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Published by assessoria.comunicacao.csm, 2023-07-21 04:59:10

Revista de Imprensa - 21 de julho 2023

Revista de Imprensa - 21 de julho 2023

A48 21-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 793,22cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Semanal Pág: 2,1 ID: 106312551 1 V emos, ouvimos e lemos e nem podemos acreditar. A Justiça que temos está pelas ruas da amargura. Sento-me no banco dos réus e, enquanto aguardo pela minha vez, oiço a «súmula» do acórdão da senhora sentada ao meu lado, que se pegou à pancada com outra num supermercado da comarca. Está de chinelos, calções de ganga e t-shirt, assim como quem vai dali para a praia de Carcavelos, que do Tribunal de Oeiras até dá bem para ir a pé, é um saltinho. O Tribunal deu como provado que a vítima chamara nomes à filha da agressora mas, como resulta das imagens colhidas pelas câmaras do sistema de segurança do supermercado e visionadas em sede de julgamento, a reação da arguida foi violenta e desproporcional e, por isso e por não ter antecedentes criminais, embora se tratasse de crime punível com pena de prisão, o tribunal considerou adequado substituí-la por dias de multa, num total de 900 euros. Advogado de defesa e o procurador do Ministério Público nada disseram e a juíza passou à leitura da sentença seguinte. Não sem antes a funcionária chamar o jovem advogado de defesa do arguido faltoso. Tendo este, depois de desligar o telemóvel ã pressa, tomado o seu lugar na teia. Ao que a magistrada, recebendo uma vez mais o solicitado e devido assentimento do causídico e do magistrado do MR passou a publicitar o resumo do acórdão em causa. Tratava-se de um caso de violência doméstica, psicológica e física Diz a magistrada que resultou provado e o arguido até confessou que no dia de aniversário da companheira lhe exigira dinheiro, lhe chamara «p...» e a segurara com força, magoando-a, bem como agarrara a mãe pelos braços, provocando-lhe hematomas, e exigira-lhe aos gritos dinheiro para os seus vícios - consumo de álcool e de substâncias estupefacientes. Tudo provado e inclusivamente confessado. M as, adianta ajuíza, não foi junta ao processo certidão de nascimento da mulher, pelo que não se provara nem a idade da vitima nem o dia do seu nascimento, além de que também não se provara que não tinha outra forma de reagir ao arguido e podia, portanto, ter contrariado os seus intentos. O que, por junto e acrescido da fundamentação passível de consulta no Citius, culminava no não preenchimento dos elementos constitutivos do tipo de crime que lhe estava imputado pelo MP, pelo que restava saber se o arguido podia, ainda assim, ser condenado por crime de injúrias ou de ofensa à integridade física. Ora, continuou a meritíssima juíza, sendo um crime dependente de apresentação de queixa por parte da vítima, e não tendo sido esta apresentada, e o outro um crime semipúblico que importava saber em concreto em que dia e circunstâncias fora cometido, não tendo tal resultado possível apurar, foi o arguido - que já contava no seu registo criminal com um crime de extorsão - absolvido de todas as acusações pelos atos de violência praticados tanto contra a sua companheira como contra a sua mãe. Assim mesmo, tal e qual. E à absolvição não reagiu o procurador do Ministério Público, enquanto o jovem defensor, esfregando as mãos de satisfação, se levantou de imediato e abandonou a sala de audiências com um sonoro «Um bom dia para vocês», a que a juíza respondeu com um «Bom dia, 'Sôtor', pode sair» já ia o causídico com a corda bem dada aos sapatos. P ois é. Poucos dias volvidos, titulava em manchete e a letras bem gordas o Correio da Manhã: «Mortes na praia sem culpados», com o subtítulo: «Seis anos após acidente com avioneta ninguém foi julgado» e «Sofia, 8 anos, foi uma das duas vítimas da aeronave». Para quem não se lembra, trata-se do caso da avioneta que aterrou de emergência na praia de São João da Caparica, atropelando mortalmente a menina e um senhor de 56 anos que se encontravam no areal. Há, depois, todos os outros casos que se arrastam em investigações sem fim, enredados em recursos sucessivos e em manobras dilatórias, para não falar em processos mais complexos e menos claros que nos fazem temer pela certeza e pela segurança da nossa Justiça. Não, não há Justiça tão demorada e arrastada, que cede a todos os prazos de prescrição ou pune inoportunamente. Nem há Justiça quando a forma se impõe à verdade material. E o verdadeiro criminoso sai em liberdade ou é absolvido enquanto quem age em defesa do próximo e da comunidade acaba condenado por preceitos cegos e absurdos? V emos, ouvimos e lemos e não podemos acreditar. Parafraseando Scolari: o criminoso sou eu? Como dizia o procurador do MP podia ter fechado o jornal, mandado as pessoas para o subsídio de desemprego ou para apoio da segurança social e pronto. O 'pronto' diz tudo. E, afinal, o Estado não perdeu rigorosamente nada, porque tudo lhe está a ser pago e com juros, continuou a receber milhões em impostos e taxa social única, porque a atividade prosseguiu para bem de todos e, sobretudo, para o bem público. E foi durante a pandemia, quando outros receberam apoios de milhões ou de centenas de milhares e o Sole o i zero, sendo que não recorreu a lay-off nem houve um único despedimento. Onde está a Justiça? Já era! O Estado reclama-se de direito democrático mas, manifestamente, não é pessoa de bem, porque já não cumpre as suas funções mais básicas, como a Justiça. Vemos, ouvimos e lemos e não podemos acreditar. A Justiça pelas ruas da amargura Quando os agentes do Direito são aplicadores cegos da lei, deixam os processos a arrastar-se ou trocam a verdade material pela forma, não há Justiça!!! Página 48


