8, 9 e 10 de maio de 2021 1 25 de julho de 2023
Revista de Imprensa 1. Buscas ao PSD: Magalhães e Silva, CNN Portugal - Novo Dia, 25/07/2023 1 2. ARMANDO PEREIRA(NA FOTO) E HERNNI ANTUNES - MILIONÁRIOS FICAM PRESOS EM CASA SEM PULSEIRA ELETRÓNICA NO ´CASO ALTICE´, Correio da Manhã, 25/07/2023 2 3. PAÇOS DE FERREIRA - Rede julgada por falsificar obras de arte na prisão, Correio da Manhã, 25/07/2023 4 4. Pormenores, Correio da Manhã, 25/07/2023 5 5. "Há aqui coisas que não deviam ter ocorrido", Correio da Manhã, 25/07/2023 6 6. Extinção do SEF - Esquerda contesta nomeações para direção da nova Agência para a Integração, Migrações e Asilo, Diário de Notícias, 25/07/2023 7 7. Altice. Prisão domiciliária para Armando Pereira e Vaz Antunes, Diário de Notícias, 25/07/2023 9 8. OPERAÇÃO PICOAS. CARLOS ALEXANDRE NÃO ACEITA PEDIDO DO MP, Inevitável, 25/07/2023 10 9. Carlos Alexandre manda para domiciliária arguidos da Altice, Jornal de Notícias, 25/07/2023 13 10. OPERAÇÃO PICOAS - Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em domiciliária, Negócios, 25/07/2023 15 11. Justiça - Altice: ex-dono e empresário de Braga ficam presos em casa, Público, 25/07/2023 16 12. Metadados, judeus, tabaco, ordens e identidade de género deixados para regresso, Público, 25/07/2023 18 13. MP pede prisão para Armando Pereira, Record, 25/07/2023 20 14. Operação Picoas - Advogados dos arguidos concordam com medidas de coação, RTP1 - Bom Dia Portugal, 25/07/2023 21 15. Operação Picoas - Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em prisão domiciliária, RTP1 - Bom Dia Portugal, 25/07/2023 22 16. "Operação Picoas", SIC - Manhã SIC Notícias, 25/07/2023 23 17. "Operação Picoas", TVI - Diário da Manhã, 25/07/2023 24 18. "Operação Picoas", TVI - Diário da Manhã, 25/07/2023 25 19. "Operação Picoas", TVI - Diário da Manhã, 25/07/2023 26
A1 CNN Portugal - Novo Dia Duração: 00:01:30 OCS: CNN Portugal - Novo Dia ID: 106369676 25-07-2023 06:16 1 1 1 Buscas ao PSD: Magalhães e Silva http://www.pt.cision.com/s/?l=bbdd9a1 Magalhães e Silva diz ainda que a autonomia do Ministério Público, não significa que este órgão não tenha de dar explicações aos cidadãos. Sobre as buscas ao PSD e mediatização do caso, o advogado afirma que aguarda há já tempo de mais que a Procuradoria-Geral da República clarifica o que está em causa nesta investigação. Repetições: CNN Portugal - Novo Dia , 2023-07-25 07:22 Página 1
A2 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 922,15cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 4,1 ID: 106368148 1 MEDIDAS DE COAÇAO DECISÃO Prisão domiciliária, sem pulseira eletrónica nem vigilância policial, para Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes • CASO Passaportes de ||||fi9j ambos vão ser apreendidos. Restantes arguidos saíram em liberdade, com cauções até 500 mil euros '^Decisão foi conhecida ontem, já depois das 20h ?J Armando Pereira D Hernâni Antunes 'j Juiz Carlos Alexandre Atualidade I 'Operação Picoas Débora Carvalho • Os milionários Armando Pereira, cofundador da Altice, e Hernâni Vaz Antunes, empresário, vão ficar em prisão domiciliária, no âmbito do processo 'Picoas', após onze dias de interrogatórios, conduzidos pelo juiz de instrução criminal Carlos Alexandre. A filha de Hernâni Antunes, Jéssica, fica sujeita ao pagamento de uma caução de meio milhão de euros e o economista Álvaro Loureiro a uma de 250 mil euros. Estes arguidos ficam obrigados a apresentações periódicas às autoridades. Magalhães e Silva, advogado de Armando, explicou que não há caução nem pulseira eletrónica. Fica em prisão domiciliária, mas sem vigilância nenhuma. "Poderá gozar de toda a mansão sem quaisquer restrições", sublinhou. "Regressa hoje [ontem] mesmo a Braga. Está aliviado por ir dormir a casa", concretizou Magalhães e Silva. O mesmo se aplica a Hernâni Vaz Antunes. Tanto Armando como Hernâni tiveram de entregar os passaportes e ficaram impedidos de contactar entre eles. foram detidos no âmbito deste processo, mas número de arguidos será maior Em causa, neste processo, está um negócio milionário com prédios, envolvendo suspeitas de corrupção, fraude fiscal, branqueamento de dinheiro e falsificação de documentos, que tem como protagonistas acionistas e gestores da Altice, com destaque para Armando Pereira e Alexandre Fonseca. O CM sabe que a investigação do Ministério Público e da Autoridade Tributária, liderada por Rosário Teixeira e Paulo Silva, visa apurar se houve negócios simulados na venda de, pelo menos, quatro prédios numa zona central de Lisboa, Picoas, por 15 milhões sendo que o valor de mercado dos edifícios é na ordem das várias dezenas. Em termos simples, MP e fisco suspeitam de os vendedores terem vendido a si próprios, para lá de terem promovido uma fuga milionária ao fisco. E TAMBÉM Paulo Silva inspetor tributário MP BRAÇO-DIREITO O inspetor tributário de Braga, Paulo Silva, tem sido o braço-direito de Rosário Teixeira em vários processos mediáticos, como a 'Operação Marquês' e a 'Operação Cartão Vermelho', que levou à detenção de Sócrates e Luís Filipe Vieira. No processo 'Picoas', teve um contributo decisivo para desmontar o alegado esquema criminoso. Mansão de luxo Armando Pereira, cofundador da Altice, foi detido na sua mansão em Guilhofrei, Braga. A moradia, de 15 hectares, tem piscina, campo de golfe e heliporto. COAÇAO SEM CAUÇÃO Não se confirmou a aplicação da caução milionária de 10 milhões a Armando Pereira, como defendeu o MP. Nem a prisão preventiva pedida para Hernâni. Até hoje, as maiores cauções foram aplicadas a Sobrinho e Pinho: 6 milhões. Página 2
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 922,15cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 4,1 ID: 106368148 Página 3 2
