ciências da linguagem, não existe erro na língua. Se a língua é entendida como um sistema
de sons e significados que se organizam sintaticamente para permitir a interação humana, toda e
qualquer manifestação linguística cumpre essa função plenamente. A noção de “erro” se prende
a fenômenos sociais e culturais, que não estão incluídos no campo de interesse da Linguística
propriamente dita, isto é, da ciência que estuda a língua “em si mesma”, em seus aspectos
fonológicos, morfológicos e sintáticos. Para analisar as origens e as consequências da noção de“erro”
na história das línguas será preciso recorrer a uma outra ciência, necessariamente interdisciplinar,
a Sociolinguística, entendida aqui em sentido muito amplo, como o estudo das relações sociais
intermediadas pela linguagem.

Essas discussões teóricas sobre a linguagem nos fazem refletir sobre a sua intera-
ção direta na cultura de cada falante. Ao tratarmos da comunicação empresarial e suas
correspondências na forma da língua escrita, é importante utilizar uma linguagem
dentro dos padrões gramaticais ideais.

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Língua padrão e qualidade na comunicação

Na comunicação empresarial, a língua padrão deve ser utilizada. Porque, segundo Língua padrão escrita, qualidade e argumentação
Gold (2001, p. 10), somente a língua padrão, nos textos empresariais, evitará:

o uso de termos compreendidos só por uma das partes envolvidas na comu-
nicação;

o uso de expressões informais, pois como tudo que nos é mais próximo, elas
tendem a evocar mais intensamente nossas situações emocionais. Essas ex-
pressões, por serem próprias a grupos de amigos ou familiares, determinam a
quebra de uma imparcialidade na transmissão de informação e, consequente-
mente, a possibilidade de descrédito da mensagem;

a ocorrência de quebra dos procedimentos gramaticais que constroem a
imagem do letramento, isto é, de um grau de escolaridade propiciador de
credibilidade.

A língua padrão utilizada na comunicação empresarial escrita precisa ter um colo-
quialismo formal e moderado, modernizando o texto – para evitar palavras de décadas
passadas. Mas, lembre-se, há um limite. O coloquialismo exagerado faz com os textos
empresariais percam sua credibilidade, assim, gírias, verbosidade, jargões técnicos e
chavões devem ser evitados. Temos sempre que lembrar que um texto possui as se-
guintes condições de produção:

a) é produzido por um autor determinado;

b) dirige-se a um leitor (potencialmente) determinado;

c) trata-se de um assunto único, uma unidade temática;

d) é produzido em uma determinada situação concreta e social.

A linguagem, tanto falada ou escrita, segundo Faraco e Tezza (1992), é altamente
reveladora. Ela transmite, além das informações básicas da mensagem, a classe social,
a região onde vive, o ponto de vista, a escolaridade e a intenção do falante.

Desse modo, pode-se perceber que a linguagem e as palavras possuem um
índice de poder, um poder de persuasão e um poder de informar o que desejamos
transmitir.

Na comunicação empresarial esse processo se repete. A eficácia da comunicação
empresarial se dá quando o público dá a resposta que se espera (GOLD, 2001), é pela res-
posta que conseguimos verificar o nível de eficácia de nossa comunicação. Vários exem-
plos de textos mal escritos tornam as providências demoradas e mal-entendidas.

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Língua padrão escrita, qualidade e argumentação Gold (2001, p. 5) nos cita um exemplo:

Uma grande empresa precisava alertar seus credenciados sobre várias mudanças, algumas fun-
-damentais, outras nem tanto. Na estruturação da carta, as informações menos importantes obtiveram
tanto destaque que os credenciados não valorizaram as outras, as principais. Consequência: os pro-
-cedimentos adotados só atenderam em parte ao que foi solicitado, fazendo com que houvesse
posteriormente um gasto extraordinário de tempo com telefonemas explicativos.

Para se obter a eficácia e, consequentemente, uma qualidade no texto empresa-
rial, devemos seguir algumas características, como:

concisão – expressar o máximo de informações com o mínimo de palavras;

objetividade – expor ao destinatário as ideias relevantes, as principais;

clareza – é necessário uma organização mental das ideias e uma boa execução
com as palavras;

coerência – conexão de sentido de relação entre as palavras, ligação e
harmonia.

A linguagem formal utilizada na comunicação empresarial não precisa ser rebusca-
da, antiquada, há possibilidades de modernizá-la por meio de um coloquialismo moderno.
Essa modernização, na comunicação empresarial escrita, ocorreu a partir do final dos anos
1970, como resultado de um contexto econômico em que a luta por uma fatia do mercado
mundial se tornou muito competitiva.

Assim, surgiu uma redação de forma mais clara e objetiva, que trabalha na dire-
ção da qualidade total, discriminando os procedimentos e padrões cotidianos, uma
linguagem concisa, sem ambiguidades, com agilidade para o entendimento das
informações.

Veja, agora, os dois parágrafos abaixo. Eles possuem o mesmo conteúdo, porém
um está escrito de forma mais rebuscada – outro de maneira mais simples (GOLD, 2001,
p. 11. Adaptado.)

CARTA ANTIQUADA

Desejamos acusar o recebimento do seu prezado favor datado de 12 de outubro próximo passado, junto ao
qual V. Sas. tiveram a gentileza de nos encaminhar os documentos relativos às mercadorias por nós enco-
mendadas.

CARTA MODERNIZADA

Informamos que recebemos as mercadorias encomendadas, assim como os documentos a elas relativos,
anexos à sua carta de 12/10/2009.