21-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 793,22cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Semanal Pág: 2,1 ID: 106312551 Página 49 2


A50 21-07-2023 | WEEKEND Meio: Imprensa País: Portugal Área: 49,88cm² Âmbito: Economia, Negócios. Period.: Semanal Pág: 16 ID: 106312216 1 ARCO DA VELHA Notícias da Justiça: um processo judicial considerado simples arrastou-se durante 11 anos, arruinou uma firma familiar do Cartaxo e provocou três dezenas de despedimentos. Página 50


A51 21-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 466,48cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 28 ID: 106311901 1 Jéssica Antunes suspeita de transferência que permitiu comprar Bugatti de 2,6 milhões Filha de Hernâni Antunes terá feito circular os fundos das sociedades do Dubai onde eram ocultados os proveitos fraudulentos Ana Brito e Sónia Trigueirão O Ministério Público (MP) acredita que Jéssica Antunes, uma das Ælhas do empresário bracarense Hernâni Vaz Antunes, teve um papel decisivo na movimentação dos Çuxos Ænanceiros dentro do alegado esquema empresarial montado pelo pai, em colaboração com Armando Pereira, para ganhar dinheiro com os fornecimentos de bens e serviços ao grupo Altice. É suspeita, por exemplo, de disponibilizar os fundos das contas abertas em nome de sociedades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) por si controladas, como a Jana General Trading e a Global Gold International (em entidades como o Mashrek Bank, o Abu Dhabi Islamic Bank e o Noor Bank) para que, alegadamente, o pai pudesse comprar veículos de luxo. Incluindo um Bugatti Chiron Sport (comprado com fundos da Global Gold, em 2021) que custou 2,65 milhões de euros, acredita o MP. Nas buscas que se realizaram na semana passada em diversos pontos do país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) conÆrmou que foram apreendidas viaturas de luxo e modelos exclusivos no valor de 20 milhões de euros. A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) precisou que foram apreendidas 32 viaturas. A arguida — que está detida há uma semana e já foi ouvida pelo juiz Carlos Alexandre mas está ainda a aguardar o anúncio das medidas de coacção — detém várias sociedades em Portugal e no estrangeiro e é suspeita de ter forjado contratos e facturação de modo a fazer circular, ao longo dos anos, os proveitos dos esquemas fraudulentos, possibilitando a sua apropriação pelos demais arguidos. É o caso, por exemplo, das ordens de transferência realizadas já este ano entre as contas da Global Gold International e da CBIC Business, uma sociedade de que é beneÆciário Armando Pereira. Os investigadores identiÆcaram transferências autorizadas por Jéssica Antunes para a conta da CBIC Business junto do banco suíço Mirabaud, especializado na gestão de fortunas, no valor de 2,5 milhões de dólares (cerca de 2,23 milhões de euros ao câmbio actual), a 11 de Janeiro deste ano; de 2,3 milhões de dólares, a 3 de Fevereiro; e de 2,7 milhões de dólares, a 8 de Fevereiro. Além da CBIC Business, Armando de jogos de futebol por parte de clubes portugueses à Altice Picture SARL, beneÆciando da inÇuência de Armando Pereira no grupo. O MP tem a convicção de que Hernâni Antunes e o empresário Bruno Macedo terão acordado repartir os ganhos gerados com esse negócio e, para que o dinheiro pudesse passar para a esfera do primeiro, alegadamente forjaram um contrato de prestação de serviços pelo qual a empresa de Macedo — a BM Consulting — se comprometia a pagar à Jana General Trading, representada por Hernâni, mas com o conhecimento da Ælha, Operação Picoas visa o desvio de 250 milhões da Altice Portugal ANDREIA CARVALHO Pereira será também o beneÆciário da Sanjy International, está o MP convicto. Há igualmente suspeitas de que Jéssica Antunes colaborou na falsiÆ# cação de contratos de prestação de serviços de consultoria e intermediação tecnológica por parte da Sanjy International à Jana General Trading e à Global Gold para que os proveitos ilícitos pudessem ser transferidos para esta entidade. Segundo a investigação, Jéssica Antunes também colaborou com o pai no recebimento indevido de comissões relacionadas com a venda de direitos de transmissão televisiva um montante de cinco milhões de euros, contra a prestação, pela segunda, de ajuda no âmbito dos contactos e negociação a estabelecer com a Altice Picture. Nesta Operação Picoas, Jéssica Antunes é acusada de cinco crimes de corrupção activa no sector privado. Acredita-se que corrompeu o co-fundador da Altice Armando Pereira, o ex-presidente da Altice Portugal Alexandre Fonseca, e outros quadros internacionais da Altice, tais como Yossef Benchtrit (genro de Armando Pereira), Hakim Boubazine e Olivier Duquesne. Também lhe são imputados cinco crimes de fraude Æscal qualiÆcada com referência às sociedades Shar SA, Vintagepanóplia, Edge Technology e 3Lines — Work Management; cinco crimes de branqueamento de capitais relativamente às operações em que eram utilizadas a Jana General Trading, a Global Gold International, a UBEE Interactive, a Sanjy International e a CBIC Business. É igualmente acusada de crimes de falsiÆcação de documentos relativamente a contratos entre estas entidades e outras sociedades e crimes de falsas declarações. A investigação sustenta que estes esquemas terão lesado o Estado em cerca de 100 milhões de euros e desviado 250 milhões da Altice. Página 51