A4 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 119,7cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 14 ID: 106367989 1 Alguns dos quadros PAÇOS DE FERREIRA Rede julgada por falsificar obras de arte na prisão • O Tribunal de Instrução Criminal de Penafiel decidiu pronunciar quatro arguidos, que estão acusados de pertencerem a uma rede que falsificava quadros de artistas de renome a partir da cadeia de Paços de Ferreira. Os suspeitos tinham pedido a abertura de instrução para refutarem a acusação, mas o juiz decidiu que devem ser julgados por um total de 105 crimes como associação criminosa, burla e aproveitamento de obra contrafeita ou usurpada. O esquema foi praticado entre 2014 e 2019, sendo que as obras de arte eram falsificadas na sala de artesanato por Carlos Patrício e Eduardo Santos, dois reclusos. Era o irmão deste último suspeito, Joaquim Santos, que liderava a rede. Também a sua ex-mulher esteve envolvida nos crimes. Todo o material era enviado para a cadeia por Joaquim, um negociante de arte. A rede falsificou quadros de Cesariny, Cruzeiro Seixas e José Malhoa, entre outros, hlf. Página 4
A5 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 89,78cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 5 ID: 106368149 1 Pormenore s CONSEQUÊNCIAS EX-CEO SUSPENDE FUNÇÕES O ex-CEO da Altice, Alexandre Fonseca, suspendeu funções no quadro das atividades executivas e não executivas de gestão do grupo. Ainda não será arguido, mas é suspeito de ter recebido vantagens indevidas. FRAUDE SUSPEITAS SOBRE 600 MILHÕES Hernâni Vaz Antunes, empresário de Braga, é suspeito de ter faturado mais de 60 0 milhões de euros de forma ilegal ao grupo de telecomunicações Altice, através da alegada ajuda do amigo Armando Pereira. INTERROGATÓRIO TREZE HORAS Hernâni Vaz foi o último arguido a falar. Foram mais de 13 horas de interrogatório. O empresário bracarense procurou ilibar a filha Jéssica. ARMANDO PEREIRA ONZE CRIMES Armando Pereira está, para já, indiciado de 11 crimes de corrupção ativa e passiva, para o setor privado, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Página 5
A6 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 379,05cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 5 ID: 106368146 1 "Há aqui coisas que nâo deviam ter oconído" Débora Carvalho • Rosário Teixeira é o procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal que coordena o inquérito da'Operação Picoas'. Aos jornalistas, após promover as medidas de coação privativas da liberdade para dois dos arguidos, o magistrado do Ministério Público esclareceu que as mesmas resultaram do facto de haver "riscos", nomeadamente perigo de fuga e perturbação do inquérito. Entende o procurador que os interrogatórios, que duraram cerca de duas semanas, no Campus de Justiça, em Lisboa, foram "bastante produtivos". "Foi interessante do ponto de vista de se chegar à verdade das coisas, que é o que interessa". Rosário Teixeira tem uma longa experiência neste tipo de processos, de criminalidade complexa, com suspeitas de corrupROSARIO TEIXEIRA: "FORAM INTERESSANTES PARACHEGARÁ VERDADE DAS COISAS" ção, branqueamento e fraude fiscal qualificada e já nada o surpreende, embora os valores em causa sejam muito elevados. "Estamos a falar de uma grande empresa [Altice], com uma dimensão geográfica muito grande, é natural que as coisas apareçam com valores muito elevados. Há aqui coisas que não deviam ter ocorrido. Os próprios arguidos, em parte, admitiram isso no interrogatório", referiu o responsável do MP. Sobre a possibilidade de haver mais detidos no âmbito desta operação, foi claro: "Sobre o futuro não falo". Rosário Teixeira foi o magistrado responsável pela acusação a Sócrates e Ricardo Salgado, na 'Operação Marquês', um dos processo mais complexos de sempre na Justiça portuguesa. Em mãos tem ainda as investigações que visam, por exemplo, o ex- -presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, o empresário madeirense Joe Berardo e Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto. Página 6
A7 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 798,53cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 14,1 ID: 106367512 1 Nomeações para a direção da nova agência de migrações feitas à medida da "prata aa casa" EXTINÇÃO DO SEF O BE, único partido que votou com o PS a extinção do SEF, não está satisfeito com a escolha de Luís Goes Pinheiro para a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, que substitui as funções administrativas do SEF. Luís Goes Pinheiro será o presidente da nova Agência para a Integração Migrações e Asilo, que sucede ao SEF na concessão de vistos e asilo. TEXTO VALENTINA MARCELINO D ois altos quadros da área administrativa e infor- mática do Ministério da Saúde (Luís Goes Pinheiro e Manuel Fonseca); uma adjunta (Ana Monteiro) da ministra-Adju nta, An a Catarina Mendes; out ra da sua tutela (Sónia Pereira); e um ex-diretor nacional-adjunto do SEP; que saiu antes do final da co- missão de serviço sem justificação pública (JoséMoreira). Estes são as cinco escolhas do Governo para integrar, com mandatos de cinco anos, o Conselho Dire ti vo da nova Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que vai substituir o SEF nas suas funções administrativas de concessão de vistos de residência e asilo a estrangeiros. Os nomes foram anunciados ontem quando faltam cerca de três meses para a extinção do SEF e as suas competências ficarem repartidas por sete entidades diferentes: as administrativas na APIMAe no Instituto de Registos e Notariado; as policiais no Sistema de Segurança Interna, na PJ, na PSP na GNR e na Autoridade Tributária. Luís Goes Pinheiro, que era até há cerca de três meses presidente do conselho de administração da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, será o presidente da AI- MA, entidade equiparada a empresa pública. Goes Pinheiro foi também secretário de Est ado-Adjunto e da Modernização Administrativa (2018-2019), responsável pelo Programa Simplex. É for- mado em Direito e passou por vários organismos do Governo, como a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e o Instituto de Tecnologias de Infor- mação na Justiça (ITIJ). No seu currículo oficial não consta nenhuma formação, experiência ou cargo na área das migrações e asilo. Esta omissão causa estranheza ao líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), o único partido que acompanhou o PS na votação favorável ao diploma que preparou a extinção do SEF, em 2021. "É com estranheza que vemos a escolha para a direção da AI MA. Havendo tantas possibilidades no universo de pessoas que têm conhecimentos em migrações, asilo ou políticas de inclusão, escolher alguém sem qualquer experiência na área coloca as maiores reservas", sublinhou ao DN Pedro Filipe