Entre os principais vícios da língua escrita que devemos evitar na comunicação
empresarial estão:

verbosidade – dizer de forma complexa o que pode ser dito de forma simples.
Exemplo, a frase: “Como resultante de persistência e continuada cognição in-

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satisfatória de nossos atuais empregados (...)”, pode ser escrita: “A insatisfação Disponível em: <www.paratexto.com.br>.
contínua de nossos empregados (...);

chavões – expressões antigas que não devem ser utilizadas nos textos moder-
nos. Exemplo: debalde, destarte, outrossim;

tautologias – repetição de uma ideia já posta. Exemplo: elo de ligação, acaba-
mento final, fato real, retornar de novo;

coloquialismo excessivo – é uma maneira muito informal ou com gírias. Exem-
plo: gírias como: e aí? Tipo assim (...);

jargão técnico – palavras específicas de grupos profissionais, como advoga-
dos, engenheiros.

Veja nos dois exemplos abaixo (GOLD, 2001, p. 25. Adaptado.) o mesmo conteúdo,
sendo que o primeiro utiliza um texto com verbosidade e jargão técnico e o segundo
traz o texto corrigido de forma objetiva e simples.

TEXTO CONFUSO

Visando ajudar os órgãos no entendimento da Circular 4.522/95, esclarecemos que, no âmbito interno, há
uma delegação subentendida, da direção da Companhia aos superintendentes de órgãos e chefes de ser-
viço, via tabela de limite de competência, para definir que contratos devem ter prosseguimento nas bases
pactuadas e quais os que deverão ser objeto de reavaliação.

TEXTO CORRIGIDO

Visando ajudar os órgãos no entendimento da Circular 4522/95, informamos que a Tabela de Limite de Com-
petência em vigor na Companhia é válida para estabelecer quais os contratos que devem prosseguir nas
bases pactuadas e quais os que deverão ser objeto de reavaliação.

TEXTO PROLIXO Língua padrão escrita, qualidade e argumentação

Os clientes consideram que a utilização de um caixa automático para transações bancárias não só é mais
conveniente, mas também é mais barata do que lidar com os caixas no balcão. Eles acham moroso este
último tipo de transação.

TEXTO SIMPLES

Os clientes consideram as transações feitas em caixas automáticos mais convenientes, mais baratas e menos
morosas do que nos caixas convencionais.

TEXTO PROLIXO

Você nos avisará com antecedência dentro de sete dias sobre qualquer mudança em material que afete o
risco em anexo a qualquer uma das prioridades seguradas. Podemos, por nossa própria opção, depois desse
aviso, eleger descontinuar o seguro ou, alternativamente, continuar o seguro dependendo de um aumento
de prêmio.

TEXTO SIMPLES

Com antecedência de sete dias, você nos avisará de qualquer mudança de risco em anexo. Após esse aviso,
podemos descontinuar ou continuar o seguro dependendo de um aumento de prêmio.

Nos próximos exemplos podemos observar as redundâncias no primeiro texto. Já
no segundo está reescrito de forma objetiva e simples.

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Língua padrão escrita, qualidade e argumentação TEXTO COM REDUNDÂNCIAS

(GOLD, 2001, p. 39. Adaptado.) Prezados Senhores,
Em resposta à sua gentil solicitação a nós enviada pelo digníssimo representante de V. Sas., Sr. Eldoro Cunha,
viemos, através desta, informar que já se encontram à sua disposição nossos estúdios para a gravação dos
disco em epígrafe.
Conforme contato pessoal com o representante supracitado de V. Sas., os estúdios deverão ser utilizados nos
dias 28 e 29 p.p.
Outrossim, comunicamos que o custo total pelo uso do estúdio e dos equipamentos sofrerá um desconto de
10% (dez por cento), de acordo com o que ficou estabelecido em nossa última reunião, em 20-2-97.
Sem mais que se nos possa apresentar para o momento, despedimo-nos.

TEXTO CORRIGIDO

Prezados Senhores,
Em resposta à solicitação do Sr. Eldoro da Cunha, informamos que se encontram à disposição, nos dias 28 e
29 de abril, nossos estúdios para a gravação de seu disco.
Comunicamos ainda que, de acordo com o estabelecido em nossa reunião em 20/02/97, o custo total sofrerá
um desconto de dez por cento.
Atenciosamente.

Textos de informação aos públicos organizacionais

O texto de informação é utilizado basicamente para informar o leitor. Habitual-
mente não possui opiniões expressas em sua escrita, embora nenhum texto seja com-
pletamente imparcial – nesse caso, as opiniões apenas não estão explícitas no texto.

Um bom texto informativo se concentra num assunto específico, tudo no texto
deve ser direcionado a esse tema e deve-se utilizar frases curtas.

Veja o exemplo de um bom texto, citado por Faraco e Tezza (1992, p. 132):

A prefeitura de Iracemápolis, interior de São Paulo, está erguendo um alambrado em torno da
área urbana. Quando ficar pronto, ninguém entrará na cidade despercebido. Em toda parte haverá
câmaras conectadas à Polícia Militar. Os moradores aprovam o projeto.

Um texto bem escrito segue uma ordem de informações que são divididas em
parágrafos. As informações não devem ser “atropeladas”, devem seguir uma sequência
natural.

Vejamos mais um exemplo de texto de informação na comunicação empresarial
(GOLD, 2001, p. 45):

Senhor Credenciado
Estamos enviando em anexo o Comunicado CIEFAS 7/93, que contém alterações nas Instruções Gerais e
a nova Tabela de Honorários Médicos, decorrente do convênio CIEFAS/AMB>
Informamos, ainda, que os novos procedimentos, assim como a nova tabela, estão em vigor em nossa
empresa a partir de 01/05/08.
Atenciosamente.