A52 21-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 523,6cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 18 ID: 106311835 1 Tribunal condena 86 arguidos do caso Hells Angels a penas entre um e 15 anos de prisão Em causa estavam crimes de tentativa de homicídio, detenção de arma proibida, roubo, extorsão, tráfico e consumo de droga Sónia Trigueirão Oitenta e seis dos 88 arguidos do caso Hells Angels foram ontem condenados a penas de prisão compreendidas entre um ano e nove meses (suspensa) e os 15 anos e seis meses. Em causa estão centenas de crimes, entre os quais tentativa de homicídio, associação criminosa, detenção de arma proibida, mas também extorsão, roubo, tráÆco e consumo de droga. Um dos arguidos foi absolvido e outro já morreu. A maioria dos arguidos, 82, foi condenada a penas de 12, 13, 14 e 15 anos e meio. Abaixo disto, além da absolvição, só mesmo os quatro arguidos que Æcaram com penas suspensas e cujas condenações são de um ano e nove meses a dois anos e três meses. Em Maio, nas alegações Ænais, o Ministério Público (MP) tinha pedido a condenação dos arguidos a penas entre os 15 e os 17 anos de prisão. Dado o elevado número de arguidos, o julgamento foi feito no espaço multiusos de Camarate, a Fábrica, que teve de ser alvo de obras para o efeito, e realizado por um colectivo de juízes do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte, liderado pela magistrada juíza Sara Pina Cabral. Na sala, não estavam mais de 20 arguidos, que, em silêncio, ouviram Sara Pina Cabral ler a decisão, depois de quase dois anos de julgamento. Além do crime de homicídio, destacou-se também o crime de associação criminosa, sobretudo por estar em causa um grupo de arguidos, a maioria, que, segundo a juíza, Æcou provado que pertencia mesmo aos Hells Angels. Na sequência da criação em Portugal de uma Ælial da sua grande rival internacional, a Los Bandidos, ligada a Mário Machado, os membros do ramo português dos Hells Angels, em Março de 2018, muniram-se de martelos, tubos e bastões em ferro e madeira, correntes, machadas, soqueiras, bastões extensíveis e facas, antes de rumarem ao Restaurante Mesa do Prior, no Prior Velho, concelho de Loures. Um dos alvos era Mário Machado, ex-líder do movimento de o que for, e mesmo que isso inclua, pasme-se, agressões/castigos (...) dos quais ninguém está a salvo”, escreveu o juiz. Carlos Alexandre disse ainda que estava convicto de que esta “associação e este conjunto de elementos que a integram estão em absoluta consonância, hierarquizados e imbuídos de uma obediência não só aos estatutos e às obrigações que deles decorrem, em qualquer lado onde se encontrem”. Além disso, e seguindo o que a própria acusação do Ministério Público já defendia, de acordo com o despacho de pronúncia e no que se refere ao ataque que ocorreu no restaurante, “a actuação de todos os arguidos, membros dos HAMC [Hells Angels Motorcycle Club], obedeceu a um processo de tomada de