Soares. Dos outros partidos contactados, PSD, IL e PCP respondeu este último. A deputada Alma Rivera não se quis pronunciar sobre operfil de Goes Pinheiro, "de quem ainda não há matéria para avaliar as novas funções", mas sublinhou o de desacordo dos comunistas com o" modelo empresari al escolhid o para a AIMA", queconsideram "desadequado e sem sentido". Saúde perde dois quadros Para ocupar os cargos de vogai s da AIMA, foi recrutado do Ministério daSaúde, além de Goes Pinheiro, o seu número dois, Manuel Fonseca Licenciado em Informática, foi diretor de Sistemas de Informação no Ministério daSaúde e passou também pelo ITIJ. Da parte de Ana Catarina Mendes transitam para a AIMA (que fica também na sua tutela) Sóni a Perei - ra, que foi até esta nomeação alta- -comissária para as Migrações, entidade que se integrará na nova Agência, e Ana Monteiro, adjunta no Gabinete da ministra-Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, onde, segundo o comunicado oficial coordenou "o processo legislativo da área governativa, com destaque para o pacote legislativo relacionado com a criação d a AIMA". O quarto elemento é José Moreira que foi diretor nacional-Adjunto do SEF numa altura bastante atribulada desde serviço, resultante da demissão da então diretora nacional, Luísa Maia Gonçalves e dos seus dois diretores nacionais- - Adjuntos, em rutura com a tutela No currículo do novo presidente da AIMA não consta nenhuma formação, experiência ou cargo na área das migrações, integração e asilo, as matérias da nova agência. (na altura Constança Urbano de Sousa), por causa da aprovação das alterações à lei de estrangeiros, com as quais discordavam e que, como se veio a confirmar na recente operação da PJ de combate ao tráfico de imigrantes, permitiu o crescimento de redes de auxílio à imigração ilegal para Portugal. CRESAP aprova, mas ainda não publicou pareceres Alto quadro em Finanças e Gestão do setor público, JoséMoreira chegou ao SEF nomeado pelo então ministroda Administração Interna Eduardo Cabrita Nomeado em fevereiro de 2018 por três anos, acabou por interromper a sua comissão de serviço um ano anos de ter- minar. Ao que o DN apurou na altura, terá saído em rutura com a então diretora-nacional, Cristina Gatões (que se demitiu em final de 2020 na sequência e após oito meses da morte de Ihor Homeniuk nas instalações do SEF do aeroporto, pela qual foram condenados três inspetores) e o outro Adjunto, José Barão, ex-chefe de Gabinete de Cabrita. José Moreira foi, no último ano, responsável pela elaboração do Parecer à Conta-Geral de Estado, no Departamento de AuditoriadoTribunal de Contas (TdQ. Antes tinha sido, entre outros cargos, diretor- - geral das Autarquias Locais e inspetor no Departamen to de Audito - riadoTdC. De acordo com a nota oficial do gabi nete de Ana Catarina Mendes, "a idoneidade, competência técnica, aptidão e experiência profissional do conselho diretivo da AIMA ficam evidenciadas nas respetivas notas curri culares d e cada um dos designados", assinalando que a nomeação avançou "após ter sido ouvida a Comissão de Recruta- mento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP), que se pronunciou de forma favorável à designação das referidas personalidades". O DN consultou a página oficial da CRESAP e estes pareceres ainda não estavam disponíveis, tendo pedido a esta entidade para os disponibilizar, o que não aconteceu até ao fecho desta edição. Valentina, [email protected] Página 7
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 798,53cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 14,1 ID: 106367512 2 Extinção do SEF Esquerda contesta nomeações para direção da nova Agência para a Integração, Migrações e Asilo PAG. 14 Página 8
A9 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 278,78cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 32 ID: 106367560 1 Altice. Prisão domiciliária para Armando Pereira e Vaz Antunes OPERAÇÃO PICOAS Juiz Carlos Alexandre acolhe maioria dos pedidos do Ministério Público, mas deixa cair prisão preventiva para Hernâni Vaz Antunes. TEXTO RUI FRIAS O j uiz Ca rios Al exa nd re deci - diu aplicara prisão domiciliária, sem pulseira eletrónica, como medida de coação para os dois principais arguidos da Operação Picoas: o cofundador da Altice Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes, considerado o seu braço-direito. Com esta decisão, o juiz de instrução criminal deixou cair uma pretensão do Ministério Público, que pedia prisão preventiva para Vaz Antunes. Os outros dois arguidos do processo, Jéssica Antunes, filha de HernâniVaz Antunes, e o contabilista Álvaro Loureiro, saem a n liberdade, sujeitos ao pagamento de cauções de 500 mil e 250 mil euros respetivamente, como tinha pedido o MR Neste processo da Operação Picoas está em causa o que o Ministério Público considera uma "viciação decisória do Grupo Altice em sede de contratação, com práticas lesivas das próprias empresas daquele grupo e da concorrência" que apontam para corrupção privada na forma ativa e passi - va e para crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Os investigadores suspeitam que a nível fiscal o Estado terá sido defraudado numa verba superior a 100 milhões de euros. Desencadeada em 13 de julho, a Operação Picoas levou a três detenções nesse dia, entre as quais a do cofundador do grupo Altice Armando Pereira, e contou com cerca de 90 buscas domiciliárias e não-domiciliárias, incluindo a sede da Altice Portugal, em Lisboa, e instalações de empresas e escritórios em vários pontos do país. HernâniVaz Antunes foi o quarto arguido a ser detido, mas apenas no dia 15, após se entregar às autoridades. No total o MP suspeita de 35 crimes nesta Operação Picoas, dos quais Armando Pereira é indiciado em 11: seis de corrupção ativa agravada no setor privado, com referência a colaboradores da Altice (como Luís Alvarinho, Alexandre Fonseca), um crime de corrupção passiva no setor privado, quatro crimes de branqueamento de capitais e ainda crimes não quantificados de falsificação de documentos. Já HernâniVaz Antunes é indiciado de sete crimes de corrupção ativa agravada no setor privado, oito de fraude fiscal, seis de branqueamento de capitais e ainda falsificação de documentos e falsas declarações, com LUSA Página 9