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Texto de opinião e texto crítico
aos públicos organizacionais

O texto de opinião tem como objetivo provocar uma reação no leitor, pois traba- Língua padrão escrita, qualidade e argumentação
lha com os sistemas de valores das pessoas. Toda informação colocada na mensagem é
uma escolha realizada pelos produtores do texto. Esse tipo de texto também transmite
informações aos públicos, mas estão planejadas para explicitar uma opinião sofre os
fatos narrados.

Muito comum no dia a dia, o texto de opinião traz uma série de argumentos para
convencer o leitor.

Em um texto de opinião é importante destacar claramente qual o ponto de vista
pessoal ou empresarial do tema e saber utilizar os recursos argumentativos. Algumas
dicas para a realização de um bom texto de opinião:

seja específico em suas opiniões a respeito do tema em discussão;

cite dados alheios, estatísticas, artigos de revistas, números de gráficos e relatórios;

faça um esquema prévio das argumentações a serem realizadas no texto;

pense, sempre, no seu leitor. Tente compreender como ele entenderá seu texto.

As empresas utilizam o texto de opinião quando necessitam mostrar seu posicio-
namento frente a algum tema ou acontecimento social. Segue um exemplo adaptado
de Gold (2001, p. 61):

Prezado Senhor,
Em resposta ao documento reivindicando indenização por perdas materiais, concluímos, após análise
de seu processo, que não há qualquer possibilidade de a Companhia proceder ao pagamento.
Se desejar, entre em contato para marcarmos uma reunião pessoal.
Atenciosamente.

No texto crítico, existe uma mescla entre o texto de informação e o texto de opi-
nião. Qualquer argumentação para um texto crítico deve possuir dois traços essenciais:
o primeiro é a informação e o segundo, a opinião.

As organizações utilizam, normalmente, quando necessitam esclarecer situações
aos públicos – advindas de desencontros ou desentendimentos. É uma produção tex-
tual que parte de um processo reflexivo com o objetivo de gerar um conteúdo com
crítica construtiva e bem fundamentada.

Veja o exemplo de texto crítico:

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Língua padrão escrita, qualidade e argumentação Prezado Senhor,
Reiteramos respeitar o juízo e a ética profissional desta Instituição, mas temos um papel a cumprir: zelar
para que o quadro de credenciados prime pela qualidade, tanto na técnica quanto no atendimento aos
nossos empregados.
A fim de nortear nossas ações, contactamos o empregado e podemos afiançar que suas críticas não
foram baseadas na emoção do momento doloroso, mas, muito pelo contrário, foram racionais e equili-
bradas.
Atenciosamente.

Para finalizar esta aula, uma frase de Faraco e Tezza (1992):“todo texto é um ponto
de encontro”. Um texto é um encontro entre as linguagens, entre os sujeitos, entre as
pessoas, entre as empresas que estão se comunicando. Por isso, a extrema importância
da linguagem para o nosso cotidiano, em qualquer âmbito da vida – no trabalho, na
escola, na família, nos relacionamentos.

Em tempos de globalização e de grandes mudanças econômicas, a luta pela so-
brevivência das empresas deve passar por um investimento em informação e interação
dos públicos organizacionais.

Texto complementar

A arte de negociar

(VANETTI, 2009)

Após alguns anos ministrando cursos in company, pude concluir que o homem
de negócios, o executivo moderno, às voltas com telefonemas, e-mails, cotações,
relatórios, ofícios, almoços com representantes, é um artista por excelência. Afinal
de contas, é preciso dominar todo um intrincado conjunto de estratégias para que
o objetivo final, a satisfação do cliente, seja alcançado. E, entre todas as estratégias
a serem dominadas e utilizadas com absoluta precisão, estão, com certeza, o “bem
falar” e o “bem escrever”.

Arrisco dizer que, a exemplo do jornalista, que precisa encontrar o termo ade-
quado para relatar os fatos com a mais profunda exatidão, o executivo necessita de
uma relação íntima com a palavra para não acabar dando com “os burros n’água”.
Insisto nessa questão e, indo mais além: quem não estiver preparado, não estiver ini-
ciado na arte da palavra, estará sujeito a não fechar negócios com tanta facilidade.

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No mundo competitivo de nossos dias, a eficiência é imprescindível. Diante de Língua padrão escrita, qualidade e argumentação
tantas empresas, de tantas opções, o cliente vai escolher aquela que melhor atender
suas necessidades, é óbvio. No entanto, deve figurar no meio dessas necessidades
o relacionamento, a cordialidade, tudo aliado a uma imagem de solidez; para que o
cliente se sinta mais seguro ao sentar e conversar. Os resultados são mais negócios e
satisfação para ambas as partes envolvidas no processo.

Todavia, tão importante quanto o produto oferecido pela empresa é o seu acom-
panhamento. Em outras palavras, a embalagem pode chamar a atenção, só que se o
conteúdo não for bom, se afastar o cliente, a coisa começa a se complicar. Digo isso
pelo simples fato de existirem negociadores que dispõem de um leque de opções
sedutoras, mas não conseguem transmitir toda essa atratividade no ato de negociar.
E por quê?