decisão e planeamento operacional, designadamente de recrutamento/convocatória dos membros e supporters disponíveis, obtenção de armamento, vestuário de ‘camuÇagem’, meios de transporte, deÆnição de pontos de concentração e de tarefas durante o ataque, bem como de planeamento de fuga”. Na leitura da decisão, a juíza sublinhou que não havia dúvida de que se estava perante uma “estrutura organizada”, com “regras bem deÆnidas”, que impunham internamente e externamente, com “recurso à violência”. Aliás, a magistrada mencionou também um estudo que o tribunal mandou fazer às tatuagens que os arguidos tinham no corpo e que concluiu que funcionavam como condecorações pelos actos praticados em nome do grupo. Em causa ataque em 2018 ao Restaurante Mesa do Prior, no Prior Velho KAI PFAFFENBACH/REUTERS “Tratou-se de uma actuação dos Hells Angels enquanto clube, que envolveu todos os seus membros e que envolveu planeamento”, aÆrmou Sara Pina Cabral, sublinhando que o que aconteceu no Restaurante Mesa do Prior e que foi registado pelas câmaras de videovigilância foi uma acção planeada que “durou dois minutos, durante os quais foram causados os maiores estragos possíveis”. “Só não causaram mais estragos porque não havia espaço. Eram tantos lá dentro que não se conseguiam mexer”, aÆrmou a magistrada, acrescentando que a tese da defesa de que foram ao restaurante para uma reunião de “conversações” não merecia credibilidade. “Ninguém vai encetar conversações armado até aos dentes e encapuzado. Se era para isso, mandavam uma comitiva, não iam todos”, sublinhou. Para descrever o grau de violência aplicado, a juíza fez a sua descrição dos factos: “Foram ferindo os ofendidos de forma brutal, que só não morreram porque foram assistidos. Foram atingidos onde calhou. A faca espetou onde espetou. Ninguém Æcou a ver as consequências.” Além disso, a juíza considerou que Æcou provado que Mário Machado era o alvo daquele ataque. “Só não foi morto porque não calhou”, aÆrmou, para a seguir levantar uma dúvida relacionada com o facto de os elementos dos Bandidos HAMC não terem estranhado o interesse de Mário Machado em associar-se àquele grupo motard, apesar de não ter moto. extrema-direita Nova Ordem Social e que pertencia ao grupo de motociclistas rival Los Bandidos. Das agressões resultaram seis feridos, três dos quais graves. Em Outubro de 2020, no despacho de pronúncia dos arguidos, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) Carlos Alexandre conÆrmou quase na íntegra a acusação do Ministério Público. Carlos Alexandre concluiu que “este conjunto de elementos assim agrupados não é um simples clube recreativo motard, mas um conjunto de pessoas que se organizam em moldes paramilitares ou semelhantes ao modo de actuação de uma milícia”. “Qualquer pessoa pode ser motard ou não (...), mas, para se fazer parte desta associação, tem de se obedecer aos estatutos, o que implica obedecer às decisões do chapter ou charter, Página 52