A10 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 1614,2cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Semanal Pág: 16-17,1 ID: 106368138 1 Q Radar// Espanto na investigação. Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em domiciliária Carlos Alexandre não exigiu vigilância eletrónica nem pagamento de caução para os principais suspeitos da Operação Picoas, que vão ficar em prisão domiciliária. Melissa Antunes e Alvaro Gil Loureiro têm de pagar 500 mil e 250 mil euros. FELICIA CABRITA [email protected] JOANA LUDOVICE D E ANDRADE joana. [email protected] A decisão de Carlos Alexandre - que não acompanhou o pedido do Ministério Público e decretou prisão domiciliária, sem vigilância eletrónica, para os dois principais arguidos da Operação Picoas - apanhou de surpresa os investigadores da Operação Picoas, sabe o i. Os argumentos do MP, que evocou o perigo de fuga e o risco de destruição de prova para pedir prisão preventiva, para Hernâni Vaz Antunes e a domiciliária, convertível numa caução de dez milhões de euros, para Armando Pereira não colheram frutos junto do magistrado, que aplicou medidas de coação menos gravosas, embora tenha dado ordens para retirarem o helicóptero privado do cofundador da Altice. O Ministério Público mostrouse preocupado com a eventual perturbação do inquérito e destruição de provas, dando como exemplo que os arguidos, ao terem tido conhecimento antecipado do da Operação Picoas uma semana antes das buscas, terão destruído documentação, enquanto outras provas terão sido colocadas a recato em locais com os quais nenhum dos arguidos estava relacionado. O cofundador da Altice Armando Pereira durante o interrogatório, dirigido pelo juiz Carlos Alexandre e com a presença dos líderes da equipa de investigação, o procurador Rosário Teixeira e o inspetor tributário de Braga Paulo Silva, admitiu que na véspera das buscas realizadas à sua mansão em Guilhofrei (Vieira do Minho) e da sua Braço direito de cofundador da Altice só foi detido dois dias depois das buscas MP pediu preventiva para Hernâni Antunes, evocando perigo de fuga detenção preventiva, foi contactado pela TVI/CNN Portugal com um pedido de comentário ao que se iria passar. No fim de semana anterior ao desencadeamento da operação, o empresário bracarense Hernâni Vaz Antunes, amigo de Aimando Pereira e que terá atuado em conluio com ele na conceção e concretização do esquema, deslocou-se para o Algarve, enquanto o contabilista Álvaro Gil Loureiro, seu colaborador e alegado cérebro de muitas das manobras efetuadas para colocar em paraísos fiscais os ganhos presumivelment e ilícitos de ambos, partiu para o Luxemburgo. Porém, nada acontecendo nos dias imediatamente a seguir, os dois acabaram por regressar à sua base, em Braga. Os investigadores concluíram que, a partir da sexta-feira anterior às busca s e ao início da detenção dos quatro suspeitos, foi destruída documentação relacionada com os esquemas alegadamente ilícitos que terão posto em prática no seio da operadora e que a lesaram em 250 milhões de euros, enquant o outras provas terão sido colocadas a recato, em locais com os quais nenhum deles estava relacionado. Os investigadores apenas conseguiram recuperar parte das provas com a colaboração do contabilista de Hernâni Vaz Antunes que durante o interrogatório, perante o procurador Rosário Teixeira e o juiz de instrução, decidiu contar as práticas ilegais que delapidaram o património da Altice. Por isso, o Ministério Público pediu que Álvaro Gil Loureiro aguardasse o prosseguimento do inquérito em liberdade e assim decidiu Carlos Alexandre, impondo uma caução de 250 mil euros. Já Melissa Antunes, filha do empresário bracarense, terá de pagar 500 mil euros. A antiga jogadora de futebol do Sporting de Braga, quando foi ouvida, atirou para cima do pai toda a responsabilidade pela montagem do circuito empresarial e financeiro tendo sistematicamente respondido: "Não sei, recebi instruções do pai!". Melissa Antunes é titular de várias participações de capital em empresas criadas por Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes para fazer circular os seus ganhos supostamente ilícitos por paraísos fiscais (fugindo assim ao pagamento de impostos sobre as respetivas fortunas). Os quatro suspeitos, Armando Pereira, Hernâni Vaz Antunes, que só foi detido dois dias após as buscas, Álvaro Gil Loureiro e Jéssica Antunes ficaram sob custódia policial mais de uma semana, sendo que a filha do empresário de Braga ficou sempre nas instalações da PSP, em Moscavide, enquanto os três restantes foram transferidos para o estabelecimento prisional junto à sede da Polícia Judiciária. VIDAS DE LUXO N a Operaçã o Picoas, que visa crimes como corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, num esquema que terá desviado da Altice cerca de 250 milhões de euros e lesado o Estado em mais de 100 milhões, foram apreendidos aos principais suspeitos, mais de 30 carros de alta cilindrada, assim como as contas bancárias de ambos. Entre as viaturas apreendidas Página 10
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 1614,2cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Semanal Pág: 16-17,1 ID: 106368138 2 JUSTIÇA Carlos Alexandre não acatou os pedidos do Ministério Público DR tanto ao cofundador da Altice, detentor da 19a maior fortuna em França e certamente o português mais rico da atualidade, como a do seu amigo e colaborador no alegado esquema de delapidação do património material e financeiro do grupo, figuram um Rolls Royce, vários Ferraris (incluindo um Ferrari Monza), quatr o MacLaren Senna, três Lamborghinis e dois Bugattis. Ambo s emigrante s n a sua juventude, tanto o cofundador da Altice, nascido na freguesia de Guilhofrei, em Vieira do Minho, como o amigo, natural de uma aldeia próxima de Braga, eram colecionadores de carros de luxo e as autoridades judiciais justificam a apreensão das viaturas sob a alegação de terem sido adquiridas com as vantagens económicas indevidas que terão resultado dos esquema s ilícitos por eles aplicados no seio do grupo. Um dos MacLaren Senna de Antunes foi notícia em 2020 por se ter incendiado no centro de Braga. Mas o gosto de Hernâni Vaz Antunes pelo pelo luxo, característica que partilha com Armando