Entre outros fatores, isso ocorre devido a uma comunicação deficiente utilizada
pelo negociador, por dizer algo que o cliente não entende. E se o cliente não entende,
não se sente seguro para fechar a parceria. Por sua cabeça passam mil e uma ques-
tões. De repente ele pede ao representante à sua frente: “Você poderia me explicar
melhor as vantagens de assinarmos este contrato? Ainda não compreendo?”. Aqui
começa a se destacar o artista. Se, em vez de atender prontamente à solicitação, o
negociante começar a gaguejar, demonstrar impaciência, o cliente, que já não estava
muito inclinado a ceder, termina por não assinar o contrato, quem dirá o cheque.
Afinal de contas, investir em algo não compreendido em sua totalidade é uma tre-
menda insensatez.

Por outro lado, o artista do mundo dos negócios, domina a palavra. Consegue,
através dela, seduzir o cliente. Pode até parecer bobagem, porém, uma linguagem
adequada, uma boa capacidade de comunicação, saber o que dizer, e, sobretudo, a
hora em que dizer são diferenciais, contam pontos a favor. E se engana quem estiver
pensando que os clientes não prestam atenção a esses detalhes. Imagine se o ge-
rente de marketing diz: “Nossa companhia é uma das melhores a nível de mundo”?
Continua achando bobagem? Pois continuemos:

“Eu, enquanto representante de vendas, garanto que o senhor só tem a ga-
nhar”;

“A gente fizemos uma minuta do contrato e gostaríamos que o senhor desse
uma examinada”;

“Desculpe. Não percebi que o senhor tinha chego”.

67

Língua padrão escrita, qualidade e argumentação Se passarmos para o texto escrito, a situação pode se agravar: “Viemos por meio
desta”; “Vossa Senhoria só terá benefícios com a parceria”; “Enviamos em anexo”;
“Acusamos o recebimento”.

Além dos erros cometidos no que cerne à gramática e à adequação linguística,
há outra modalidade de erro, gravíssima por sinal, um verdadeiro pecado. Conside-
re uma correspondência enviada a um cliente em potencial. No primeiro parágrafo,
lê-se: “Encontro-me aqui em suas presenças, a fim de falar-lhes de um assunto de
inestimável importância: o programa de apoio aos novos empresários da Metrum,
uma empresa criada com o foco na qualidade de seus serviços e sempre preocupada
em satisfazer o cliente antes de tudo.”

A Metrum pode até ter a preocupação de satisfazer os clientes. Entretanto,
falhou ao escolher o redator dessa carta. Note que o parágrafo comete erros primá-
rios, como introduzir um tópico, o do programa de apoio, e não desenvolvê-lo. E o
que dizer do “Encontro-me aqui em suas presenças”? O leitor desse documento irá,
no mínimo, rasgá-lo, visto que a função primordial da linguagem, a comunicação,
não foi cumprida. O que interessava na realidade, nem chegou a ser mencionado no
corpo do texto.

Estamos diante de um precário comunicador, de alguém que não elabora um
projeto de texto. Mais do que isso: estamos diante de um indivíduo que não dá a
mínima para a posição que ocupa, para a companhia que representa. Em suma, esta-
mos diante de um sujeito despreparado, desconhecedor de suas próprias limitações
e que conta com a incapacidade dos outros, erro fatal no cenário corporativo atual.

Ampliando conhecimentos

O livro Prática de Texto para Estudantes Universitários, de Carlos Alberto Faraco,
aborda de forma maravilhosa conceitos sobre a língua, a linguagem e suas estruturas.
O livro traz uma seleção de textos teóricos que discutem o conceito de variedade lin-
guística e língua padrão. Tem como referência a linguagem de jornais e revistas brasi-
leiras, representando a língua padrão real do Brasil. No livro são destacadas, também,
variáveis relevantes na produção de textos.

68

Atividades Língua padrão escrita, qualidade e argumentação

1. Quais são as variantes que podem intervir em nossa língua falada?

2. O que é uma língua padrão, uma gramática ideal?

3. Por que a comunicação empresarial deve seguir sempre a língua padrão?

69

Língua padrão escrita, qualidade e argumentação Referências

BAGNO, Marcos. Nada na Língua é por Acaso: ciência e senso comum na educação
em língua materna. Disponível em <www.marcosbagno.com.br>. Acesso em: 14 set.
2009.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristovão. Prática de Texto para Estudantes Univer-
sitários. Petrópolis: Vozes, 1992.
GOLD, Miriam. Redação Empresarial: escrevendo com sucesso na era da globalização.
São Paulo: Makron Books, 2001.
VANETTI, Laila. A Arte de Negociar. Disponível em: <www.scrittaonline.com.br/arti-
gos.php?ctd_id=4>. Acesso em: 01 set. 2009.

70

Gabarito Língua padrão escrita, qualidade e argumentação

1. As variantes são: a região do falante, o nível social do falante, a situação da fala
e os contextos.

2. A língua padrão, norma culta, ou gramática ideal é aquela que é ensinada nas
escolas, registrada nos livros didáticos. São estruturas que norteiam de forma
geral a escrita correta da língua.

3. Na comunicação empresarial abordamos vários públicos diferentes. Dentro dos
públicos, várias pessoas que possuem experiências diferentes, sotaques dife-
rentes, gírias diferentes. Assim, se utilizarmos aspectos – como as gírias – que
são comuns em apenas uma região do país, ou que fazem parte apenas de uma
faixa etária, muitos sujeitos podem não compreender as mensagens.

Quando utilizamos a língua padrão seguimos uma normativa que regula de
forma geral as estruturas linguísticas do texto. Outro motivo se refere à cre-
dibilidade do texto. Quando conversamos com amigos, por exemplo, usamos
gírias. Quando conversamos com um chefe do departamento, devemos utilizar
uma linguagem mais séria, mais culta, que transmita maior credibilidade.