A53 21-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 257,04cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 18 ID: 106311838 1 O magistrado do Ministério Público (MP) José Ranito foi ontem conÆrmado pelo Conselho Europeu como novo procurador europeu de Portugal na Procuradoria Europeia, sucedendo no cargo a José Guerra. “O Conselho nomeou hoje dois procuradores europeus para a Procuradoria Europeia: Ignacio de Lucas Martín e José António Lopes Ranito. Tomarão posse em 29 de Julho de 2023”, lê-se numa nota divulgada pelo Conselho Europeu. Até agora procurador-delegado europeu, José Ranito sobe assim na hierarquia, tendo batido as candidaturas dos juízes Carlos Alexandre e Filipe Marques, que também tinham concorrido ao posto na Procuradoria Europeia. A nomeação José Ranito nomeado procurador europeu de Portugal ocorre no contexto da renovação parcial do colégio da Procuradoria Europeia, cujas regras previam um mandato de três anos não-renovável para os procuradores europeus de um terço dos Estados-membros, determinados por sorteio, no qual se incluía Portugal. O processo de nomeação do procurador europeu nacional Æcou marcado por alguns episódios polémicos, como a recusa do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) de abrir um novo concurso para o cargo. A decisão de Fevereiro do CSMP contrariou o sentido de um parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR), por considerar que já tinha cumpriregulamento, teria de haver, no mínimo, três candidatos, sendo que, caso não pudessem ser escolhidos por via de concurso, os conselhos superiores podiam endereçar convites a magistrados elegíveis que não se tinham anteriormente apresentado a concurso. O CSM abriu novo concurso e apresentaram-se os juízes Ivo Rosa e José Rodrigues da Cunha. Os dois nomes, juntamente com o de José Ranito, seguiram então para as audições no Parlamento, mas ambos acabaram por desistir em Abril das respectivas candidaturas, antes de serem ouvidos pelos deputados, voltando o processo à “estaca zero”. Perante o impasse, o Governo anunciou que tinha pedido a indicação de novos candidatos. A ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, sublinhou, então, que “o Governo se limita a receber os nomes dos candidatos” e que era preciso “devolver a palavra aos conselhos”. Tal como antes, o CSMP reiterou a recusa de um novo concurso, enquanto o CSM voltou a aceitar candidaturas. Desta feita, os juízes Carlos Alexandre, Filipe Marques, Vítor Ribeiro e Catarina Pires candidataram-se e foram ouvidos na Assembleia da República, prosseguindo os dois primeiros magistrados para o painel Ænal com o procurador José Ranito, que acabou por ser o escolhido para o cargo. Lusa Magistrado do Ministério Público José Ranito sucede a José Guerra na Procuradoria Euroepai do todas as diligências previstas na lei, indicando José Ranito. O parecer em causa referia que o CSMP e o Conselho Superior da Magistratura (CSM) deveriam indicar três candidatos, num total de seis, para depois serem escrutinados pela Assembleia da República e avaliados pelo Conselho Europeu. O mesmo parecer defendia que, na impossibilidade de se preencherem todos os lugares estipulados no Página 53