Pereira, não se ficava pelos carros. Nos últimos dois anos, gastou cerca de 1,5 milhões de euros em vinho, a maioria francês, com garrafa s adquiridas, no mínimo, a 10 mil euros cada. Os investigadores passaram a pente fino a forma de aquisição de outro património valioso dos suspeitos, em particular as mansões que ambos os empresários tinham adquirido. Armand o Pereira possui (em seu nome ou através de testas-de-ferro) mansões em Guilhofrei (a qual, ocupando uma quinta com área superior a 15 hectares, é considerada a maior do Norte do país), Genebra, Málaga e Ilhas Virgens, além de apartamentos de luxo em Nova Iorque (Manhattan) e em Paris (frente ao Sena). A aquisição do apartamento de Nova Iorque, por 70 milhões de dólares (63 milhões de euros), efetuad a em nome da sua filha, Gaélle Pereira, e do genro, Yossi Benchetrit (diretor de compras da Altice USA), foi notícia no ano passado, por ter sido considerada a operação imobiliária mais cara no mercado residencial de Nova Iorque durante 2022. Na acusação, o Ministério Público referiu que a primeira indicação de suspeitas sobre a intermediação irregular de forneciForam apreendidos mais de 30 carros de luxo dos milionários com origens no Minho Mansões de luxo e vinhos de dez mil euros a garrafa. Amigos têm em comum o gosto pelo luxo mentos à Altice remonta a 2013, quand o o grupo, com origem em França, fundado pelo marroquino Patrick Drahi, com 70 por cento do capital, e por Armando Pereira, com a restante participação, detinha em Portugal apena s a empres a Cabovisão, sociedade de distribuição de televisão por cabo. No ano anterior, alegadamente contando com a colaboração de Pereira, Antunes tornou-se fornecedor de referência do grupo tanto em Portugal como em diversos outros países europeus, nos EUA e na República Dominicana, tendo podido através dessa ligação - de acordo com a investigação - viciar a seu favor as decisões internas de contratação. E em 2013 formou a empresa HVJA General Trading FZC, com sede em Ajmã, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), para fazer a intermediação do fornecimento de bens à Cabovisão, recebendo da empresa portuguesa, por essa via, 687.500 euros e repartindo supostamente os ganhos com o homem de Guilhofrei. Os dois empresários minhotos, atuando em conluio, terão usado a influência conseguida sobre as decisões de contratação da Altice para intervirem junto de outros fornecedores do grupo, impondo-lhes não só a cobrança de verbas indevidas, pagas a firmas da sua esfera pessoal, como a aquisição de supostos trabalhos a sociedades controladas por Hernâni Vaz Antunes. Os lucros ilegais assim obtidos - concluiu o MP - seriam repartidos entre Armando Pereira e o amigo e canalizados para sociedades offshore criadas por ambos nos EAU (e em particular no Dubai), com passagem pelo Luxemburgo, pelos EUA, pela República Dominicana ou, no caso português, pela Zona Franc a da Madeira (ZFM). O nome dos próprios nunca aparecia associado a essa rede empresarial (sendo apena s os seus beneficiários finais), e daí a utilização de outras pessoas como testas-de-ferro - casos de Melissa Antunes ou do pai do genro de Armando Pereira, que deu o nome para a criação nos EAU das offshores Sanjy International Commercial e CBIC Business Intermediary, apesar de os investigadores acreditarem que amba s pertencem ao homem da Altice. Página 11
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 1614,2cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Semanal Pág: 16-17,1 ID: 106368138 3 OPERAÇÃO PICOAS. CARLOS ALEXANDRE NÃO ACEITA PEDIDO DO MP Armando Pereira e Hernâni Antunes ficam em prisão domiciliária nas suas luxuosas mansões. AIP queria caução de 10 milhões de euros e prisão preventiva, mas juiz deu nega //PÁGS. 14-15 Página 12
A13 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 795,45cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 12,1 ID: 106367575 1 PORMENORES Baixas em Portugal André Figueiredo, diretor de coordenação institucional e corporativa e ex-chefe de gabinete de José Sócrates, o administrador João Zúquete da Silva e o copresidente executivo da Altice Europe, Alexandre Fonseca, foram três baixas anunciadas nas cúpulas da Altice na sequência da Operação Picoas e que obrigaram a mexer na administração. Genro suspenso As ondas de choque da operação chegaram até à Altice dos Estados Unidos da América e atingiram o responsável de compras, Yossi Benchetrit, que é gemo de Armando Pereira e foi colocado de licença enquanto é realizada uma averiguação interna. Armando Pereira e Vaz Antunes presos em casa sem pagar caução Carlos Alexandre recusou medidas mais duras pedidas pelo MP para principais arguidos do caso Altice Óscar Queirós [email protected] OPERAÇAO PICOAS A decisão do juiz Carlos Alexandre contrariou o pedido do procurador Rosário Teixeira, que queria a prisão preventiva para Hernâni Vaz Antunes e a prestação de uma caução de dez milhões de euros para Armando Pereira, o cofundador da Altice. Nem caução nem cadeia. Ficam ambos em prisão domiciliária, controlados por pulseira eletrónica. Para os outros dois arguidos, Jéssica Antunes eÁlvaro Loureiro, o procurador obteve de Carlos Alexandre o que pediu em alegações: Jéssica ficará em liberdade mediante caução de 500 mil euros e Loureiro terá de pagar 250 mil. Ao que o JN apurou, os dois principais arguidos ficarão dentro de dias sob o controlo dos serviços de reinserção social e prisionais, o que só não aconteceu agora por motivos de logistica. DINHEIRO EM OFFSHORES Os quatro arguido foram detidos no âmbito da Operação Picoas desencadeada na quinta-feira, 13 de julho, após anos de investigação da Autoridade Tributária e do Ministério Público (MP). Em causa estará um esquema que consistiu nacriação, pelos arguidos, de uma quarentena de empresas, em vários offshores espalhados por quatro continentes, e que terão permitido a dissimulação de mais de 650 milhões em que a Altice terá sido defraudada. O Fisco portuguêsterásido prejudicado em cem milhões. Em causa no inquérito estão suspeitas da prática dos crimes de corrupção no setor privado ativa e passiva, fraude fiscal e branqueamento de capitais. A primeira a ser ouvida foi Jéssica Antunes que, segundo o MP, te rá tido papel importante na circulação dos