71



Redação de textos empresariais

Existem alguns erros que são comuns na escrita da comunicação empresarial.
Esta aula tem como objetivo reforçar tópicos da língua padrão para redação de textos
e observar exemplos de estruturas gramaticais nas correspondências empresariais. Ve-
jamos o que Kaspary diz a respeito da correspondência empresarial:

[…] a correspondência deve ser redigida em linguagem atual, simples e espontânea, despida de
artifícios inúteis e de palavras ocas e inexpressivas. Ao mesmo tempo, a serviço de uma redação
clara e simples, deve estar numa apresentação impecável, que leve em conta a funcionalidade que
impera no mundo dos negócios e que possa preparar o espírito do destinatário a receber com
disposição favorável a mensagem que lhe é enviada. (KASPARY, 1994, p. 10)

Uma correspondência empresarial bem elaborada traz muitos benefícios à em-
presa e à sua imagem. A comunicação gerada pelas informações empresariais possi-
bilita expandir negócios e ganhar em competitividade. Mas, uma comunicação eficaz
só ocorre quando existe uma gestão das informações durante a realização das tarefas
empresariais.

O processo comunicativo dentro das empresas é uma troca de informações e
de conhecimentos que beneficia toda a equipe de trabalho. Uma boa comunicação
empresarial aumenta as possibilidades de atitudes mais compreensivas no ambiente
organizacional, assim como acordos, negociações e objetivos ficam mais fáceis. O tra-
balho se torna mais claro, possibilitando, em muitos casos, solucionar problemas de
uma maneira mais efetiva.

Tópicos da língua padrão

Construção de períodos

Provavelmente você já conheça alguma regra específica sobre a construção
de períodos, isto é, das orações, das frases. De qualquer maneira, iremos enfatizar
alguns pontos importantes para a realização de uma comunicação empresarial bem
delineada.

73

Redação de textos empresariais Ao escrever uma oração temos que cuidar da transposição da linguagem oral
para a linguagem escrita, ou seja, na hora de escrever devemos ter mais cuidado com
as palavras e com sua ordem do que na fala, pois quando falamos utilizamos outros
recursos como os gestos, as pausas, os retornos – o que não acontece com a escrita. O
texto escrito não deve ser contaminado pela linguagem oral.

Segundo Faraco e Tezza (1992, p. 268): “escrever não é simplesmente passar
para o papel o que se fala, mas redizer o que se fala de uma forma substancialmente
diferente”.

Problemas com a pontuação, com a concordância. entre outros, podem atrapa-
lhar o entendimento da informação. Veja o que uma simples vírgula pode mudar de
acordo com o exemplo citado por Gold (2001, p. 140):

História: um velho rico faleceu e deixou em testamento a seguinte frase: “Deixo os meus bens a
meu irmão não aos ricos nada aos pobres”. Como todos estavam interessados na herança, cada um
pontuou a frase de forma a obtê-la. Veja como: irmão: ‘Deixo os meus bens a meu irmão, não aos
ricos, nada aos pobres’; ricos: ‘Deixo os meus bens: a meu irmão não, aos ricos, nada aos pobres;
pobres: ‘Deixo os meus bens: a meu irmão não, aos ricos nada, aos pobres’.

Para escrever um texto, ao iniciar uma oração é necessário seguir um padrão de
organização – organizando palavras e conjuntos de palavras e tenha o objetivo da in-
formação bem claro. A fixação do objetivo da informação orienta toda a redação do
texto. Algumas questões podem ser levantadas, por exemplo: o que eu quero dizer ao
destinatário? Quais outras informações podem ajudar?

As informações principais devem ser exploradas inicialmente e depois as informa-
ções complementares. Não prejudique o texto pelo excesso de informação.

Parágrafos

Com um vocabulário simples, escreva uma informação em cada parágrafo (con-
junto de frases que tratam a respeito do mesmo tema).

Gold (2001, p. 35) exemplifica em dois textos: o primeiro, confuso em suas infor-
mações – misturando os pontos principais da mensagem. O segundo, logo de início
com a ideia principal. Perceba a diferença:

74

IESDE Brasil S.A. Texto 1
IESDE Brasil S.A.
A extensiva e cuidadosa leitura empreendida pelo comitê,
em relação aos fatores envolvidos no precipitado aumento das Redação de textos empresariais
autodemissões, revela que a preponderância de demissões pos-
sivelmente seja atribuída à insatisfação com a escala de salários,
a qual é 13% menos que a média para outras empresas congê-
neres, e de modo semelhante é 19% menor que a de nosso prin-
cipal competidor local. É nossa recomendação que as escalas de
salários sejam revisadas, aumentadas e realinhadas verticalmen-
te em um nível de, no mínimo, 13% acima da atualmente exis-
tência, preferivelmente em 19%, ou mais.

Texto 2

O comitê investigou o recente e vertiginoso aumento no
número de empregados que se demitiram da companhia. Con-
cluiu-se que a principal razão é o fato de a escala de salário ser
muito baixa. Nossa firma paga, em média, 13% menos que as
indústrias congêneres e 19% menos que o nosso competidor
local. A fim de melhorar a situação, recomendamos um aumen-
to mínimo de 13%. Se for possível chegar a 19%, temos a certeza
de que a situação se reverterá.

O parágrafo introdutório de uma correspondência determina o interesse ou não
do leitor em relação às demais informações. O texto inicial, de quatro ou cinco linhas,
deve delimitar com clareza a direção do texto e das informações – ajudando a quem
escreve e a quem irá lê-lo.