A54 Renascença - Notícias Duração: 00:00:29 OCS: Renascença - Notícias ID: 106315340 21-07-2023 08:01 Pinto Moreira conhece hoje as medidas de coação http://www.pt.cision.com/s/?l=bb164f63 Operação Vórtex, Pinto Moreira conhece hoje as medidas de coação. O deputado do PSD vai ser ouvido no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Página 54


A55 RTP1 - Bom Dia Portugal Duração: 00:00:29 OCS: RTP1 - Bom Dia Portugal ID: 106313760 21-07-2023 06:40 1 1 1 Pinto Moreira vai ser interrogado hoje no Tribunal de Instrução Criminal do Porto http://www.pt.cision.com/s/?l=f1d6aac3 O deputado do PSD, Pinto Moreira, vai ser interrogado hoje no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Pinto Moreira do PSD foi constituído arguido no âmbito da operação Vórtex por suspeitas de corrupção relacionadas. Repetições: RTP3 - 24 Horas , 2023-07-20 00:31 Página 55


A56 SIC - Manhã SIC Notícias Duração: 00:01:11 OCS: SIC - Manhã SIC Notícias ID: 106313931 21-07-2023 06:19 1 1 1 Buscas no PSD http://www.pt.cision.com/s/?l=f12a9583 O advogado Magalhães e Silva defende que o Ministério Público já devia ter esclarecido a atuação nas buscas ao PSD e dirige críticas à Procuradora-geral da República que acusa de estar a fazer um mau trabalho. Declarações de Magalhães e Silva, advogado. Repetições: SIC Notícias - Jornal da Meia Noite , 2023-07-20 00:49 Página 56


A57 SIC - Manhã SIC Notícias Duração: 00:00:47 OCS: SIC - Manhã SIC Notícias ID: 106313566 21-07-2023 06:02 1 1 1 Suspeitas de corrupção na defesa http://www.pt.cision.com/s/?l=191bbbd2 João Gomes Cravinho terá tido conhecimento do contrato de assessoria de Marco Capitão Ferreira celebrado com a Direção-Geral de Recursos da Defesa e que levou o ex-secretário de Estado a ganhar mais de 60 mil euros em menos de uma semana. A notícia é avançada hoje pelo Correio da Manhã. Repetições: SIC - Manhã SIC Notícias , 2023-07-21 07:02 SIC Notícias - Manhã SIC Notícias , 2023-07-21 08:02 SIC Notícias - Manhã SIC Notícias , 2023-07-21 08:37 SIC Notícias - Manhã SIC Notícias , 2023-07-21 09:07 Página 57


A58 SIC - Manhã SIC Notícias Duração: 00:00:47 OCS: SIC - Manhã SIC Notícias ID: 106313887 21-07-2023 06:18 1 1 1 Operação Vórtex http://www.pt.cision.com/s/?l=c0e5a5e6 Podem ser hoje aplicadas novas medidas de coação ao deputado do PSD arguido na Operação Vórtex. Joaquim Pinto Moreira é esta manhã ouvido por um juiz de instrução. Quando foi constituído arguido em março, o deputado ficou apenas com termo de identidade e residência, mas o Ministério Público pede também que seja obrigado a pagar uma caução de 200 mil euros e que seja proibido de contactar com outros arguidos e testemunhas do processo, bem como autarcas e funcionários da Câmara de Espinho. Repetições: SIC - Manhã SIC Notícias , 2023-07-21 07:16 SIC Notícias - Manhã SIC Notícias , 2023-07-21 08:20 Página 58