milhões entre as dezenas de empresas criadas pelo seu pai sob indicação de Armando Pereira, de modo a dar sumiço ao dinheiro. Os paraísos fiscais situavam-se em zonas francas como a da Madeira, mas também Luxemburgo, Emirados Árabes Unidos, República Dominicana ou Estados Unidos da América. Jéssica deve apresentar-se periodicamente às autoridades e não pode ausentar-se para o estrangeiro. À saída do tribunal, ontem à noite, após a libertação de Armando Pereira, o seu advogado, Magalhães e Silva adiantou que, quer no caso do seu cliente, quer no caso de Vaz Antunes o juiz considerou que existem perigos de fuga, de perturbação de inquérito e de continuação de atividade criminosa. ECONOMISTA "ALIVIADO" Gil Loureiro, o assessor financeiro do alegado grupo que tinha por missão emprestar um aspe to legal aos múltiplos negócios engendrados, fica em liberdade se prestar a mencionada caução. Segunda informações recolhidas pelo JN, terá sido o arguido que mais disponibilidade mostrou durante o longo interrogatório. "Ele sai aliviado, nós saímos aliviados, porque depois deste trabalho conseguimos efetivamente a liberdade dele, para ele estar com a família, com os entes queridos e no fundo para lutar a partir de agora pela sua inocência", disse José Figueiredo, advogado de Álvaro Gil Loureiro.» ARMANDO PEREIRA não poderá contactar com os restantes arguidos do proceso e entrar na empresa HERNÂNI VAZ ANTUNES era o homem de confiança de Armando Pereira no alegado esquema, acredita o MP MINISTÉRIO PÚBLICO [ Perigos de fuga e de perturbação do inquérito O procurador da República Rosário Teixeira tinha alegado o perigo de perturbação do inquérito para pedir a prestação de uma caução de dez milhões de euros por Armando Pereira, ou, em alternativa, prisão domiciliária. O pedido de prisão preventiva que apresentara para Hernâni Vaz Antunes, tinha mais a ver com o perigo de fuga, pois, durante o dia da operação, as autoridades não sabiam do seu paradeiro, tendo partido do princípio de que tinha fugido, o homem de confiança de Armando Pereira entregarse-ia no dia seguinte numa esquadra da PSP em Lisboa. Página 13
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 795,45cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 12,1 ID: 106367575 2 Carlos Alexandre manda para domiciliária arguidos da Altice Armando Pereira e Vaz Antunes suspeitos de fraude de milhões P. 12 Página 14
A15 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 349,13cm² Âmbito: Economia, Negócios. Period.: Diária Pág: 28 ID: 106367735 1 OPERAÇÃO PICOAS Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em domiciliária Miguel Baltazar Armando Pereira, cofundador da Altice, está indiciado de 11 crimes. Armando Pereira cofundador da Altice, e o empresário Hernâni Vaz Antunes, os dois principais arguidos na Operação Picoas, vão ficar em prisão domiciliária decretou o juiz Carlos Alexandre. Segundo tinha avançado a imprensa o Ministério Público (MP) pedia prisão domiciliária ou, em substituição, uma caução de 10 milhões de euros para Armando Pereira e prisão preventiva para Hernâni Vaz Antunes. O juiz acabou por fixar uma medida de coação mais gravosa para o cofundador da Altice. Segundo o advogado de Armando Pereira o juiz considerou inquérito mas não determinou vigilância eletrónica nem policial. Armando Pereira está indiciado de 11 crimes de corrupção ativa e passiva branqueamento e falsificação de capitais. Já Hernâni Antunes é suspeito de mais de 20 crimes de corrupção ativa branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada. Quanto a Jéssica Antunes, filha do empresário e sócia em várias das empresas alvo de investigação, e ao economista Alvaro Gil Loureiro, sócio de várias empresas de Hernâni Vaz Antunes, o juiz determinou o termo de identidade e residência e o pagamento de cauções de500mil e 250mil euros, respetivamente, tal como era pedido pelo MP. A "Operação Picoas" revelou um alegado esquema financeiro em torno da Altice, detentora da antiga PT. que terá lesado o Estado e o grupo empresarial em centenas de milhões de euros. O MP suspeita de uma "viciação doprocesso decisório do Grupo Altice, emsede de contratação, com práticas lesivas das próprias empresas daquele grupo e da concorrência", que apontam para corrupção privada na forma ativa e passiva É PC/SA Página 15
A16 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 495,04cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 14,1 ID: 106367441 1 Altice: Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes Ɗcam em prisão domiciliária MP suspeita que Armando Pereira e Hernâni Antunes cometeram crimes que terão lesado o Estado em 100 milhões de euros Sónia Trigueirão O juiz Carlos Alexandre decidiu aplicar a prisão domiciliária como medida de coacção a Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes. O Ministério Público (MP) tinha pedido que Armando Pereira Æcasse em prisão domiciliária ou prestasse uma caução de 10 milhões de euros, mas o magistrado recusou a ideia de determinar um valor de caução. Já para Hernâni Vaz Antunes, o MP tinha pedido a prisão preventiva como medida de coacção. O co-fundador do grupo Altice, Armando Pereira, e o empresário de Braga Hernâni Vaz Antunes são suspeitos de pelo menos 32 crimes no âmbito da Operação Picoas. O MP imputa a Armando Pereira um total de 11 crimes, seis de corrupção activa no sector privado, um de corrupção passiva no sector privado e quatro de branqueamento de capitais. Ao empresário bracarense Hernâni Vaz Antunes, o MP atribui a prática de 21 crimes, oito de fraude Æscal qualiÆcada, seis de branqueamento derado suspeito de recebimento indevido de vantagem, mas ainda não é arguido, também foi alvo de buscas no dia 13 de Julho, quando a Operação Picoas foi lançada. No dia 17 de Julho, a Altice Portugal anunciou que Alexandre Fonseca suspendeu por “sua decisão” todas as funções no grupo (é presidente do conselho de administração em Portugal e nos EUA, e presidente executivo ao nível do grupo, em co-gestão com Malo Corbin e David Drahi). No caso de Luís Alveirinho, o MP acredita que (à semelhança de Alexandre Fonseca) produziu facturação forjada para receber as vantagens indevidas conferidas pelos dois principais arguidos. Neste caso, as facturas seriam emitidas