Veja algumas dicas de Faraco e Tezza (1992).

Comece o texto abordando o assunto principal. Familiarize o leitor sobre o
tema. Ofereça com clareza as coordenadas do texto.

Evite iniciar o texto com uma frase solta, avulsa, sem relação.

Utilize as frases curtas. Períodos longos e prolixos podem afastar o leitor.

75

Redação de textos empresariais Concordância

Como regra geral de concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito em
número e pessoa. Exemplo: “o homem observou a máquina: os homens observaram
as máquinas.”

Mas, temos alguns erros clássicos na comunicação empresarial.

A palavra “anexo”, muito utilizada, gera muitas dúvidas na hora de sua escrita.
Quando utilizamos apenas a palavra “anexo”, ela é variável – isto é, concorda com o
gênero (feminino ou masculino) e em número (plural ou singular). Exemplo:“Enviamos
anexa a carta; Relacionamos os relatórios anexos.”

No entanto, quando usamos a expressão “em anexo”, ela é invariável – isto é, não
admite alterações nem com o gênero, nem com o número. Exemplo: “Enviamos em
anexo a carta; Relacionamos os relatórios em anexo.”

Outra questão a respeito da concordância é o verbo “haver”. Quando empregado
no sentido de existir, o verbo haver não aceita o plural. Deve ser utilizado sempre no
singular.

Exemplo: “Houve funcionários descontentes com a medida”. “Se houver arrepen-
dimentos, me comunique”.

As frases estão incorretas se escritas assim: “Houveram funcionários descontentes
com a medida”;“Se houverem arrependimentos, me comunique”.

Da mesma maneira, a impessoalidade no verbo“fazer”quando seguido de tempo.
Exemplo: “Faz cinco anos que trabalho na XINC Ltda.” A frase: “Fazem cinco anos que
trabalho na XINC Ltda.” está incorreta.

Nicoleti (2009) aborda, sobre a concordância verbal, que frases como: “A maio-
ria das pessoas escolheu o mesmo candidato” e “A maioria das pessoas escolheram o
mesmo candidato”, podem estar corretas nas duas formas. Embora o verbo deva, por
princípio, concordar com o núcleo do sujeito, há casos em que se verifica outro tipo de
concordância.

Segundo a autora “ocorre que, nos casos em que o núcleo do sujeito é uma ex-
pressão partitiva seguida de um substantivo no plural, pode haver a concordância com
o elemento mais próximo do verbo, que, na ordem direta, é o substantivo que está no
plural. Isso é o que chamamos concordância atrativa”.

Esse tipo de concordância, ainda segundo Nicoleti (2009), também se dá quando o
núcleo do sujeito é um coletivo seguido de um substantivo no plural. Assim as formas:
“Um bando de pássaros sobrevoava o jardim“ e ”Um bando de pássaros sobrevoavam
o jardim’ estão conformes com a norma culta. A autora ainda argumenta:

76

Em alguns casos, a opção pelo singular ou pelo plural, pela concordância lógica ou pela atrativa, Redação de textos empresariais
depende mesmo é do bom senso, que é intuitivo nas pessoas. Veja-se o caso de uma frase como
“A maioria dos homens presentes é casada”. Embora esteja gramaticalmente “correta”, essa frase
não soa muito bem, como se diz por aí. O estranhamento vem do fato de o predicativo do sujeito,
“casada”, ser uma palavra feminina e o sujeito ser referente a um elemento masculino. A segunda
maneira de construção, “A maioria dos homens presentes são casados”, é mais natural. Em suma,
valem as duas construções, mas cada contexto conduz a uma opção mais adequada.

Pontuação

Na comunicação empresarial o maior erro de pontuação está na utilização das
vírgulas. De forma generalizada a primeira regra a ser seguida: não se quebra uma se-
quência de sentido com a vírgula (GOLD, 2001). Não devemos separar sujeito do predi-
cado pela vírgula. Exemplo: João, perdeu todos os arquivos do processo.

A vírgula quebra o sentido da frase.
Devemos utilizar a vírgula para encaixar palavras, termos ou ideias em uma sequên-
cia já planejada (GOLD, 2001). Exemplo: João perdeu, depois do almoço, todos os ar-
quivos do processo.
Outras regras didáticas para a utilização da vírgula (SOUZA, 2009):

Em datas, separando o nome da localidade.
Exemplo: Brasília, 21 de maio de 2008.

Nos endereços.
Exemplo: Rua 23 de março, 193.

Quando no início da frase usar sim ou não (como resposta).
Exemplo:
– Sim, vou sair.
– Não, sairei somente amanhã.

Com o vocativo e o aposto.
Exemplos:
– Menina, fique calma! (vocativo)
– Luiz XV, o rei da Dinamarca, morreu. (aposto)

77

Redação de textos empresariais Em termos independentes entre si.
Exemplo: A rua, os prédios, as casas, os pedestres, os carros fazem parte do cená-

rio de uma grande metrópole.
Expressões explicativas ou retificativas.
Exemplo:
– Comi chocolate ontem, aliás, anteontem.
– João falou tudo a polícia, ou melhor, tudo o que sabia.
– Amanhã vão começar as festas do mês de junho, isto é, as festas juninas.
Com alguns predicativos.
Exemplo: Alegre e eufórica, caminhava a mulher pelas lojas.
Adjunto adverbial.
Exemplos:
– Amanhã, Carlos partirá para uma luta.
– Yara consegue, pouco a pouco, vencer as dificuldades da vida.
Termos deslocados.
Exemplo: O Brasil, eu amo.
Orações coordenadas assindéticas.
Exemplo: Saiu correndo, pegou o trem, desceu do vagão, andou um pouco,
chegou ao trabalho.
Orações coordenadas sindéticas.
Exemplos:
– Correu para pegar o ônibus, mas chegou atrasado no trabalho.
– Não fique triste, que tudo pode melhorar.
Orações subordinadas adjetivas explicativas.
Exemplo: O ser humano, que é um ser racional, merece o melhor.