A59 TSF - Notícias Duração: 00:03:57 OCS: TSF - Notícias ID: 106313925 21-07-2023 07:04 Manuel Magalhães e Silva em entrevista http://www.pt.cision.com/s/?l=2d24fb09 É um dos mais mediáticos advogados em Portugal. Não poupa nas críticas ao Ministério Público. Manuel Magalhães e Silva, entrevistado na TSF e no Diário de Notícias, diz que há muito poder nas mãos da procuradora-geral da República. Repetições: TSF - Notícias , 2023-07-21 08:07 Página 59


A60 TVI - Diário da Manhã Duração: 00:01:02 OCS: TVI - Diário da Manhã ID: 106313901 21-07-2023 06:37 1 1 1 Processo Hells Angels http://www.pt.cision.com/s/?l=e9f1f743 O Tribunal de Loures condenou esta quarta-feira 86 dos 87 arguidos do processo Hells Angels. As penas variam entre um ano e 15 anos e meio. Página 60


A61 TVI - Diário da Manhã Duração: 00:00:53 OCS: TVI - Diário da Manhã ID: 106313774 21-07-2023 06:32 1 1 1 Joaquim Pinto Moreira ouvido em tribunal http://www.pt.cision.com/s/?l=815f7b4 O deputado do PSD, Joaquim Pinto Moreira vai hoje ser ouvido no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, no âmbito da "Operação Vórtex" relacionada com o caso de corrupção na Câmara de Espinho. Repetições: TVI - Esta Manhã , 2023-07-21 07:09 TVI - Esta Manhã , 2023-07-21 08:08 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 06:03 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 07:06 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 08:08 TVI - Esta Manhã , 2023-07-21 09:11 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 09:15 Página 61


A62 TVI - Diário da Manhã Duração: 00:00:55 OCS: TVI - Diário da Manhã ID: 106313657 21-07-2023 06:22 1 1 1 Helena Carreiras e João Gomes Cravinho ouvidos no Parlamento http://www.pt.cision.com/s/?l=94c703cf A ministra da Defesa e o antecessor e atual ministro dos Negócios Estrangeiros são hoje ouvidos no Parlamento, sobre os casos que envolvem o ex-secretário de Estado, Marco Capitão Ferreira. Repetições: TVI - Esta Manhã , 2023-07-21 07:08 TVI - Esta Manhã , 2023-07-21 08:07 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 06:01 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 06:31 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 07:02 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 07:58 TVI - Esta Manhã , 2023-07-21 09:10 CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-21 08:59 Página 62


A63 CNN Portugal - CNN Hoje Duração: 00:09:40 OCS: CNN Portugal - CNN Hoje ID: 106298381 20-07-2023 10:00 1 1 1 Retrato do país http://www.pt.cision.com/s/?l=ed4bd0cd Nesta quinta-feira, que é um dia marcado pelo debate do Estado da Nação que vai acontecer mais logo, a CNN Portugal quer olhar para a realidade todo o país em todas as geografias e também com realidades diferentes e nos vários setores da economia nacional. Direto de Coimbra e Faro. Declarações de Carlos Correia de Oliveira, juiz Presidente Comarca de Coimbra. Página 63


A64 CNN Portugal - CNN Hoje Duração: 00:03:31 OCS: CNN Portugal - CNN Hoje ID: 106300441 20-07-2023 10:54 1 1 1 Justiça em Viseu http://www.pt.cision.com/s/?l=9d73f8ef Hoje é um dia muito importante logo à tarde ao debate do Estado da Nação; olhamos agora para a justiça, os tribunais debatem-se com a greve dos funcionários judiciais, mas não; há problemas no edificado e também a falta de pessoal, pode pôr em risco o funcionamento das secretarias judiciais já a partir do mês de setembro. Página 64


8, 9 e 10 de maio de 2021 77


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