através da sociedade Luís Alveirinho Unipessoal, para a empresa Braga System Inc, registada nos EUA e controlada por Hernâni Antunes, no valor mensal de dez mil euros. Isto para permitir que a Altice assinasse contratos com intermediárias do empresário bracarense (que assim ganhavam uma percentagem) em fornecimentos de empresas chinesas como a Huawei e a Xiaomi. Os investigadores acreditam que há outras Æguras em lugares-chave no grupo Altice que terão beneÆciado destes pagamentos, nomeadamente na Suíça e nos EUA. o ex-presidente Alexandre Fonseca e o antigo responsável de tecnologia, Luís Alveirinho. O MP está a ver à lupa alegadas interacções entre estes empresários e o antigo presidente da Altice Portugal, Alexandre Fonseca. Segundo a investigação, Alexandre Fonseca terá alegadamente recebido 380 mil euros em 2018 e 110 mil euros em 2017, por acordo entre Hernâni Vaz Antunes e Armando Pereira, através de sociedades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e contra facturas falsas. A casa de Alexandre Fonseca, que é consiarguidos admitiram, “em parte” que “há coisas que não deveriam ter ocorrido”. Investigação continua Esta investigação parece, no entanto, estar longe de acabar e ainda poderão ser constituídos mais arguidos. Se Armando Pereira se deixou alegadamente corromper por Hernâni Vaz Antunes, seu amigo desde o Ænal da década de 90, houve, na óptica dos investigadores, outras seis pessoas que terão sido corrompidas por ambos. Duas delas na Altice Portugal: O MP imputa a Armando Pereira um total de 11 crimes NUNO FERREIRA SANTOS de capitais e sete de corrupção activa no sector privado. O MP suspeita que Armando Pereira, juntamente com Hernâni Vaz Antunes, está envolvido num alegado esquema fraudulento, que terá lesado o Estado em mais de 100 milhões de euros e desviado da Altice cerca de 250 milhões de euros. No âmbito desta investigação foram ainda detidos a Ælha de Hernâni Antunes, Jéssica Antunes, e o economista Álvaro Gil Loureiro. Para Jéssica Antunes, o juiz de instrução decretou a prestação de uma caução de 500 mil euros, a obrigação de apresentações periódicas às autoridades, a proibição de se ausentar para o estrangeiro e de contactos com os outros arguidos. Para Álvaro Gil Loureiro, foi determinada uma caução de 250 mil euros, a obrigação de apresentações periódicas às autoridades, a proibição de se ausentar para o estrangeiro e a proibição de contactos com outros arguidos, tal como tinha pedido o MP. Antes da decisão do juiz de instrução, o procurador Rosário Teixeira disse que “necessariamente tem de haver perigo de fuga” para justiÆcar o pedido de medidas privativas de liberdade. Rosário Teixeira revelou ainda que o interrogatório “foi bastante produtivo e interessante” do ponto de vista de obter a verdade sobre os factos e que os próprios Página 16
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 495,04cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 14,1 ID: 106367441 2 ISNN-0872-1548 Sociedade, 14 Justiça Altice: ex-dono e empresário de Braga ficam presos em casa Página 17
A18 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 1129,9cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 10-11 ID: 106367463 1 Metadados, judeus, tabaco, ordens e identidade de género deixados para regresso Quase ano e meio de sessão legislativa, algo praticamente inédito na história democrática, levou a que se fossem acumulando nas gavetas das comissões parlamentares muitos diplomas sobre variados assuntos. Uns entregues pelos partidos e pelo Governo para cumprirem os respectivos programas, outros para procurar resolver questões entretanto surgidas — e que tiveram urgência enquanto os assuntos estiveram no centro da atenção mediática, tendo o Parlamento aprovado novas regras na generalidade, mas que se foi esfumando entretanto. E o processo legislativo não foi ainda concluído. É o caso do regime jurídico dos metadados, prejudicado pelo arrastamento do processo de negociação entre o PS e o PSD, mas também das regras para a atribuição da nacionalidade aos descendentes dos judeus Vários temas foram sendo aprovados na generalidade, mas o trabalho legislativo não foi concluído. Devido à urgência de alguns, devem ser abordados logo na abertura do Parlamento Maria Lopes sefarditas. Ou ainda dos abusos sexuais na Igreja, que motivou a constituição de um grupo de trabalho de avaliação da legislação sobre abusos sexuais contra menores que recebeu as propostas dos partidos, mas que, além das audições, ainda não entrou na discussão. Com produção de propostas legislativas muito intensa — o Governo entregou 70 propostas de lei, os partidos deram entrada de 866 projectos de lei —, a que se somaram dois processos orçamentais e uma comissão de inquérito, os partidos não conseguiram tempo para dar vazão a uma grande parte dos diplomas. Ainda assim, a maioria absoluta do PS ajudou a alguma “limpeza”: os socialistas rejeitaram todos os projectos do Chega e bastava o seu voto contra para chumbar qualquer diploma da oposição, fazendo aprovar os seus. O que poupou ao PS longas horas de negociação, ao contrário do que aconteceu A Assembleia da República está a fixar a redacção de leis para enviar ao Presidente Página 18
25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 1129,9cm² Âmbito: Informação Geral Period.: Diária Pág: 10-11 ID: 106367463 2 nas duas legislaturas anteriores, em que dependia do PCP e/ou do BE. Os urgentes metadados Olhando para os temas com mais peso, é urgente resolver a questão (extremamente) difícil do acesso aos metadados para investigação judicial, que o Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucional já em Abril do ano passado. Tendo o PS e o PSD chegado a um entendimento mesmo em cima das férias, em Setembro a sua prioridade será votar o novo texto para o enviar para Belém antes da análise do orçamento, que arranca no Ænal de Outubro. A principal alteração é a redução da conservação generalizada de 12 para três meses e a possibilidade de os cidadãos recusarem que possa ser por mais tempo. Outro assunto urgente é a alteração às leis eleitorais, para avançar com o voto por correspondência, assim como com o voto antecipado e em DANIEL ROCHA mobilidade para os emigrantes para as europeias de Junho de 2024 (que o PSD quer que se alargue também à eleição presidencial) e ainda um teste de votação electrónica. É preciso que as propostas do Governo, PSD, PS e PAN vejam a luz do dia rapidamente para o processo ser preparado. Também Æcaram na gaveta as propostas de proibição das terapias de conversão sexual e outras também dos partidos da esquerda para reforçar a autodeterminação da identidade e expressão de género (incluindo medidas sobre mudança de nome e sobre equipamentos escolares diferenciados tendo em conta essa identidade), que procuram contornar a inconstitucionalidade decretada pelo TC, por ter sido o Governo a legislar sobre o assunto, quando deveria ter sido a AR. O tema da regulamentação das ordens proÆssionais é outra fonte de polémicas entre as associações e os socialistas: depois da lei-quadro que passou pelo crivo do TC a pedido do Presidente da República, agora foram aprovados na generalidade, sob protestos da oposição, os estatutos de várias associações públicas proÆssionais e o regime jurídico da constituição e funcionamento das sociedades pluridisciplinares. No processo de revisão constitucional, os partidos Æzeram uma primeira apresentação e debate das propostas de cada um, mas, sendo imprescindível o entendimento entre PS e PSD, é difícil perceber em que temas conseguirão chegar a acordo para que não seja uma revisão minimal. Depois de ter feito aprovar, em Março ,o projecto com o novo regime para tornar a Casa do Douro novamente instituto público, ainda a tempo das vindimas deste ano, e contornando a declaração de inconstitucionalidade de há dois anos, o PS não deu mais gás ao assunto: na Comissão de Agricultura mantém-se os diplomas do PS, PCP e BE. Depois de chumbar os projectos de outros partidos para o regresso da comparticipação, pelo SNS, dos tratamentos termais, aguarda-se que o PS dê seguimento ao seu diploma. Está também na especialidade um diploma do PSD, a que o PS deu aval, que alarga o regime da classiÆcação dos cuidadores informais, e outros do PAN e Bloco para o aumento da quota mínima obrigatória de música portuguesa nas rádios. Estas propostas já passaram pelo crivo do plenário, tendo sido aprovadas na generalidade e baixaram às comissões, mas outras foram entregues pelo Governo que nem sequer foram à votação na generalidade. Como é o caso das novas regras para a atribuição da nacionalidade portuguesa aos descendentes de judeus sefarditas e da nova Lei do Tabaco, que, antes de chegar ao Parlamento, já tinha a oposição até de deputados socialistas, devido ao apertar das restrições à venda e ao consumo. Página 19
A20 25-07-2023 Meio: Imprensa País: Portugal Área: 49,88cm² Âmbito: Desporto e Veículos Period.: Diária Pág: 30 ID: 106368321 1 MP pede prisão para Armando Pereira FM O Ministério Público pede prisão domiciliária ou uma caução de ioM€ para Armando Pereira, cofundador da Altice indiciado por crimes de corrupção e branqueamento de capitais. Página 20
A21 RTP1 - Bom Dia Portugal Duração: 00:01:29 OCS: RTP1 - Bom Dia Portugal ID: 106369246 25-07-2023 06:33 1 1 1 Operação Picoas - Advogados dos arguidos concordam com medidas de coação http://www.pt.cision.com/s/?l=a024393f Os advogados dos arguidos, no âmbito da operação Picoas, concordam com as medidas de coação que foram aplicadas e garantem que os arguidos vão cumprir as ordens do Tribunal. Declarações de Magalhães e Silva, Advogado de Armando Pereira; José Figueiredo, Advogado de Álvaro Loureiro; Pedro Duro, Advogado de Jéssica Antunes; Rui Patrício, Advogado de Hernâni Antunes. Repetições: RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 07:01 RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 06:51 RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 07:34 RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 08:04 Página 21
A22 RTP1 - Bom Dia Portugal Duração: 00:00:26 OCS: RTP1 - Bom Dia Portugal ID: 106369210 25-07-2023 06:33 1 1 1 Operação Picoas - Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes em prisão domiciliária http://www.pt.cision.com/s/?l=4cf9801 O cofundador da Altice, Armando Pereira, e o empresário Hernâni Vaz Antunes vão aguardar julgamento em prisão domiciliária. Os outros 2 arguidos, Jéssica Antunes e Álvaro Loureiro ficam em liberdade mediante o pagamento de uma caução. Repetições: RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 06:50 RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 07:01 RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 07:33 RTP1 - Bom Dia Portugal , 2023-07-25 08:03 Página 22
A23 SIC - Manhã SIC Notícias Duração: 00:02:35 OCS: SIC - Manhã SIC Notícias ID: 106368665 25-07-2023 06:05 1 1 1 "Operação Picoas" http://www.pt.cision.com/s/?l=8954919c Hernâni Vaz Antunes e Armando Pereira vão ficar em prisão domiciliária. As medidas de coação para os quatro arguidos da "Operação Picoas", são menos gravosas do que as pedidas pelo Ministério Público. Declarações de Manuel Magalhães e Silva, advogado de Armando Pereira, de Rui Patrício, advogado de Hernâni Vaz Antunes, de Pedro Duro, advogado de Jéssica Antunes, de José Figueiredo, advogado de Álvaro Loureiro. Repetições: SIC - Manhã SIC Notícias , 2023-07-25 07:05 Página 23
A24 TVI - Diário da Manhã Duração: 00:00:43 OCS: TVI - Diário da Manhã ID: 106368946 25-07-2023 06:16 1 1 1 "Operação Picoas" http://www.pt.cision.com/s/?l=b4a559f3 Armando Pereira e Hernâni Vaz Antunes vão ficar em prisão domiciliária. Já Jéssica Vaz Antunes e Álvaro Gil Loureiro, saem liberdade com uma caução de 250 mil euros. Página 24
A25 TVI - Diário da Manhã Duração: 00:01:04 OCS: TVI - Diário da Manhã ID: 106368961 25-07-2023 06:17 1 1 1 "Operação Picoas" http://www.pt.cision.com/s/?l=d21370eb Um dos advogados de Armando Pereira considera que a prisão domiciliária é um mal menor. Magalhães e Silva explica que a decisão do juiz Carlos Alexandre prende-se com o risco de fuga, perturbação da investigação e risco de continuação de atividade. Página 25
A26 TVI - Diário da Manhã Duração: 00:00:32 OCS: TVI - Diário da Manhã ID: 106369008 25-07-2023 06:18 1 1 1 "Operação Picoas" http://www.pt.cision.com/s/?l=f5b95a63 O advogado de Jéssica Vaz Antunes diz que já era tempo de a sua cliente sair em liberdade. Declarações de Pedro Duro. Página 26
8, 9 e 10 de maio de 2021 77