78

Crase Redação de textos empresariais

Faraco e Tezza (1992, p. 142) brincam que a crase é uma unanimidade nacional,
pois “ninguém sabe usá-la!”. Para a utilização da crase, existem algumas regras a serem
seguidas. GOLD (2001) esquematiza da seguinte maneira:

a) Quando a palavra da esquerda pede a preposição A e a palavra da direita pode
ter o artigo A.

Exemplos:
Ele referiu-se à jornalista. Referiu-se a quem? À jornalista.

As críticas às normas rígidas do sistema penitenciário são o assunto principal.
As críticas a quem? Às normas.

Mas, perceba nos exemplos abaixo como a crase não é solicitada:
Ele referiu-se ao repórter. Referiu-se a quem? AO repórter (é masculino, não aceita

o artigo A).
As críticas ao sistema militar são o assunto principal. As críticas a quem?

AO sistema militar (é masculino, não aceita o artigo A).

b) Quando são utilizadas expressões femininas na frase ou na informação das
horas/tempo.

Exemplos:

A cidade estava às avessas.

O cheque será descontado à vista.

O roubo aconteceu às escuras.

O voo sairá às 14 horas.

A reunião será às 17 horas.

Exemplos e modelos de textos empresariais

Vamos demonstrar alguns modelos de correspondências. Os textos foram retira-
dos e adaptados dos livros de Gold (2001) e Medeiros (2001).

79

Redação de textos empresariais Atas

Cabeçalho
Ata da Assembleia Geral Ordinária de ____/____/____
Aos ____ dias do mês ___________ de_____ de 20_____, às...horas, na sede
social da...., na Rua...., n.º..., Curitiba (PR) reuniram-se......
...
...
A sessão encerrou-se às..... horas. Eu, ......, secretário em exercício, lavrei, transcre-
vi e assino a presente ata.
Curitiba, ____ de ____________ de 20___.
Assinaturas
a) Presidente
b) Secretário.

Atestado

Eu, _________________ (nome), __________________ (profissão), atesto para
os devidos fins que_____________________________________________________
________________.

Por ser expressão da verdade, firmo o presente atestado.
Curitiba, __ de _________ de 20___.
Assinatura
a) Responsável

Circular

Senhores:

Nossa empresa desenvolve suas atividades na área de legislação do estrangeiro e
conta com experiência de mais de 15 anos. Objetivando ampliar o número de assinan-
tes, estamos oferecendo nosso Informe X, que trata especificamente do assunto.

......
.....

A cobrança será confiada ao Banco X, com a anuidade de R$..... (por extenso),
por meio da nota fiscal de serviços, com vencimento em......

Assinatura
a) Responsável

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Convocação Redação de textos empresariais

Cabeçalho
São convocados os Srs. acionistas a participarem da assembleia geral extra-
ordinária a ser realizada às 15 horas do dia 26 de janeiro de 20..., na sede social na
Rua......., n.º..., nesta cidade a fim de deliberarem:
a).......................
b)......................
c)......................
Poderão participar da Assembleia:
a)...................
b)..................
Curitiba,....de....de 20...
Assinatura
a) Responsável

Declaração

Eu, ................., declaro, para os devidos fins, que me foram furtados em ..../...../....os
seguintes documentos........,............,.............,....... Comunico que não me responsabilizo
por cheques emitidos e pelo mau uso dos documentos. Ocorrência registrada em ...
B.O. n.º... no mesmo dia.

Curitiba, ....de....de 20...
Assinatura
a) Responsável

Edital de convocação

Pelo presente Edital, ficam convocados os senhores....., membros do Conselho
de Representantes desta Federação, que se encontram no gozo de seus direitos,
observada a legislação vigente e as normas estatutárias aplicáveis, para se reunirem
em Assembleia Geral Extraordinária, do dia.... de.... de 20..., na sede da entidade, na
Rua....., em observância aos termos..........

Curitiba, ....de....de 20...

Assinatura

a) Responsável

81

Redação de textos empresariais Texto complementar

Principais problemas da redação empresarial

(QUINTELLA, 2009)

Na empresa, a escrita é coletiva, isto é, você não escreve em seu próprio nome,
mas em nome da companhia para a qual trabalha. Por isso, deve pensar não em “eu”,
mas em “nós”. Mesmo na comunicação interna, você deve considerar que se trata da
empresa interagindo verbalmente com seus funcionários.

Apenas alguns relatórios ou notas serão assinados por você correspondendo a
um compromisso pessoal, mas a maioria dos documentos diz respeito à empresa e
exige que você respeite os posicionamentos da companhia diante dos fatos relati-
vos à correspondência, porque você está transmitindo uma mensagem no lugar de
outrem, sua empregadora.

Isso exige de você um esforço duplo: ao mesmo tempo em que você precisa
apropriar-se da mensagem, colocando-se no lugar do locutor real, você não pode
se esquecer do interlocutor, da outra empresa, preocupando-se com o modo como
ela pensa, a forma como ela vai reagir ao conteúdo do texto produzido por você e
enviado por sua empresa.

É preciso lembrar ainda que o texto empresarial não reflete apenas o trabalho
de quem o redigiu, ele reflete toda a empresa. É por isso que uma carta mal es-
crita, rasurada, mal formatada, sem clareza nem correção, por exemplo, representa
uma empresa pouco confiável. Daí a importância de você se preocupar com a cla-
reza, concisão e correção ao redigir em nome de sua empresa, a fim de evitar uma
imagem negativa dela.

Mitos e verdades sobre redação empresarial:

MITO: você deve usar linguagem formal erudita.

VERDADE: você deve usar linguagem formal, mas simples.

MITO: você deve apresentar todas as informações.

VERDADE: você deve apresentar apenas as informações pertinentes.

82

MITO: as pessoas querem ler seu documento. Redação de textos empresariais

VERDADE: as pessoas prefeririam fazer outra coisa.

DICAS

Você deve usar linguagem simples

Os textos que circulam no meio empresarial, normalmente, têm uma função
prática; eles não são construídos para comover o leitor, nem para distraí-lo, mas para
informá-lo a respeito de um tema específico. Por isso, use uma linguagem formal,
correta do ponto de vista gramatical, mas direta, recorrendo a palavras do dia a dia,
que facilitam a compreensão do leitor.

Você deve apresentar apenas as informações pertinentes

Um texto longo, cheio de detalhes, desvia a atenção do leitor dos pontos mais
importantes e não atinge seu real objetivo. Tenha em mente o que pretende com o
documento e atenha-se às informações pertinentes aos seus objetivos.

As pessoas prefeririam fazer outra coisa

A vida empresarial exige muito de todos os envolvidos nela. Em função disso,
não sobra muito tempo para leituras extensas. Além disso, o leitor de um docu-
mento que circula na área empresarial nem sempre conhece o autor do texto e tem
pouco interesse no texto; lê porque precisa ler, não porque quer. A leitura de uma
correspondência obriga o leitor a interromper seu trabalho. Se ela não for direto ao
assunto, o leitor a arquiva ou a descarta. Por isso, não se estenda e seja direto.

SEIS ESTRATÉGIAS PARA CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR

Apresente o ponto principal no início. Assim, o objetivo do documento fica
claro desde o princípio.

Utilize subtítulos descritivos, eles orientam a leitura do documento.

Seja claro, a falta de clareza compromete a compreensão de seu texto.

Escreva com frases curtas, elas são fáceis de processar.

Empregue palavras simples, elas são facilmente compreendidas.

Utilize uma diagramação “arejada”, ela valoriza o seu texto.

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Redação de textos empresariais Ampliando conhecimentos

O Manual de Redação e de Atos Oficiais da Agência Nacional de Águas, traz
exemplos de correspondências empresariais oficiais baseadas no Manual de Re-
dação da Presidência da República, com vários exemplos de correspondên-
cias públicas e seus padrões de formatação. Logo no início de seu texto é abor-
dada a questão sobre a formalidade das comunicações oficiais. Disponível em:
<www.ana.gov.br/acoesadministrativas/resolucoes/resolucoes/2005/101-2005-
anexoI.pdf>.

Atividades

1. O texto escrito deve ser contaminado pela nossa linguagem oral?

2. Qual a primeira atitude ao se iniciar a produção de um texto empresarial?

3. Problemas de pontuação podem afetar o entendimento de uma mensagem?

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Referências Redação de textos empresariais

NICOLETI, Thaís. Concordância Verbal nem Sempre É Camisa de Força. Publicado
em 2008. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts>. Acesso em: 20
out. 2009.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristovão. Prática de Texto para Estudantes Univer-
sitários. Petrópolis: Vozes, 1992.
GOLD, Miriam. Redação Empresarial: escrevendo com sucesso na era da globalização.
São Paulo: Makron Books, 2001.
KASPARY, Adalberto J. Correspondência Empresarial. 3. ed. Porto Alegre: Prodil,
1994.
MEDEIROS, João Bosco. Redação Empresarial. São Paulo: Atlas, 2001.
QUINTELLA, Maria Rita. Principais Problemas da Redação Empresarial. Disponível
em: <www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2145>. Acesso em: 21 set. 2009.
SOUSA, Roberta Laisa Dantas de. Utilização da Vírgula. Disponível em: <www.infoes-
cola.com/portugues/utilizacao-da-virgula/>. Acesso em: 2 out. 2009.

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Redação de textos empresariais Gabarito

1. Não. Devemos cuidar para que os vícios da linguagem oral não recorram no
texto escrito. Esse é um erro bem comum, pois em nossa fala temos mais li-
berdade gramatical do que na forma escrita. Utilizamos gírias, concordâncias
verbais erradas, entre outras formas não formais gramaticalmente. Ao desen-
volvermos um texto escrito, devemos seguir os padrões da gramática ideal e
padronizada.

2. Antes de iniciarmos a produção de um texto, temos que saber qual é o seu
objetivo principal. O que desejamos informar? Para quem? Como? Qual a se-
quência das informações que iremos repassar? Com qual linguagem? Quais as
palavras mais apropriadas para repassar a mensagem? Essas são questões que
devem ser planejadas na produção de um texto empresarial.

3. Sim, verificar o uso correto das vírgulas é essencial para que a ideia principal do
texto seja compreendida. Muitas vezes, ao utilizarmos uma pontuação errada,
destacamos no texto outras vertentes do tema – desviando do nosso objetivo
principal.

86

Redação de textos empresariais 87


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